lunes, 11 de junio de 2012

Criacionismo - Teologia Bíblica Catolica


Teologia Bíblica



A palavra "teologia" vem de duas palavras gregas que significam

θεóς, (transliteração: theos) = "divindade" + λóγος, (logos) = "palavra", por extensão, "estudo, análise, consideração, questionamento sobre alguma coisa ou algo"), no sentido literal, é o estudo sobre a divindade. .Combinadas, temos a palavra "teologia", que significa "estudo de Deus".


A origem histórica do termo em questão nos remete à Hélade, também chamada de Grécia Antiga. Era utilizada inicialmente para descrever o trabalho de muitos poetas, que tentavam dar uma noção de como eram os deuses. Os teólogos eram os que faziam poesias sobre os deuses e sobre seus feitos, suas virtudes, suas emoções, sua vida particular e também seus vícios e erros. Entretanto, não era uma análise sobre os deuses e, sim, uma narração dos feitos deles que se pareciam com os feitos humanos e as virtudes dos mesmos. Somente na Idade Medieval é que o termo deixou de lado o conceito poético e passou a ser considerado como assunto de inquirição existencial e filosófica.

A Teologia bíblica estuda a Bíblia e organiza as conclusões obtidas pela Teologia exegética (que usa técnicas como a exegese para interpretar a Bíblia) em várias divisões e áreas de estudo, com a finalidade de estudar e conhecer a evolução ou a história progressiva da Revelação de Deus à humanidade, desde da sua queda e passando pelo Antigo Testamento e Novo Testamento.

A Teologia Bíblica, ao contrário da Teologia Sistemática, é indutiva, isto é, a partir da pesquisa exegética faz afirmações, ou seja, parte do específico para o geral. De um modo geral, a Teologia Bíblica parte da exegese de textos bíblicos como afirmação primeira, daí elaborando afirmações decorrentes.


A Teologia Bíblica ainda divide-se em:

Teologia Bíblica do Antigo Testamento. Nesta parte, os teólogos bíblicos dão especial ênfase às profecias e indícios revelados no Antigo Testamento relativos à vinda e missão de Jesus Cristo, o Messias;

Teologia Bíblica do Novo Testamento.

Não há uma Teologia Bíblica unificada, o que há são diversas teologias das tradições biblicas. Mesmo no Antigo Testamento, encontram-se as teologias dos livros históricos, e estas ainda se subdividem em outras teologias de acordo com o método de pesquisa empregado, também encontram-se a teologia dos escritos proféticos e dos escritos sapienciais. No Novo Testamento há a teologia de Mateus, de João (Jo, 1Jo, 2Jo, 3Jo, Ap), de Paulo (Cartas Paulinas), de Lucas (Lc e At). O teológo alemão Hans-Joachim Kraus aborda no livro Die Biblische Theologie esta problemática da múltiplas tradições e teologias bíblicas.

A tentativa de organizar as variadas ideias da religião cristã (e os vários tópicos e temas de diversos textos da Bíblia) em um sistema simples, coerente e bem-ordenado é uma tarefa relativamente recente. Na ortodoxia oriental, um exemplo antigo é a Exposição da Fé Ortodoxa, de João de Damasco (feita no século VIII), na qual se tenta organizar, e demonstrar a coerência, a teologia de textos clássicos da tradição teológica oriental.

No Ocidente, as Sentenças de Pedro Lombardo (no século XII), em que é coletada uma grande série de citações dos Pais da Igreja, tornou-se a base para a tradição de comentário temático e explanação da escolástica medieval -- cujo grande exemplo é a Suma Teológica de Tomás de Aquino. A tradição protestante de exposição temática e ordenada de toda a teologia cristã (ortodoxia protestante) surgiu no século XVI, com os Loci Communes de Filipe Melanchton e as Institutas da Religião Cristã de João Calvino.

No século XIX, especialmente em círculos protestantes, um novo modelo de teologia sistemática surgiu: uma tentativa de demonstrar que a doutrina cristã formava um sistema coerente baseado em alguns axiomas centrais. Alguns teólogos se envolveram, então, numa drástica reinterpretação da fé tradicional com o fim de torná-la coerente com estes axiomas. Friedrich Schleiermacher, por exemplo, produziu Der christliche Glaube nach den Grundsatzen der evangelischen Kirche, na década de 1820, onde a ideia central é a presença universal em meio à humanidade (algumas vezes mais oculta, outras, mais explícita) de um sentimento ou consciência de "absoluta dependência"; todos os temas teológicos são reinterpretados como descrições ou expressões de modificações deste sentimento.

Teologia Própria é o estudo de Deus o Pai. Cristologia é o estudo de Deus o Filho, o Senhor Jesus Cristo. Pneumatologia é o estudo de Deus o Espírito Santo. Bibliologia é o estudo da Bíblia. Soteriologia é o estudo da salvação. Eclesiologia é o estudo da igreja. Escatologia é o estudo do fim dos tempos. Angelologia é o estudo dos anjos. Demonologia Cristã é o estudo dos demônios sob uma perspectiva cristã. Antropologia Cristã é o estudo da humanidade. Hamartiologia é o estudo do pecado.

Teologia Bíblica é estudar um certo livro (ou livros) da Bíblia e enfatizar os diferentes aspectos da Teologia que ele focaliza. Por exemplo, o Evangelho de João é muito Cristológico, pois focaliza muito na divindade de Cristo (João 1:1,14; 8:58; 10:30; 20:28). A Teologia Histórica é o estudo das doutrinas e como elas se desenvolveram através dos séculos da igreja cristã. A Teologia Dogmática é um estudo das doutrinas de certos grupos cristãos que possuem doutrinas sistematizadas, por exemplo a Teologia Calvinista e Dispensacional. A Teologia Contemporânea é o estudo das doutrinas que se desenvolveram ou têm estado em foco recentemente. A Teologia Sistamática é uma importante ferramenta em nos ajudar a compreender e ensinar a Bíblia de uma forma organizada.


Teologia Sistemática

Partindo do princípio da definição hegeliana do termo "teologia", a teologia é o estudo das manifestações sociais de grupos em relação às divindades. Como toda área do conhecimento, possui então objetos de estudo definidos. Como não é possível estudar Deus diretamente, como sugere o termo literalmente observado, a definição de Hegel que, somente se pode estudar aquilo que se pode observar se torna pertinente e atual, conforme as representações sociais nas mais variadas culturas.

Teologia sistemática é, então, a divisão da Teologia em sistemas que explicam suas várias áreas. Por exemplo, muitos livros da Bíblia dão informações sobre os anjos. Nenhum livro sozinho dá todas as informações sobre os anjos. A Teologia Sistemática coleta todas as informações sobre os anjos de todos os livros da Bíblia e as organiza em um sistema: Angelologia. Isto é a Teologia Sistemática: a organização de ensinamentos da Bíblia em sistemas de categorias. A palavra "sistemática" se refere a algo que colocamos em um sistema.

A teologia sistemática, que engloba ramos como a teologia doutrinal, a teologia dogmática e a teologia filosófica, é o ramo da teologia cristã que reúne as informações extraídas da pesquisa teológica, organiza-as em áreas afins, explica as aparentes contradições e, com isso, fornece um grande sistema explicativo (diferentemente da teologia histórica ou da teologia bíblica).

A teologia sistemática está também associada por vezes à apologética cristã, que serve para, no confronto teológico entre diferentes religiões e heresias, defender a doutrina da confissão cristã em causa.


Segundo a Igreja Católica, a teologia sistemática é dividida em dois ramos principais:

-a teologia dogmática ou fundamental, que "expõe e estuda, sistematicamente, as verdades fundamentais da Fé", que são "verdades eternas e obrigatórias para todos os cristãos, nos seus aspectos materiais e formais";

-a teologia moral,
"que estuda os preceitos éticos contidos na doutrina revelada, aplicando-os ao cotidiano da vida do homem e da Igreja". [1]


Loci da teologia sistemática

Um locus (do latim, lugar; plural loci) é uma área específica de estudo da teologia sistemática. Os loci clássicos são:

Prolegômenos ou Teologia fundamental

Teologia propriamente dita ou Teontologia

Bibliologia, Cristologia, Pneumatologia,Antropologia teológica,Soteriologia,Eclesiologia Escatologia, Teologia dos sacramentos, Hamartiologia Angeologia, Mariologia, Demonologia

Evolução do termo

No cristianismo, isso se dá a partir da Bíblia. O teólogo cristão-protestante suíço Karl Barth definiu a Teologia como um "falar a partir de Deus". O termo "teologia" foi usado pela primeira vez por Platão, no diálogo "A República", para referir-se à compreensão da natureza divina de forma racional, em oposição à compreensão literária própria da poesia, tal como era conduzida pelos seus conterrâneos. Mais tarde, Aristóteles empregou o termo em numerosas ocasiões, com dois significados:

Teologia como o ramo fundamental da filosofia, também chamada "filosofia primeira" ou "ciência dos primeiros princípios", mais tarde chamada de metafísica por seus seguidores;

Teologia como denominação do pensamento mitológico imediatamente anterior à filosofia, com uma conotação pejorativa e, sobretudo, utilizada para referir-se aos pensadores antigos não filósofos (como Hesíodo e Ferécides de Siro).

Santo Agostinho tomou o conceito de teologia natural da obra Antiquitates rerum humanarum et divinarum, de M. Terêncio Varrão, como única teologia verdadeira dentre as três apresentadas por Varrão: a mítica, a política e a natural. Acima desta, situou a Teologia Sobrenatural (theologia supernaturalis), baseada nos dados da revelação e, portanto, considerada superior. A teologia sobrenatural, situada fora do campo de ação da Filosofia, não estava subordinada, mas sim acima da última, considerada como uma serva (ancilla theologiae) que ajudaria a primeira na compreensão de Deus.

Teodiceia, termo empregado atualmente como sinonimo de "teologia natural", foi criado no século XVIII por Leibniz, como título de uma de suas obras (chamada "Ensaio de Teodiceia. Sobre a bondade de Deus, a liberdade do ser humano e a origem do mal"), embora Leibniz utilize tal termo para referir-se a qualquer investigação cujo fim seja explicar a existência do mal e justificar a bondade de Deus.

Na tradição cristã (de matriz agostiniana), a teologia é organizada segundo os dados da revelação e da experiência humana. Esses dados são organizados no que se conhece como teologia sistemática ou teologia dogmática.

A teologia é fortemente influenciada pelas mais diversas religiões e, portanto, existe a teologia hindu, a teologia budista, a teologia judaica, a teologia católica-romana, a teologia islâmica, a teologia protestante, a teologia mórmon, a teologia umbandista, entre outras.

Bibliografia

BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Trad. Odayr Olivetti. Campinas: LPC, 1990.

BRAATEN, Carl E. & JENSON, Robert W. (eds.) Dogmática Cristã. 2 vols. Trad. G. Delfstra et alli. São Leopoldo: Sinodal, 1990.

BOFF, Clodovis. Teoria do Método Teológico. Petrópolis: Vozes, 1998.

FIORENZA, Francis S. & GALVIN, John P. (org.). Teologia Sistemática. 2 vols. Trad. Paulo Siepierski. São Paulo: Paulus, 1997.

HODGE, Charles. Teologia Sistemática. Trad. Valter Martins. São Paulo: Hagnos, 2001.

McGRATH, Alister E. Teologia: Sistemática, Histórica e Filosófica. Trad. Marisa de Siqueira Lopes. São Paulo: Shedd, 2005.



Criacionismo científico


Criacionismo científico se entende pela afirmação científica da ação de um criador para o surgimento da vida e tudo mais que existe. O conceito de criacionismo científico mais trabalhado é o de visão bíblica e Cristã, que tem expoentes de pensamento nos EUA, tal qual Ruse que afirma: "O criacionismo, em um sentido geral, refere-se à teoria de que DEUS fez o mundo sozinho, por meios miraculosos, do nada. Mais especificamente, na América atual, o criacionismo é a teoria de que a Bíblia, em particular os primeiros capítulos do Gênese, é um guia literalmente verdadeiro da história do universo e da história da vida aqui na Terra, inclusive de nós seres humanos." [1]

Outras definições de Criacionismo são:

a idéia de "que a ordem surgiu ... da inteligência criativa divina ... [ou] da inteligência divina trabalhando por causas naturais" [2]

"a crença de que a vida na Terra é o produto de um ato divino e não da evolução orgânica" [3]

"a crença de que o universo e todos os seres vivos foram criados por DEUS" [4]


Existem também definições mais explícitas que evidenciam a visão Cristã do Criacionismo, como:

"Os criacionistas ... acreditam que DEUS criou a Terra e os seres vivos nela, como escrito na Bíblia" [5]

"Uma doutrina Cristã afirmando que o mundo e todos os seres vivos nele – especialmente os seres humanos – foram criados por DEUS" [6]


O Criacionismo científico conflita-se com a teoria da evolução, ao identificar que um Criador através de modo sobrenatural gerou a vida existente e que não existe macro-evolução com criação de novas espécies como afirma a teria da evolução. (É de se notar que o Criacionismo científico não rejeita a idéia de micro-evoluções dentro mesmas espécies, mas que estas são limitadas.)

Podemos ver um exemplo de proposição Criacionista científica, na qual o Criacionista Henry M. Morris estabelece o seguinte modelo de afirmações para a teoria Criacionista científica:

1.O mundo, tal como ele existe agora, foi criado do nada por ação divina.

2.Essa criação aconteceu menos de dez mil anos atrás.

3.Não aconteceu qualquer desenvolvimento subseqüente.

4.A teoria da evolução é falsa, porque a mutação e a seleção natural não podem explicar o suposto desenvolvimento subseqüente de todos os seres vivos.

5.Podem ocorrer modificações limitadas dentro de uma espécie, mas todas as espécies (atuais e extintas) foram criadas por DEUS no início: não existe a suposta "especiação" afirmada pela teoria da evolução.

6.Não existe "antepassado comum" compartilhado por espécies distintas (por ex., os seres humanos e outros primatas).

7.Os eventos catastróficos e não os alegados processos geomorfológicos da "ciência" da Geologia, foram a causa das características geológicas da Terra.

8.O evento geológico mais importante na história foi o grande dilúvio descrito no Gênese, que explica, entre outras coisas, a presença de fósseis de espécies extintas em camadas geológicas distintas. [7]

Este tipo de Criacionismo pode ser chamado de ciência em decorrência de se formular sobre uma hipótese empírica e falsificável. O Criacionismo científico nega a teoria da evolução, mas não nega a ciência. Uma de suas pressuposições é baseada sobre a "geologia da inundação" que relata os impactos gerados pelo grande dilúvio Bíblico. [8]


Referências


1.↑ Ruse, M. 2005 "Creationism", in Horowitz, M. (org.), New Dictionary of the History of Ideas, 6 vols., Detroit, Charles Scribner’s Sons, vol. 2, pp. 489-493.

2.↑ Arnhart, L. 2005 "Evolution–Creationism Debate", in MITCHAM, C. (org.), Encyclopedia of Science, Technology, and Ethics, 4 vols. Detroit, Macmillan Reference, vol. 2, pp. 720-723.

3.↑ Feffer, L. B. 2003 "Creationism", in Kutler, S. I. (org.), Dictionary of American History, 10 vols., 3ª ed., New York, Charles Scribner’s Sons, vol. 2, pp. 446-447.

4.↑ Saladin, K. S. 2002 "Creationism", in Robinson, R. (org.), Biology, 4 vols., New York, Macmillan Reference, vol. 1, pp. 185-187.

5.↑ George, M. 2001 "And Then God Created Kansas? The Evolution/Creationism Debate in America’s Public Schools", University of Pennsylvania Law Review, vol. 149, nº 3: 843-872.

6.↑ Longley, E. 2000 "Creationism", in Pendergast, S.; Pendergast, T. (orgs.), St. James Encyclopedia of Popular Culture, 5 vols., Detroit, St. James Press, vol. 1, pp. 627-628.

7.↑ Morris, H. M. 1965 A Bíblia e a Ciência Moderna, São Paulo, Imprensa Batista Regular. 1981 Scientific Creationism. San Diego, CLP Publications.

8.↑ Engler, S. 2007 "Tipos de Criacionismos Cristãos". Junho/2007.



CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

PRIMEIRA PARTE


A PROFISSÃO DA FÉ

-SEGUNDA SEÇÃO


A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ


CAPÍTULO PRIMEIRO


CREIO EM DEUS PAI-
(§ 198-§ 421)

198.
A nossa profissão de fé começa por Deus, porque Deus é «o Primeiro e o Último» (Is 44, 6), o Princípio e o Fim de tudo. O Credo começa por Deus Pai, porque o Pai é a Primeira Pessoa divina da Santíssima Trindade; o nosso Símbolo começa pela criação do céu e da terra, porque a criação é o princípio e o fundamento de todas as obras de Deus.




«CREIO EM DEUS PAI TODO-PODEROSO
CRIADOR DO CÉU E DA TERRA»

 



PARÁGRAFO 4-(§279)


O CRIADOR

279.
«No princípio, Deus criou o céu e a terra» (Gn 1, 1). É com estas palavras solenes que começa a Sagrada Escritura. E o Símbolo da fé retoma-as, confessando a Deus, Pai todo-poderoso, como «Criador do céu e da terra» (101), «de todas as coisas, visíveis e invisíveis» (102). Vamos, portanto, falar primeiro do Criador, depois da sua criação, e, finalmente, da queda do pecado, de que Jesus, Filho de Deus, nos veio Libertar.

280.
A criação é o fundamento de «todos os desígnios salvíficos de Deus», «o princípio da história da salvação» (103), que culmina em Cristo. Por seu lado, o mistério de Cristo derrama sobre o mistério da criação a luz decisiva; revela o fim, em vista do qual «no princípio Deus criou o céu e a terra» (Gn 1, 1): desde o princípio, Deus tinha em vista a glória da nova criação em Cristo (104).

281.
É por isso que as leituras da Vigília Pascal, celebração da nova criação em Cristo, começam pela narrativa da criação. Do mesmo modo, na liturgia bizantina, a narrativa da criação constitui sempre a primeira leitura das vigílias das grandes festas do Senhor. Segundo o testemunho dos antigos, a instrução dos catecúmenos para o Baptismo segue o mesmo caminho (105).

I. A catequese sobre a criação

282.
A catequese sobre a criação reveste-se duma importância capital. Diz respeito aos próprios fundamentos da vida humana e cristã, porque torna explícita a resposta da fé cristã à questão elementar que os homens de todos os tempos têm vindo a pôr-se: «De onde vimos?» «Para onde vamos?» «Qual a nossa origem?» «Qual o nosso fim?» «Donde vem e para onde vai tudo quanto existe?» As duas questões, da origem e, do fim, são inseparáveis. E são decisivas para o sentido e para a orientação da nossa vida e do nosso proceder.

283.
A questão das origens do mundo e do homem tem sido objecto de numerosas investigações científicas, que enriqueceram magnificamente os nossos conhecimentos sobre a idade e a dimensão do cosmos, a evolução dos seres vivos, o aparecimento do homem. Tais descobertas convidam-nos, cada vez mais, a admirar a grandeza do Criador e a dar-Lhe graças por todas as suas obras, e pela inteligência e saber que dá aos sábios e investigadores. Estes podem dizer com Salomão: «Foi Ele quem me deu a verdadeira ciência de todas as coisas, a fim de conhecer a constituição do Universo e a força dos elementos [...], porque a Sabedoria, que tudo criou, mo ensinou» (Sb 7, 17-21).

284.
O grande interesse atribuído a estas pesquisas é fortemente estimulado por uma questão de outra ordem, que ultrapassa o domínio próprio das ciências naturais. Porque não se trata apenas de saber quando e como surgiu materialmente o cosmos, nem quando é que apareceu o homem; mas, sobretudo, de descobrir qual o sentido de tal origem: se foi determinada pelo acaso, por um destino cego ou uma fatalidade anónima, ou, antes, por um Ser transcendente, inteligente e bom, chamado Deus. E se o mundo provém da sabedoria e da bondade de Deus, qual a razão do mal? De onde vem ele? Quem é por ele responsável? E será que existe uma libertação do mesmo?

285.
Desde os princípios que a fé cristã teve de defrontar-se com respostas, diferentes da sua, sobre a questão das origens. De facto, nas religiões e nas culturas antigas encontram-se muitos mitos relativos às origens. Certos filósofos disseram que tudo é Deus, que o mundo é Deus, ou que a evolução do mundo é a evolução de Deus (panteísmo): outros disseram que o mundo é uma emanação necessária de Deus, brotando de Deus como duma fonte e a Ele voltando; outros, ainda, afirmaram a existência de dois princípios eternos, o bem e o mal, a luz e as trevas, em luta permanente (dualismo, maniqueísmo). Segundo algumas destas concepções, o mundo (pelo menos o mundo material) seria mau, produto duma decadência e, portanto, objecto de repúdio ou de superação (gnose); outras admitem que o mundo tenha sido feito por Deus, mas à maneira dum relojoeiro que, depois de o ter feito, o abandonou a si mesmo (deísmo); outras, finalmente, rejeitam qualquer origem transcendente do mundo e vêem nele o puro jogo duma matéria que teria existido sempre (materialismo). Todas estas tentativas dão testemunho da permanência e universalidade do problema das origens. É uma busca própria do homem.

286.
Não há dúvida de que a inteligência humana é capaz de encontrar uma resposta para a questão das origens. Com efeito, a existência de Deus Criador pode ser conhecida com certeza pelas suas obras, graças à luz da razão humana (106), mesmo que tal conhecimento muitas vezes seja obscurecido e desfigurado pelo erro. E é por isso que a fé vem confirmar e esclarecer a razão na compreensão exacta desta verdade: «Pela fé, sabemos que o mundo foi organizado pela palavra de Deus, de modo que o que se vê provém de coisas invisíveis» (Heb 11, 3).

287.
A verdade da criação é tão importante para toda a vida humana que Deus, na sua bondade, quis revelar ao seu povo tudo quanto é salutar conhecer-se a esse propósito. Para além do conhecimento natural, que todo o homem pode ter do Criador (107), Deus revelou progressivamente a Israel o mistério da criação. Deus, que escolheu os patriarcas, que fez sair Israel do Egipto e que, escolhendo Israel, o criou e formou (108) revela-Se como Aquele a quem pertencem todos os povos da terra e toda a terra, como sendo o único que «fez o céu e a terra» (Sl 115, 15; 124, 8; 134, 3).

288.
Assim, a revelação da criação é inseparável da revelação e da realização da Aliança de Deus, o Deus Único, com o seu povo. A criação é revelada como o primeiro passo para esta Aliança, como o primeiro e universal testemunho do amor omnipotente de Deus (109). Por isso, a verdade da criação é expressa com vigor crescente na mensagem dos profetas (110), na oração dos salmos (111) e da liturgia, na reflexão da sabedoria (112) do Povo eleito.

289.
Entre tudo quanto a Sagrada Escritura nos diz sobre a criação, os três primeiros capítulos do Génesis ocupam um lugar único. Do ponto de vista literário, estes textos podem ter diversas fontes. Os autores inspirados puseram-nos no princípio da Escritura, de maneira a exprimirem, na sua linguagem solene, as verdades da criação, da sua origem e do seu fim em Deus, da sua ordem e da sua bondade, da vocação do homem, e enfim, do drama do pecado e da esperança da salvação. Lidas à luz de Cristo, na unidade da Sagrada Escritura e na Tradição viva da Igreja, estas palavras continuam a ser a fonte principal para a catequese dos mistérios do «princípio»: criação, queda, promessa da salvação.

II. A criação – obra da Santíssima Trindade

290.
«No princípio, Deus criou o céu e a terra». Três coisas são afirmadas nestas primeiras palavras da Escritura: Deus eterno deu um princípio a tudo quanto existe fora d'Ele. Só Ele é criador (o verbo «criar» – em hebraico «bara» – tem sempre Deus por sujeito). E tudo quanto existe (expresso pela fórmula «o céu e a terra») depende d' Aquele que lhe deu o ser.

291.
«No princípio era o Verbo [...] e o Verbo era Deus [...] Tudo se fez por meio d'Ele e, sem Ele, nada se fez» (Jo 1, 1-3). O Novo Testamento revela que Deus tudo criou por meio do Verbo eterno, seu Filho muito-amado. Foi n'Ele «que foram criados todos os seres que há nos céus e na terra [...]. Tudo foi criado por seu intermédio e para Ele. Ele é anterior a todas as coisas, e todas se mantêm por Ele» (Cl 1, 16-17). A fé da Igreja afirma igualmente a acção criadora do Espírito Santo: Ele é Aquele «que dá a vida» (113), «o Espírito Criador» (Veni, Creator Spiritus), a «Fonte de todo o bem» (114).

292.
Insinuada no Antigo Testamento (115) revelada na Nova Aliança, a acção criadora do Filho e do Espírito Santo, inseparavelmente unida à do Pai, é claramente afirmada pela regra de fé da Igreja: «Existe um só Deus. Ele é o Pai, é Deus, é o Criador, o Autor, o Ordenador. Fez todas as coisas por Si mesmo, quer dizer, pelo Seu Verbo e pela sua Sabedoria» (116) «pelo Filho e pelo Espírito» que são como «as suas mãos» (117). A criação é obra comum da Santíssima Trindade.

III. «O mundo foi criado para glória de Deus»

293.
É uma verdade fundamental, que a Escritura e a Tradição não cessam de ensinar e de celebrar: «O mundo foi criado para glória de Deus» (118). Deus criou todas as coisas, explica São Boaventura, «non propter gloriam augendam, sed propter gloriam manifestandam et propter gloriam suam communicandam – Não para aumentar a Sua glória, mas para a manifestar e para a comunicar » (119). Para criar, Deus não tem outra razão senão o seu amor e a sua bondade: «Aperta manu clave amoris creaturae prodierunt – As criaturas saíram da mão (de Deus) aberta pela chave do amor» (120). E o I Concílio do Vaticano explica:
«Na sua bondade e pela sua força omnipotente, não para aumentar a sua felicidade nem para adquirir a sua perfeição, mas para a manifestar pelos bens que concede às suas criaturas, Deus, no seu libérrimo desígnio, criou do nada simultaneamente e desde o princípio do tempo uma e outra criatura — a espiritual e a corporal» (121).

294.
A glória de Deus está em que se realize esta manifestação e esta comunicação da sua bondade, em ordem às quais o mundo foi criado. Fazer de nós «filhos adoptivos por Jesus Cristo. Assim aprouve à sua vontade, para que fosse enaltecida a glória da sua graça» (Ef 1, 5-6): «Porque a glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem é a visão de Deus: se a revelação de Deus pela criação já proporcionou a vida a todos os seres que vivem na terra, quanto mais a manifestação do Pai pelo Verbo proporciona a vida aos que vêem a Deus!» (122). O fim último da criação é que Deus Pai, «criador de todos os seres, venha finalmente a ser 'tudo em todos' (1 Cor 15, 28), provendo, ao mesmo tempo, à sua glória e à nossa felicidade» (123).

IV. O mistério da criação

DEUS CRIA COM SABEDORIA E POR AMOR

295
Acreditamos que Deus criou o mundo segundo a sua sabedoria (124). O mundo não é fruto duma qualquer necessidade, dum destino cego ou do acaso. Acreditamos que ele procede da vontade livre de Deus, que quis fazer as criaturas participantes do seu Ser, da sua sabedoria e da sua bondade: «porque Vós criastes todas as coisas e, pela vossa vontade, elas receberam a existência e foram criadas» (Ap 4, 11). «Como são grandes, Senhor, as vossas obras! Tudo fizestes com sabedoria» (Sl 104, 24). «O Senhor é bom para com todos e a sua misericórdia estende-se a todas as criaturas» (Sl 145, 9).

DEUS CRIA «DO NADA»

296.
Acreditamos que Deus não precisa de nada preexistente, nem de qualquer ajuda, para criar (124). A criação tão pouco é uma emanação necessária da substância divina (126). Deus cria livremente «do nada» (127):
«Que haveria de extraordinário, se Deus tivesse tirado o mundo duma matéria preexistente? Um artista humano, quando se lhe dá um material, faz dele o que quer. O poder de Deus, porém, mostra-se precisamente quando parte do nada para fazer tudo o que quer» (128).

297.
A fé na criação a partir «do nada» é testemunhada na Escritura como uma verdade cheia de promessa e de esperança. É assim que a mãe dos sete filhos os anima ao martírio:
«Não sei como aparecestes no meu seio; não fui eu que vos dei a respiração e a vida, nem fui eu que dispus os membros que compõem cada um de vós. Por isso, o Criador do mundo, que formou o homem à nascença e concebeu todas as coisas na sua origem, vos dará novamente, na sua misericórdia, a respiração e a vida, uma vez que vos desprezais agora a vós próprios, por amor às suas leis [...] Peço-te, meu filho, que olhes para o céu e para a terra. Vê todas as coisas que neles se encontram, para saberes que Deus não as fez do que já existia, e que o mesmo sucede com o género humano» (2 Mac 7, 22-23.28).

298.
Uma vez que Deus pode criar «do nada», também pode, pelo Espírito Santo, dar a vida da alma aos pecadores, criando neles um coração puro e a vida do corpo aos defuntos, pela ressurreição. Ele que «dá a vida aos mortos e chama o que não existe como se já existisse» (Rm 4, 17). E como, pela sua palavra, pôde fazer que das trevas brilhasse a luz (130), pode também dar a luz da fé aos que a ignoram (131).

DEUS CRIA UM MUNDO ORDENADO E BOM

299.
Uma vez que Deus cria com sabedoria, a criação possui ordem. «Dispusestes tudo com medida, número e peso» (Sb 11, 20). Criada no Verbo e pelo Verbo eterno, «que é a imagem do Deus invisível» (Cl 1, 15), a criação destina-se e orienta-se para o homem, imagem de Deus (132), chamado ele próprio a uma relação pessoal com Deus. A nossa inteligência, participante da luz do intelecto divino, pode entender o que Deus nos diz pela sua criação (133), sem dúvida com grande esforço e num espírito de humildade e de respeito perante o Criador e a sua obra (134). Saída da bondade divina, a criação partilha dessa bondade («E Deus viu que isto era bom [...] muito bom»: Gn 1, 4. 10. 12. 18. 21. 31). Porque a criação é querida por Deus como um dom orientado para o homem, como herança que lhe é destinada e confiada. A Igreja, em diversas ocasiões, viu-se na necessidade de defender a bondade da criação, mesmo a do mundo material (135).

DEUS TRANSCENDE A CRIAÇÃO E ESTÁ PRESENTE NELA

300.
Deus é infinitamente maior do que todas as suas obras (136): «A vossa majestade está acima dos céus» (Sl 8, 2), «insondável é a sua grandeza» (Sl 145, 3). Mas, porque Ele é o Criador soberano e livre, causa primeira de tudo quanto existe, está presente no mais íntimo das suas criaturas: «É n'Ele que vivemos, nos movemos e existimos» (Act 17, 28). Segundo as palavras de Santo Agostinho, Ele é «superior summo meo et interior intimo meo — Deus está acima do que em mim há de mais elevado e é mais interior do que aquilo que eu tenho de mais íntimo» (137).

DEUS SUSTENTA E CONDUZ A CRIAÇÃO

301.
Depois da criação, Deus não abandona a criatura a si mesma. Não só lhe dá o ser e o existir, mas a cada instante a mantém no ser, lhe dá o agir e a conduz ao seu termo. Reconhecer esta dependência total do Criador é fonte de sabedoria e de liberdade, de alegria e de confiança:
«Vós amais tudo quanto existe e não tendes aversão a coisa alguma que fizestes: se tivésseis detestado alguma criatura, não a teríeis formado. Como poderia manter-se qualquer coisa, se Vós não quisésseis? Como é que ela poderia durar, se não a tivésseis chamado à existência? Poupais tudo, porque tudo é vosso, ó Senhor, que amais a vida» (Sb 11, 24-26).

V. Deus realiza o seu desígnio: a divina Providência

302.
A criação tem a sua bondade e a sua perfeição próprias, mas não saiu totalmente acabada das mãos do Criador. Foi criada «em estado de caminho» («in statu viae») para uma perfeição última ainda a atingir e a que Deus a destinou. Chamamos divina Providência às disposições pelas quais Deus conduz a sua criação em ordem a essa perfeição:
«Deus guarda e governa, pela sua Providência, tudo quanto criou, "atingindo com força dum extremo ao outro e dispondo tudo suavemente" (Sb 8, 1). Porque "tudo está nu e patente a seus olhos" (Heb 4, 13), mesmo aquilo que depende da futura acção livre das criaturas» (138).

303.
É unânime, a este respeito, o testemunho da Escritura: a solicitude da divina Providência é concreta e imediata, cuida de tudo, desde os mais insignificantes pormenores até aos grandes acontecimentos do mundo e da história. Os livros santos afirmam, com veemência, a soberania absoluta de Deus no decurso dos acontecimentos: «Tudo quanto Lhe aprouve, o nosso Deus o fez, no céu e na terra» (Sl 115, 3); e de Cristo se diz: «que abre e ninguém fecha, e fecha e ninguém abre» (Ap 3, 7); «há muitos projectos no coração do homem, mas é a vontade do Senhor que prevalece» (Pr 19, 21).

304.
É assim que, muitas vezes, vemos o Espírito Santo, autor principal da Sagrada Escritura, atribuir a Deus certas acções, sem mencionar causas-segundas. Isso não é «uma maneira de dizer» primitiva, mas sim um modo profundo de afirmar o primado de Deus e o seu senhorio absoluto sobre a história e sobre o mundo (139) e de ensinar a ter confiança n'Ele. A oração dos Salmos é, aliás, a grande escola desta confiança (140).

305.
Jesus reclama um abandono filial à Providência do Pai celeste, que cuida das mais pequenas necessidades dos seus filhos: «Não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? Que havemos de beber? [...] Bem sabe o vosso Pai celeste que precisais de tudo isso. Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos será dado por acréscimo» (Mt 6, 31-33) (141).

A PROVIDÊNCIA E AS CAUSAS SEGUNDAS

306.
Deus é o Senhor soberano dos seus planos. Mas, para a realização dos mesmos, serve-Se também do concurso das criaturas. Isto não é um sinal de fraqueza, mas da grandeza e bondade de Deus omnipotente. É que Ele não só permite às suas criaturas que existam, mas confere-lhes a dignidade de agirem por si mesmas, de serem causa e princípio umas das outras e de cooperarem, assim, na realização do seu desígnio.

307.
Aos homens, Deus concede mesmo poderem participar livremente na sua Providência, confiando-lhes a responsabilidade de «submeter» a terra e dominá-la (142). Assim lhes concede que sejam causas inteligentes e livres, para completar a obra da criação, aperfeiçoar a sua harmonia, para o seu bem e o dos seus semelhantes. Cooperadores muitas vezes inconscientes da vontade divina, os homens podem entrar deliberadamente no plano divino, pelos seus actos e as suas orações, como também pelos seus sofrimentos (143). Tornam-se, então, plenamente «colaboradores de Deus» (1 Cor 3, 9)(144) e do seu Reino(145).

308.
Esta é uma verdade inseparável da fé em Deus Criador: Deus age em toda a acção das suas criaturas. É Ele a causa-primeira, que opera nas e pelas causas-segundas: «É Deus que produz em nós o querer e o operar, segundo o seu beneplácito» (Fl 2, 13)(146). Longe de diminuir a dignidade da criatura, esta verdade realça-a. Tirada «do nada» pelo poder, sabedoria e bondade de Deus, a criatura separada da sua origem, nada pode, porque «a criatura sem o Criador esvai-se» (147). Muito menos pode atingir o seu fim último, sem a ajuda da graça (148).

A PROVIDÊNCIA E O ESCÂNDALO DO MAL

309.
Se Deus Pai todo-poderoso, Criador do mundo ordenado e bom, tem cuidado com todas as suas criaturas, porque é que o mal existe? A esta questão, tão premente como inevitável, tão dolorosa como misteriosa, não é possível dar uma resposta rápida e satisfatória. É o conjunto da fé cristã que constitui a resposta a esta questão: a bondade da criação, o drama do pecado, o amor paciente de Deus que vem ao encontro do homem pelas suas alianças, pela Encarnação redentora de seu Filho, pelo dom do Espírito, pela agregação à Igreja, pela força dos sacramentos, pelo chamamento à vida bem-aventurada, à qual as criaturas livres são de antemão convidadas a consentir, mas à qual podem, também de antemão, negar-se, por um mistério terrível. Não há nenhum pormenor da mensagem cristã que não seja, em parte, resposta ao problema do mal.

310.
Mas, porque é que Deus não criou um mundo tão perfeito que nenhum mal pudesse existir nele? No seu poder infinito, Deus podia sempre ter criado um mundo melhor (149). No entanto, na sua sabedoria e bondade infinitas, Deus quis livremente criar um mundo «em estado de caminho» para a perfeição última. Este devir implica, no desígnio de Deus, juntamente com o aparecimento de certos seres, o desaparecimento de outros; o mais perfeito, com o menos perfeito; as construções da natureza, com as suas destruições. Com o bem físico também existe, pois, o mal físico, enquanto a criação não tiver atingido a perfeição (150).

311.
Os anjos e os homens, criaturas inteligentes e livres, devem caminhar para o seu último destino por livre escolha e amor preferencial. Podem, por conseguinte, desviar-se. De facto, pecaram. Foi assim que entrou no mundo o mal moral, incomensuravelmente mais grave que o mal físico. Deus não é, de modo algum, nem directa nem indirectamente, causa do mal moral (151). No entanto, permite-o por respeito pela liberdade da sua criatura e misteriosamente sabe tirar dele o bem:
«Deus todo-poderoso [...] sendo soberanamente bom, nunca permitiria que qualquer mal existisse nas suas obras se não fosse suficientemente poderoso e bom para do próprio mal, fazer surgir o bem» (152).

312.
Assim, com o tempo, é possível descobrir que Deus, na sua omnipotente Providência, pode tirar um bem das consequências dum mal (mesmo moral), causado pelas criaturas: «Não, não fostes vós – diz José a seus irmãos – que me fizestes vir para aqui. Foi Deus. [...] Premeditastes contra mim o mal: o desígnio de Deus aproveitou-o para o bem [...] e um povo numeroso foi salvo» (Gn, 45, 8; 50, 20) (153). Do maior mal moral jamais praticado, como foi o repúdio e a morte do Filho de Deus, causado pelos pecados de todos os homens, Deus, pela superabundância da sua graça (154), tirou o maior dos bens: a glorificação de Cristo e a nossa redenção. Mas nem por isso o mal se transforma em bem.

313.
«Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus» (Rm 8, 28). O testemunho dos santos não cessa de confirmar esta verdade:
Assim, Santa Catarina de Sena diz aos «que se escandalizam e se revoltam contra o que lhes acontece»: «Tudo procede do amor, tudo está ordenado para a salvação do homem, e não com nenhum outro fim» (155).
E S. Tomás Moro, pouco antes do seu martírio, consola a filha com estas palavras: «Nada pode acontecer-me que Deus não queira. E tudo o que Ele quer, por muito mau que nos pareça, é, na verdade, muito bom»(156).
E Juliana de Norwich: «Compreendi, pois, pela graça de Deus, que era necessário ater-me firmemente à fé [...] e crer, com não menos firmeza, que todas as coisas serão para bem [...]». «Thou shalt see thyself that all manner of thing shall be well» (157).

314.
Nós cremos firmemente que Deus é o Senhor do mundo e da história. Muitas vezes, porém, os caminhos da sua Providência são-nos desconhecidos. Só no fim, quando acabar o nosso conhecimento parcial e virmos Deus «face a face» (1 Cor 13, 12), é que nos serão plenamente conhecidos os caminhos pelos quais, mesmo através do mal e do pecado, Deus terá conduzido a criação ao repouso desse Sábado (158) definitivo, em vista do qual criou o céu e a terra.

Resumindo:

315.
Na criação do mundo e do homem, Deus deu o primeiro e universal testemunho do seu amor omnipotente e da sua sabedoria e fez o primeiro anúncio do seu «desígnio amoroso», o qual tem como finalidade a nova criação em Cristo.

316.
Embora a obra da criação seja particularmente atribuída ao Pai, é igualmente verdade de fé que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são o único e indivisível princípio da criação.

317.
Só Deus criou o Universo, livremente, directamente, sem qualquer ajuda.

318.
Nenhuma criatura possui o poder infinito necessário para «criar», no sentido próprio da palavra: quer dizer; para produzir e dar o ser ao que de modo algum o possuía (chamar à existência «ex nihilo» a partir do nada) (159).

319.
Deus criou o mundo para manifestar e comunicar a sua glória. Que as criaturas partilhem da sua verdade, da sua bondade e da sua beleza – eis a glória, para a qual Deus as criou.

320.
Deus, que criou o universo, mantém-no na existência pelo seu Verbo; «o Filho tudo sustenta com a sua palavra poderosa» (He 1, 3) e pelo seu Espírito criador que dá a vida.

321.
A divina Providência consiste nas disposições pelas quais Deus conduz, com sabedoria e amor; todas as criaturas, para o seu último fim.

322.
Cristo convida-nos a abandonarmo-nos filialmente à Providência do Pai dos céus (160); o apóstolo São Pedro retoma o seu pensamento ao dizer: «Lançai sobre Deus toda a vossa inquietação porque Ele vela por vós» (1 Pe 5, 7)(161).

323.
A Providência divina também age pela acção das criaturas. Aos seres humanos, Deus permite-lhes cooperar livremente com os seus desígnios.

324.
A permissão divina do mal físico e do mal moral é um mistério, que Deus esclarece por seu Filho Jesus Cristo, morto e ressuscitado para vencer o mal. A fé dá-nos a certeza de que Deus não permitiria o mal, se do próprio mal não fizesse sair o bem, por caminhos que só na vida eterna conheceremos plenamente.




lunes, 4 de junio de 2012

Pós-Graduação Gratuita: Especialização, Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado

Quem já é graduado em uma instituição de ensino superior reconhecida pelo MEC tem o direito de fazer uma Pós-graduação.
Você pode fazer dois tipos de pós-graduação grátis:
  • lato sensu: Eles tem objetivo de aprimorar você profissionalmente em especializações e atualizações. A nomenclatura comum utilizada é a sigla em inglês MBA (Master Business Administration, ou Mestre em Administração de Negócios, em tradução livre). Apesar do nome ele não é considerado como um mestrado, como nos EUA.
  • stricto sensu: Este sim é o mestrado e doutorado, com objetivo de formar pesquisadores e professores universitários. A meta principal deste tipo de pós-graduação é o incentivo ao desenvolvimento científico.
Há vários caminhos para você conseguir concretizar a sua pós graduação gratuita:

1. CAPES

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior é um braço governamental da pós graduação gratuita exclusivamente stricto sensu. Pela CAPES você pode conseguir bolsas de estudos para desenvolver pesquisas e fazer mestrado e doutorado. As bolsas de estudos da CAPES para mestrado partem dos R$ 1.400 ao mês, para doutorado R$ 1.800 e para pós-doutorado R$ 3.200. Para mais informações vejaaqui.

2. CNPq

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico também é uma via do governo para o desenvolvimento do conhecimento científico. As bolsas de estudo CNPq para a sua pós graduação grátis tem valores parecidos com os da CAPES, mas para doutorado e pós-doutorado incluem uma taxa de bancada de R$ 400 por mês. Este dinheiro pode ser utilizado para adquirir livros e viajar para congressos. Veja detalhes aqui.

3. FINEP

A Financiadora de Estudos e Projetos, FINEP, fomenta o desenvolvimento tecnológico, científico e empresarial e realiza o financiamento para tanto para instituições quanto para estudantes em diversas modalidades permitindo a realização de pós graduação gratuita. Saiba mais aqui.

4. Fapesp

AFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo tem propósitos parecidos com os das instituições acima, mas também possibilita a realização da pós graduação grátisde maneiras distintas, mas limitado ao estado de São Paulo. Para mais detalhes visite aqui.

5. Mais Estudo

É uma empresa privada que fornece bolsas de estudos parciais. Não permite pós graduação gratis, mas financiam parte dos estudos. Com parceirias realizadas com faculdades e universidades particulares a Mais Estudo completa as vagas ociosas nos bancos das universidades ampliando a receita da instituição e diminuindo o custo para o aluno. Veja aqui.

6. Bancos

A grande maioria dos bancos tem programas de financiamento estudantil. Eles pagam parte ou toda a sua pós-graduação e você devolve o dinheiro com juros quando já estiver exercendo a profissão, depois de formado, com juros.
O nosso propósito foi enumerar as principais vias de acesso a uma pós graduação gratuita, mas certamente há outras instituições que fomentam o desenvolvimento dos estudos que poderiam te ajudar caso esteja procurando se especializar e atualizar.

lunes, 28 de mayo de 2012

A Criação (obra do Absoluto, do Incognicível, do Ente, do Onisciente, do Onip)resente e Onipotente

Seção I - A Criação

בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָֽרֶץ׃

Gn I,1


b·rashith / bra / aleim/ ath/ e·shmim/ u·ath/e·artz (interlinear)


בְּרֵאשִׁ֖ית

bā·rā
בָּרָ֣א

’ĕ·lō·hîm;
אֱלֹהִ֑ים


הַשָּׁמַ֖יִם


וְאֵ֥ת

hā·’ā·reṣ.
הָאָֽרֶץ׃


וְהָאָ֗רֶץ

הָיְתָ֥ה


- A Criação Absoluta


ראשׁית
rēshıyt, o "cabeça-parte, a partir" de uma coisa, no ponto de tempo Gênesis 10:10 , ou valor Provérbios 1:7 . Seu oposto é achărıyth אחרית " Isaías 46:10 . בראשׁית re'shıyth ", no início," é sempre usado em referência ao tempo. Aqui só é tomado absolutamente.


ברא
bara "," criar, dar-estar para algo novo. " Ele sempre tem Deus como seu sujeito. Seu objeto pode ser qualquer coisa: a matéria Gênesis 1:1 ; vida animal Gênesis 1:21 ; vida espiritual Gênesis 1:27 . Assim, a criação não se limita a um único ponto do tempo. Sempre que algo absolutamente novo - isto é, não envolvido em qualquer coisa anteriormente existente - é chamado à existência, não há criação Números 16:30 . Qualquer coisa ou evento também pode ser dito para ser criado por Ele, que criou todo o sistema da natureza ao qual ele pertence Malaquias 2:10 . O verbo em sua forma simples ocorre quarenta e oito vezes (dos quais 11 estão em Gênesis, 14 em todo o Pentateuco, e 21 de Isaías), e sempre em um sentido.


אלהים
'Elohiym, "Deus". O substantivo אלוה 'Eloah ou אלה' Eloah é encontrado nas escrituras hebraicas e cinqüenta e sete vezes no singular (dos quais dois estão em Deuteronômio, e 41 no livro de Jó), e cerca de três mil vezes no plural, dos quais 17 estão no trabalho. A forma Chaldee אלה 'elah ocorre cerca de setenta e quatro vezes no singular, e dez no plural. A letra hebraica ה (h) é provado ser radical, não só por carregar mappiq, mas também pela manutenção da sua terra antes de um final de formação. O verbo árabe, com os mesmos radicais, parece bastante para tomar emprestado o do que para emprestar o coluit significado, "adorou", que às vezes tem. A raiz provavelmente significa ser "duradouro, encadernação, firme, forte." Assim, o substantivo significa o Eterno, e no plural, os poderes eternos. Ele foi corretamente renderizado Deus, o nome do Ser Supremo e Eterno em nossa língua, o que talvez originalmente significava senhor ou governante. E, como este, é um substantivo comum ou apelativo. Isso é evidenciado pelo seu uso direto e aplicações indiretas.


A sua utilização directa ou é próprio ou impróprio, de acordo com o objecto ao qual ela é aplicada. Cada instância de seu uso adequado manifestamente determina o seu significado para o Eterno, o Todo-Poderoso, que é Ele mesmo, sem início, e tem dentro de si mesmo o poder de causar outras coisas, pessoais e impessoais, de ser, e este evento é o único objeto de reverência e obediência à Sua principal criação inteligente.


Seu uso indevido surgiu a partir do lapso de homem em falsas noções de objeto de adoração. Muitos seres reais ou imaginários chegou a ser considerado como possuidor de atributos e, portanto, direito à reverência pertencentes a Divindade, e foram em conseqüência chamados deuses por seus adeptos equivocadas, e por outros que tiveram a oportunidade de falar deles. Este uso de uma vez prova que para ser um substantivo comum, e corrobora seu sentido próprio. Quando assim utilizadas, no entanto, imediatamente perde a maior parte da sua grandeza inerente, e, por vezes, se reduz a noção nua do sobrenatural ou o extramundane. Desta forma parece ser aplicado pela bruxa de Endor para a aparição inesperada que se apresentou a ela 1 Samuel 28:13 .


Suas aplicações indiretas apontar com firmeza igual a este significado primário e fundamental. Assim, ela é empregada em sentido relativo e bem definida para indicar um designado por Deus para estar em uma relação certa divina para o outro. Essa relação é a de autorizado revelador ou administrador da vontade de Deus. Assim, somos informados de João 10:34 que "a lei chamou deuses, a quem a palavra de Deus veio". Assim, Moisés tornou-se parente de Aaron como Deus a Seu profeta Êxodo 4:16 , e para Faraó como Deus para sua criatura Êxodo 07:01 . Assim, no Salmo 82:6 , encontramos esse princípio generalizado: "Eu tinha dito, os deuses são-vos, e filhos do Altíssimo a todos vocês." Aqui a autoridade divina investida em Moisés é expressamente reconhecido na aqueles que se sentam na cadeira de Moisés como juízes de Deus. Eles exerceram uma função de Deus entre o povo, e assim foram no lugar de Deus para eles. Cara, na verdade, foi originalmente adaptado para decisão, sendo feito à imagem de Deus, e ordenou que tenha domínio sobre as criaturas inferiores. O pai também é lugar de Deus em algum aspecto de seus filhos, eo soberano detém a relação do patriarca para seus súditos. Ainda assim, no entanto, não estamos plenamente justificada em traduzir
אלהים dos Elohiym, "juízes" em Êxodo 21:6 ; Êxodo 22:7-8 , Êxodo 22:27 (hebraico versificação: 8, 9, 28), porque uma mais fácil , o sentido exato, e impressionante é obtido a partir da prestação adequada.


A palavra
מלאך mel'āk, "anjo", como um termo relativo ou oficial, é às vezes aplicado a uma pessoa da Divindade, mas o processo não for revertido. A Septuaginta traduz realmente אלהים 'Elohiym em vários casos, por ἀγγελοι angeloi Salmo 8:6 ; Salmo 97:7 ; Salmo 138:1 . A correção deste é aparentemente apoiada pelas citações em Hebreus 1:6 . e Hebreus 2:7 . Estes, no entanto, não implicam que as traduções são absolutamente correto, mas apenas suffiently assim para o propósito do escritor. E é evidente que eles são assim, porque o original é uma figura altamente imaginativa, através da qual uma classe é concebida para existir, da qual na realidade, apenas um do tipo é ou pode ser. Agora, a Septuaginta, ou imaginar, a partir da aplicação ocasional do funcionário termo "anjo" a Deus, que o escritório angelical de alguma forma envolvidos ou às vezes a natureza divina, ou ver alguns dos falsos deuses do paganismo, como realmente anjos, e, portanto, aparentemente querendo dar uma volta literal à figura, substituída a palavra ἀγγελοι angeloi como uma interpretação para אלהים 'Elohiym. Esta tradução livre foi suficiente para o propósito do autor inspirado da epístola aos Hebreus, na medida em que a adoração de todos os anjos Hebreus 1:6 no sentido Septuagintal do termo foi a do mais alto nível de dignitários em Deus, eo argumento na última passagem Hebreus 2:7 não liga as palavras: "Fizeste-o um pouco menor que os anjos", mas sobre a frase, "tu tens todas as coisas debaixo de seus pés." Além disso, a Septuaginta não é de forma consistente neste tradução da palavra em passagens similares (veja Salmo 82:1 ; Salmo 97:1 ; 1 Samuel 28:13 ).


No que diz respeito à utilização da palavra, que é para ser observado que o plural de forma Chaldee é uniformemente plural em sentido. A versão em Inglês do
בר - אלהין-bar 'elahıyn, "o Filho de Deus" Daniel 3:25 é a única exceção a esta. Mas uma vez que é a frase de um pagão, o significado real pode ser ", um filho dos deuses." Pelo contrário, o plural da forma hebraica é geralmente empregue para designar o Deus um. A forma singular, quando aplicado ao verdadeiro Deus, é naturalmente sugerido pelo pensamento de destaque do seu ser o único. O plural, quando aplicado de forma, geralmente é acompanhada de orações singulares, e transmite a concepção predominante de uma pluralidade em um único Deus - uma pluralidade que deve ser perfeitamente consistente com o seu ser a única possível de sua espécie. As explicações deste uso do plural - a saber, que é uma relíquia do politeísmo, que indica a associação dos anjos com o único Deus em uma denominação comum ou coletivo, e que expressa a multiplicidade de atributos que subsistam sobre ele - não são satisfatórios. Tudo que podemos dizer é que ele indica como uma pluralidade no Deus único, como faz a sua natureza completa e possível criação. Essa pluralidade na unidade deve ter amanhecido sobre a mente de Adão. É depois, nós concebemos, definitivamente revelada na doutrina do Pai, do Filho e do Espírito Santo.


שׁמים
Shamayim, "céus, céus", sendo o "alto" (Shamay, "ser alto", em árabe) ou na região "arejado", a cúpula global do espaço, com todas as suas esferas giratórias.


Erets
ארץ "," terra a terra, o baixo ou o disco rígido. " A superfície subjacente da terra.


O verbo está na forma perfeita, denota um ato completo. A nota adverbial de tempo, "no princípio", determina a pertencer ao passado. Para se adequar ao nosso idioma, podendo, portanto, ser estritamente prestados "havia criado." Os céus ea terra são o universo divide-se em suas duas partes naturais por um espectador terrestre. O início de tempo absoluto, ea criação de todas as coisas, mutuamente determinar o outro.


"No princípio criou Deus os céus ea terra" Gênesis 1:1 . Esta frase grande introdutório do livro de Deus é igual em peso ao todo de suas comunicações posteriores acerca do reino da natureza.


continuação ...


Comentário de Clarke sobre a Bíblia

Deus no princípio criou os céus ea terra -
בראשית ברא אלהים את השמים ואת הארץ Bereshith bara Elohim eth hashshamayim veeth haarets; Deus no princípio criou os céus ea terra.


Muitas tentativas têm sido feitas para definir o termo Deus: como a própria palavra, é pura anglo-saxão, e entre os nossos antepassados ​​significado, não só o Ser Divino, agora comumente designado pela palavra, mas também é bom, como em sua apreensões parecia que Deus e bom eram termos correlativos, e quando pensava ou falava dele, foram, sem dúvida, levou a partir da própria palavra a considerá-lo como o bem a ser, uma fonte de infinita benevolência e beneficência para com suas criaturas.


A definição geral desta Causa Primeira grande, tanto quanto as palavras humanas se atreve tentar um, pode ser assim dada: O Ser eterno, independente e auto-existente: o Ser cujos propósitos e ações mola de si mesmo, sem motivo ou influência externa: ele que é absoluto em domínio, o mais puro, o mais simples e mais espiritual de todas as essências; infinitamente benevolente, beneficente, verdadeiro e santo: a causa de todo o ser, o sustentador de todas as coisas; infinitamente feliz, porque infinitamente perfeito ; e eternamente auto-suficiente nada, precisando que ele fez: ilimitado na sua imensidão, inconcebível em seu modo de existência e indescritível na sua essência; conhecido plenamente só para si mesmo, porque uma mente infinita pode ser totalmente apreendida apenas por si mesmo. Em uma palavra, um ser que, a partir de sua infinita sabedoria, não pode errar ou ser enganado, e que, a partir de sua infinita bondade, não pode fazer nada, mas o que é eternamente justo, direito, e bondoso. Reader, tal é o Deus da Bíblia, mas quão amplamente diferente do Deus de credos mais humanos e apreensões!


A palavra original
אלהים Elohim, Deus, certamente é a forma plural de אל El ou Eloah אלה, e há muito se supunha, pelo mais eminentemente aprendido e os homens piedosos, que implicam uma pluralidade de Pessoas na natureza divina. Como essa pluralidade aparece em muitas partes os escritos sagrados para limitar-se a três pessoas, daí a doutrina da Trindade, que formou uma parte do credo de todos aqueles que foram considerados sãos na fé, desde as primeiras idades do cristianismo. Nem tão pouco o singular cristãos em receber esta doutrina, e na derivação a partir das primeiras palavras da revelação divina. Um rabino judeu eminente, Simeon ben Joachi, em seu comentário na sexta seção do Levítico, tem estas palavras notáveis: "Vem e vê o mistério da palavra Elohim, existem três graus, e cada grau por si só, e ainda não obstante todos eles são um, e juntou-se em conjunto em um, e não são separados um do outro. " Veja Ainsworth. Ele deve ser estranhamente prejudicado de fato que não pode ver que a doutrina da Trindade, e de uma Trindade na unidade, está expresso nas palavras acima. O verbo bara ברא, ele criou, se juntam no singular com este substantivo plural, tem sido considerada como apontando para fora, e não obscuramente, a unidade das Pessoas divinas, neste trabalho de criação. Na Trindade sempre bendito, a partir da unidade infinita e indivisível das pessoas, mas pode haver uma vontade, um propósito, e uma energia infinita e incontrolável.


"Que aqueles que têm alguma dúvida se
אלהים Elohim, quando o que significa o verdadeiro Deus, Jeová, ser plural ou não, consultar as seguintes passagens, onde se encontrará se juntou com os adjetivos, verbos, pronomes e plural.


"Gen 1:26 Gênesis 3:22 Gênesis 11:7 Gênesis 20:13 Gênesis 31:7 , Gênesis 31:53 Gênesis 35:7 . "Deu 04:07 Deuteronômio 05:23 ; Josué 24:19 1 Samuel 4:08 ; 2 Samuel 7:23 ; "Salmos 58:6; Isaías 6:8 ; Jeremias 10:10 , Jeremias 23:36 ". Veja também Provérbios 9:10 e Provérbios 30:3 ; Salmo 149:2 ; Eclesiastes 5:7 , Eclesiastes 12:1 ; Jó 05:01 ; Isaías 6:3 , Isaías 54:5 , Isaías 62:5 ; Oséias 11:12 , ou Oséias 0:01 ; Malaquias 1:6 ; Daniel 5:18 , Daniel 5: 20 , e Daniel 7:18 , Daniel 7:22 "-. Parkhurst.


Como o Elohim palavra é o termo pelo qual o Ser Divino é mais geralmente expressa no Antigo Testamento, pode ser necessário considerá-la aqui mais em geral. É uma máxima que não admite controvérsia, que cada substantivo na língua hebraica é derivada de um verbo, que geralmente é chamado de raiz ou a raiz, a partir do qual, a primavera não só o substantivo, mas todas as flexões do verbo diferentes, . Esta raiz é a terceira pessoa do singular do pretérito tensa ou passado. O significado ideal desta raiz expressa alguma propriedade essencial da coisa que ela designa, ou de que é um apelativo. A raiz em hebraico, e na sua língua irmã, o árabe, geralmente consiste de três letras, e cada palavra deve ser atribuída à sua raiz, a fim de verificar o seu significado genuíno, pois somente assim esse significado de ser encontrado. Em hebraico e árabe é essencialmente necessário, e nenhum homem pode criticar de forma segura em qualquer palavra em qualquer uma destas línguas que não freqüentam cuidadosamente até este ponto.


Menciono o árabe com o hebraico, por duas razões.


1. Uma vez que as duas línguas mola evidente a partir da mesma fonte, e tem quase o mesmo modo de construção.


2. Porque as raízes deficientes na Bíblia hebraica devem ser procuradas na língua árabe. A razão disso deve ser óbvio, quando se considera que o todo da língua hebraica se perdeu, exceto o que está na Bíblia, e mesmo uma parte deste livro é escrito em Caldeu.


Agora, como a Bíblia Inglês não contém a totalidade do idioma Inglês, por isso a Bíblia hebraica não contém a totalidade do hebraico. Se um homem encontrar-se com uma palavra em Inglês que ele não pode encontrar em uma ampla concordância ou dicionário para a Bíblia, ele deve, naturalmente, procurar a palavra em um dicionário de Inglês geral. Da mesma forma, se uma forma particular de uma palavra hebraica ocorrer que não pode ser atribuída a uma raiz na Bíblia hebraica, porque a palavra não ocorre na terceira pessoa do singular do pretérito na Bíblia, é expediente, é perfeitamente legal, e muitas vezes indispensavelmente necessário, buscar a raiz deficiente em árabe. Porque, como o árabe ainda é uma língua viva e, talvez, o mais abundante no universo, pode muito bem ser esperado para fornecer esses termos que são deficientes na Bíblia hebraica. E a razoabilidade deste baseia-se em outra máxima, viz., Que tanto o árabe foi derivado do hebraico, ou o hebraico do árabe. Não vou entrar nessa polêmica, há grandes nomes em ambos os lados, ea decisão da questão em uma ou outra maneira terá o mesmo efeito sobre o meu argumento. Porque, se o árabe foram derivadas do hebraico, que deve ter sido quando o hebraico era uma língua viva e completa, porque tal é o árabe agora, e por isso todas as suas raízes essenciais podemos razoavelmente esperar encontrar lá: mas se, como Sir William Jones supõe, o hebraico foi derivado do árabe, a mesma expectativa se justifica, as raízes deficientes em hebraico pode ser procuradas na língua materna. Se, por exemplo, nos deparamos com um termo na nossa língua antiga Inglês o significado de que temos dificuldade em sentido, verificar comum nos ensina que devemos procurá-la no anglo-saxão, de onde brota nossa língua, e, se necessário, ir até a teutônica, a partir do qual o anglo-saxão foi derivado. Ninguém contesta a legitimidade desta medida, e encontramo-la na prática constante. Faço essas observações no limiar muito do meu trabalho, porque a necessidade de agir com base nesse princípio (buscando raízes hebraicas deficientes em árabe) pode muitas vezes ocorrer, e eu gostaria de falar uma vez por todas sobre o assunto.


A primeira frase na Escritura mostra a conveniência de recorrer a este princípio. Vimos que a palavra
אלהים Elohim é plural; que traçamos o nosso Deus termo à sua fonte, e vi seu significado, e também uma definição geral da coisa ou ser incluído no âmbito do presente termo, foi tremendo tentada. Devemos agora traçar o original para a sua raiz, mas essa raiz não aparece na Bíblia hebraica. Eram o hebraico uma língua completa, um motivo piedoso pode ser dada por esta omissão, viz., "Como Deus é sem início e sem justa causa, como o seu ser é infinito e não derivada, a língua hebraica consulta propriedade estrita em dar qualquer proveniência raiz seu nome pode ser deduzida. " Sr. Parkhurst, a cuja aprendeu piedoso e trabalhos na literatura hebraica alunos mais bíblicos estão endividados, acha que encontrou a raiz em אלה alah, ele jurou, se comprometeu por juramento, e por isso ele chama o sempre abençoada Trindade אלהים Elohim, como estar vinculado por um juramento condicional para redimir o homem, etc, etc A maioria das mentes piedosas se revoltarão de tal definição, e será feliz comigo para encontrar tanto o substantivo ea raiz preservada em árabe. Allah é o nome comum para Deus na língua árabe, e muitas vezes a enfática é usado. Agora ambas as palavras são derivadas do alaha raiz, ele adorou, adorou, ficou impressionado com o medo de espanto, ou terror, e, portanto, ele adorava com horror sagrado e veneração, cum sacro horrore ac veneratione coluit, adoravit - Wilmet. Daí ilahon, o medo, a veneração, e também o objeto do medo religioso, a Divindade, o Deus supremo, o Ser tremenda. Esta não é uma idéia nova, Deus foi considerado na mesma luz entre os antigos hebreus, e, portanto, Jacob jura pelo temor de seu pai Isaac, Gênesis 31:53 . Para completar a definição, torna Golius alaha, juvit, liberavit, et tutatus frutas-", ele socorreu, liberado, ser mantidos em segurança, ou defendida." Assim, desde o significado ideal desta raiz mais expressivo, adquirimos a noção mais correta da natureza divina, pois aprendemos que Deus é o único objeto de adoração, que a perfeição de sua natureza são como deve surpreender todos aqueles que piedosamente contemplar eles, e se enchem de horror todos os que se atrevem a dar a sua glória para outro, ou quebrar seus mandamentos; que, consequentemente, ele deve ser adorado com reverência e temor religioso, e que cada adorador sincero pode esperar dele ajudar em todas as suas fraquezas, ensaios , dificuldades, tentações, etc, a liberdade do poder, a culpa, natureza e conseqüências do pecado, e ser apoiada, defendeu e salvou ao máximo, e até o fim.


Aqui, então, é uma prova, entre multidões que serão apresentados no decorrer deste trabalho, da importância, utilidade, e necessidade de traçar estas palavras sagradas de suas fontes, e uma prova também, que os indivíduos que deveriam estar fora do alcance das pessoas comuns podem, com um pouco de dificuldade, ser interposto em um nível com a capacidade mais comum.


No início - Antes dos atos criativos mencionados neste capítulo tudo era eternidade. Tempo significa duração medido pelas revoluções dos corpos celestes, mas antes da criação desses organismos poderia haver nenhuma medida de duração e, conseqüentemente, não há tempo, portanto no início deve necessariamente significar o início da época que se seguiu, ou melhor, foi produzido por, atos criadores de Deus, como um efeito segue ou é produzido por uma causa.


continuação ...


Exposição Gill de toda a Bíblia

No princípio, Deus criou o céu ea terra. Pelo céu, alguns entendem o céu supremo, o céu dos céus, a morada de Deus e dos santos anjos, e esta sendo feito perfeito de uma vez, nenhuma menção é feita depois dele, como da terra, e supõe-se que os anjos foram criados neste momento, uma vez que eles estiveram presentes no lançamento da fundação da Terra, 38:6 trabalho , mas sim os céus inferiores e visível são destinados, pelo menos, não estão excluídos, isto é, a substância deles , como ainda sendo imperfeitos e sem adornos, não a extensão ainda, ou o éter e ar ainda não estendeu, nem qualquer luz neles depositada, ou adornado com o sol, a lua e as estrelas: para que a terra deve ser entendida, não do que propriamente ditos, como separada das águas, ou seja, a terra seca depois feito para aparecer, mas toda a massa de terra e água antes de sua separação, e quando em seu estado sem forma e sem adornos, descrito no versículo seguinte : em suma, estas palavras representam o céu visível e do globo terráqueo, em seu estado caótico, como elas foram trazidos à existência por onipotência. O prefixo para ambas as palavras é, como Aben Ezra observa, expressivo de notificação ou de demonstração, como apontando para "aqueles" céus, e "esta terra", e mostra que as coisas visíveis são faladas aqui, tudo que está acima de nós, ou abaixo de nós para ser visto: no da língua árabe, como ele também observa, a palavra "céu", vem um que significa alta ou superior (a), como que para "terra" do que significa baixo e baixo, ou sob (b). Agora era a matéria ou substância destes que foi criado, pois a palavra expôs diante deles significa substância, tanto como Aben Ezra e (c) Kimchi afirmar. Maimônides (d) observa que esta partícula, de acordo com seus sábios, é o mesmo que "com" e, então, o sentido é, Deus criou os céus com tudo estão nos céus, e com a terra tudo estão na terra , isto é, a substância de todas as coisas em si, ou todas as coisas eram seminally juntos, pois assim ele ilustra-lo por um cultivador plantar sementes de diversas espécies na terra, de uma só e ao mesmo tempo, alguns dos quais vêm se após um dia, e alguns depois de dois dias, e alguns depois de três dias, embora todos semeadas em conjunto. Estes são ditos ser "criado", isto é, para ser feita a partir do nada, por que matéria preexistente a esse caos poderia haver de que poderia ser formado? E o apóstolo diz: "Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus, para que as coisas que se vê não foi feito de coisas que não aparecem", Hebreus 11:3 . E embora esta palavra é usada às vezes, e mesmo neste capítulo, da produção de criaturas de matéria preexistente, como em Gênesis 1:21 , no entanto, como Nachmanides observa, não há na língua sagrada qualquer palavra, mas isso aqui usado, pelo qual é significada a nada trazer a existir a partir do nada, e muitos dos intérpretes judeus, como Aben Ezra, entender pela criação aqui, uma produção de algo a ser a partir do nada, e Kimchi diz (e) que a criação é um fazer alguma coisa nova, e um trazer alguma coisa do nada, e que merece atenção, que esta palavra só é usada por Deus, e criação deve ser o trabalho de Deus, pois ninguém, mas um poder todo-poderoso poderia produzir algo do nada. A palavra usada é Elohimà ¶, que alguns derivar de outra, o que significa a criação de energia, sendo um ato de poder todo-poderoso, mas é bastante para ser derivada da raiz na língua árabe, o que significa adorar (f), sendo Deus o objeto de todo o culto religioso e de adoração, e muito corretamente que Moisés fazer uso desta denominação aqui, para nos ensinar, que aquele que é o Criador dos céus e da terra é o único objeto de adoração, como ele era do culto da nação judaica, na cabeça de que Moisés era. É no plural, e sendo associado a um verbo do singular, é considerado por muitos de ser concebido para apontar-nos o mistério de uma pluralidade, ou trindade de pessoas na unidade da essência divina, mas se deve ou não isso é suficiente para suportar essa doutrina, que é para ser estabelecida sem a qual, porém, não há dúvida a ser feita, de que todas as três Pessoas na Divindade estavam preocupados na criação de todas as coisas, ver Salmo 33:6 . A Heathen poeta Orfeu tem uma noção um tanto semelhante a este, que escreve, que todas as coisas foram feitas por uma Divindade de três nomes, e que esse Deus é todas as coisas (G): e agora todas estas coisas, o céu ea terra, foram feitas por Deus "no princípio", quer no início dos tempos, ou quando o tempo começou, como aconteceu com as criaturas, sendo nada, mas a medida da duração de uma criatura, e, portanto, não poderia ser até existia, ou como Jarchi interpreta, no início da criação, quando Deus começou a criar, e é melhor explicado por nosso Senhor ", o início da criação, que Deus criou", 13:19 Mark eo sentido é, tanto que, como Assim que Deus criou, ou o primeiro que ele criou foram os céus ea terra, para que concorda a versão em árabe, não foi criado nada diante deles: ou em conexão com as seguintes palavras, assim, "quando pela primeira vez", ou "em o início ", quando" Deus criou os céus ea terra ", então" a terra era sem forma ", & c (h). O Targum de Jerusalém torna-la ", na sabedoria de Deus criado"; ver Provérbios 3:19 e alguns dos antigos a interpretaram da sabedoria de Deus, o Logos, o Filho de Deus. A partir daí nós aprendemos que o mundo não era eterno, quer quanto à matéria ou forma de, como Aristóteles, e alguns outros filósofos, afirmaram, mas teve um começo, e que seu ser não é devido ao movimento fortuito e conjunto de átomos, mas para o poder ea sabedoria de Deus, a causa primeira e único autor de todas as coisas, e que não havia qualquer coisa criada antes do céu e da terra foram: daí aquelas frases, antes da fundação do mundo, e antes que o mundo começou, & c. são expressivos da eternidade: este destrói completamente a noção de pré-existência das almas dos homens, ou da alma do Messias: false, portanto, é o que os judeus dizem que (i), que o paraíso, o justo, Israel, Jerusalém, & c. foram criados antes do mundo, a menos que eles querem dizer, que estes eram predestinados por Deus para ser, que talvez seja o seu sentido.


(A) "frutas-altus, eminuit", Golius, col. 1219. (B) "quicquid humile, inferum et depressum" ib. Colossenses 70 . Hottinger. Smegma Oriente. c. 5. p. 70. & Thesaur. Philolog. l. 1. c. 2. p. 234. (C) Shorash Sepher. rad. (D) Moré Nevochim, par. 2. c. 30. p. 275, 276. (E) Ut supra. (Sepher Shorash.) Rad. (F) "coluit, unde" "colendum numen", Schultens no trabalho. i. 1. Golius, Colossenses 144 . Hottinger. Smegma, p. 120. (G) Veja a História Universal, vol. 1. p. 33. (H) Então Vatablus. (I) Targum de Jon. & Jerus. em Gênesis 3 0,24. T. Bab. Pesachim, fol. 54. 1. & Nedarim, fol. 39. 2.


Keil e Delitzsch Comentário Bíblico sobre o Antigo Testamento

"No princípio criou Deus os céus ea terra." - O céu ea terra não ter existido desde toda a eternidade, mas teve um começo, nem que eles surgem por emanação de uma substância absoluta, mas foram criados por Deus. Esta frase, que está à frente dos registros da revelação, não é um mero título, nem um resumo da história da criação, mas uma declaração do ato primordial de Deus, pela qual o universo foi chamado a ser. Que este versículo não é um título apenas, é evidente pelo fato de que a conta seguinte do curso de criação começa com w (e), que liga os diferentes atos de criação com o fato expresso em Gênesis 1:1 , como a fundamento principal sobre o qual descansar.
בּרשׁיח (no início) é usado de forma absoluta, como ἐν ἀρχη em João 1:1 , e מראשׁיח em Isaías 46:10 . A seguinte cláusula não pode ser tratado como subordinado, seja por torná-lo ", no início, quando Deus criou ..., a terra era", etc, ou "no início, quando Deus criou ... (mas a terra era então um caos, etc), disse Deus: Haja luz "(Ewald e Bunsen). O primeiro opõe-se à gramática da língua, o que exigiria Gênesis 1:2 para começar com הארץ ותּהי, o segundo para a simplicidade do estilo que permeia todo o capítulo, e que tão envolvida uma frase seria intolerável, além de todo do fato de que esta construção é inventada com o propósito simples de se livrar da doutrina de uma creatio ex nihilo, que é tão repulsiva para Panteísmo moderno. ראשׁיח em si é uma noção relativa, indicando o início de uma série de coisas ou eventos, mas aqui o contexto dá o significado de o início em primeiro lugar, do início do mundo, quando o próprio tempo começou. A declaração, que no princípio Deus criou o céu ea terra, não só se opõe à idéia de eternidade do mundo ante Parte, mas mostra que a criação do céu e da terra foi o começo real de todas as coisas. O בּרא verbo, de fato, a julgar pelo seu uso em Josué 17:15 , Josué 17:18 , onde ocorre no Piel (para cortar), significa literalmente "cortar, ou novo", mas em Kal-lo sempre significa para criar, e só é aplicado a uma criação divina, a produção de que não existia antes. Nunca se une com um acusativo do material, embora isso não exclui um material pré-existente incondicionalmente, mas é usado para a criação do homem ( Gn 1:27 ; Génesis 5:1-2 ), e de tudo de novo que Deus cria, seja no reino da natureza ( Números 16:30 ), ou de que de graça ( Êxodo 34:10 ; Salmo 51:10 , etc.) Neste versículo, porém, a existência de qualquer material primordial é impedida pelo objeto criado: "os céus ea terra." Esta expressão é freqüentemente empregado para designar o mundo, ou universo, para o qual não havia nenhuma única palavra na língua hebraica, o universo consiste de um conjunto duplo, ea distinção entre o céu ea terra que está sendo essencialmente ligada com a noção do mundo, a condição fundamental de seu desenvolvimento histórico (vide, Gênesis 14:19 , Gênesis 14:22 ; Êxodo 31:17 ). Na criação terrena esta divisão é repetido na distinção entre espírito e natureza, e no homem, como o microcosmo, em que entre espírito e corpo. Através do pecado esta distinção foi transformado em uma oposição real entre o céu ea terra, a carne eo espírito, mas com a remoção completa do pecado, esta oposição deixará de novo, embora a distinção entre céu e terra, espírito e corpo, continuará a ser, de tal uma maneira, no entanto, que o terreno eo corpóreo será completamente permeado pela celestial e espiritual, a nova Jerusalém, que descia do céu para a terra, e do corpo terreno sendo transfigurado em um corpo espiritual ( Apocalipse 21:1-2 ; 1 Coríntios 15:35 .). Assim, se no princípio Deus criou o céu ea terra, "não há nada que pertence à composição do universo, tanto no material ou forma, que teve uma existência de Deus antes deste ato divino no início" (Delitzsch ). Isso também é mostrado na conexão entre o nosso verso e aquele que segue: "E a terra era sem forma e vazia", ​​não antes, mas quando, ou depois de Deus o criou. A partir deste, é evidente que o vácuo e estado amorfo da terra não foi incriado, ou sem início. Ao mesmo tempo, é óbvio a partir dos atos criativos que se seguem (vv. 3-18), que o céu ea terra, como Deus os criou, no início, não fosse o universo bem ordenado, mas o mundo em sua forma elementar ; assim como Eurípides se aplica a expressão οὐρανος και γαια à massa indivisa (οπφημια), que depois foi formado o céu ea terra.


Bíblia de Estudo de Genebra

Na {a} princípio criou Deus os céus ea terra.


O argumento - Moisés em vigor declara três coisas, que estão neste livro, principalmente a ser considerado: Primeiro, que o mundo e todas as coisas que foram criadas por Deus, e louvar o seu nome para as infinitas graças, com o qual ele havia dotado ele, caiu de boa vontade de Deus através da desobediência, que ainda por causa dele próprio misericórdias restaurou-lhe a vida, e confirmou-o no mesmo pela sua promessa de Cristo que viria, por quem deve vencer a Satanás, a morte eo inferno. Em segundo lugar, que os ímpios, esqueci de benefícios mais excelentes de Deus, permanecendo na sua maldade, e assim cair mais horrível do pecado a pecado, provocado a Deus (que por seus pregadores chamou continuamente ao arrependimento) no comprimento para destruir o mundo inteiro. Em terceiro lugar, ele nos assegura pelos exemplos de Abraão, Isaac, Jacob eo resto dos patriarcas, que nunca as suas misericórdias não aqueles a quem ele escolhe para ser sua Igreja, e de professar seu nome na terra, mas em todas as suas aflições e perseguições ele auxilia-los, envia conforto, e oferece-los, de modo que o início, o aumento, preservação e sucesso do que poderia ser atribuído somente a Deus. Moisés mostra pelos exemplos de Caim, Ismael, Esaú e outros, que eram nobres no julgamento do homem, que esta Igreja não depende da estimativa e da nobreza do mundo, e também pelo pequeno número de pessoas, que têm em todos os momentos adoraram puramente de acordo com a sua palavra de que não está na multidão, mas os pobres e desprezados, no pequeno rebanho e número pouco, que o homem em sua sabedoria pode ser confundida, eo nome de Deus louvado para sempre.


(A) Em primeiro lugar, e antes de qualquer criatura era, Deus fez o céu ea terra do nada.


Notas de Wesley

01:01 Observe aqui.

1. O efeito produzido, O céu ea terra - Ou seja, o mundo, incluindo toda a estrutura e mobília do universo. Mas 'tis apenas a parte visível da criação que Moisés projetos para dar conta de. Contudo, mesmo neste há segredos que não pode ser compreendido, nem contabilizado. Mas pelo que vemos do céu e da terra, podemos inferir o eterno poder e divindade do grande Criador. E deixar a nossa marca e lugar, como homens, importa-nos do nosso dever, como cristãos, que é sempre manter o céu em nosso olho, ea terra sob nossos pés. Observe

2. O autor ea causa desta grande obra, Deus. A palavra hebraica é Elohim, que

(. 1) parece significar O Deus da Aliança, sendo derivado de uma palavra que significa a jurar.

(2). A pluralidade de pessoas na divindade, Pai, Filho e Espírito Santo. O nome plural de Deus em hebraico, que fala dele como muitos, tho 'ele ser apenas um, era para os gentios talvez um favor de morte para morte, endurecê-los em sua idolatria, mas é para nós um favor de vida para vida, confirmando nossa fé na doutrina da Trindade, que, tho ', mas obscuramente a entender no Antigo Testamento, é claramente revelada no Novo. Observe

3. A maneira como esse trabalho foi efectuada; Deus criou, isto é, feita a partir do nada. Não houve qualquer pré - out matéria existente de que o mundo foi produzido. Os peixes e aves, eram efectivamente produzidos fora das águas, e os animais eo homem da terra, mas que a Terra e as águas foram feitas a partir do nada. Observar

4. Quando este trabalho foi produzido; No início - Ou seja, no início dos tempos. Tempo começou com a produção desses seres que são medidos pelo tempo. Antes do início de época não havia nenhum, mas que o Ser Infinito que habita a eternidade. Devemos perguntar por que Deus fez o mundo não mais cedo, mas devemos escurecer conselho com palavras sem conhecimento, pois como poderia haver, cedo ou tarde na eternidade?


Notas de Referência Scofield

NOTAS Referência Scofield


(Antigo Scofield 1917 Edition)


Uma Visão Panorâmica da Bíblia (Ver também O Pentateuco, Livro Introdução, Notas e associado com Gênesis 1:1)


A Bíblia, incomparavelmente o mais amplamente divulgado de livros, ao mesmo tempo provoca e confunde estudo. Mesmo o não-crente na sua autoridade, com razão se sente que é errado permanecer em quase total ignorância dos mais famosos e antigos livros. E a maioria, até mesmo de crentes sinceros, logo se aposentar a partir de qualquer esforço sério para dominar o conteúdo dos escritos sagrados. A razão não é difícil de encontrar. Pode ser encontrada no facto de que nenhuma porção particular da Escritura é para ser compreendida de maneira inteligente para além de uma concepção de o seu lugar no conjunto. Para a história ea mensagem da Bíblia é como um quadro feito de mosaicos: cada livro, a palavra capítulo, verso, e até mesmo constitui parte necessária, e tem seu próprio lugar designado. É, portanto, indispensável para qualquer estudo interessante e frutífero da Bíblia que um conhecimento geral de que seja adquirida.


Primeiro. A Bíblia é um livro. Sete grandes marcas atestar esta unidade.


(1) De Gênesis a Bíblia testemunha a um Deus. Onde quer que ele fala ou age, ele é coerente consigo mesmo e com a revelação sobre ele.


(2) A Bíblia forma uma história contínua - a história da humanidade em relação a Deus.


(3) a Bíblia tem as previsões mais improváveis ​​relativas ao futuro, e, quando os séculos trouxeram o tempo designado, registra o seu cumprimento.


(4) A Bíblia é um desdobramento progressivo da verdade. Nada é dito de uma só vez, e uma vez por todas. A lei é, "primeiro a erva, depois a espiga, depois que o grão cheio." Sem a possibilidade de conluio, muitas vezes com séculos entre eles, um escritor da Escritura ocupa uma antiga revelação, acrescenta a ela, estabelece a caneta, e no devido tempo outro homem movido pelo Espírito Santo, e outra, e outra, adicionar novos detalhes até que tudo está completa.


(5) Do início ao fim a Bíblia testemunha a uma redenção.


(6) Do início ao fim a Bíblia tem um grande tema, a pessoa ea obra de Cristo.


(7) E, finalmente, estes escritores, alguns 44 em número, por escrito, através de vinte séculos, produziram uma perfeita harmonia de doutrina em desdobramento progressivo. Isto é, para cada mente sincera, a prova incontestável da inspiração divina da Bíblia.


Segundo. A Bíblia é um livro dos livros. Sessenta e seis livros compõem o Livro. Considerado com referência à unidade do livro um dos livros separados podem ser considerados como capítulos. Mas isto é apenas um lado da verdade, para cada um dos livros 60 e seis é completo em si mesmo, e tem o seu próprio tema e análise. Na presente edição da Bíblia, são totalmente mostrado nas apresentações e divisões. É, portanto, do momento que os livros devem ser estudados à luz de seus diferentes temas. Gênesis, por exemplo, é o livro do começo - a semente de toda a Bíblia. Mateus é o livro do Rei, e etc


Terceiro. Os livros da Bíblia em grupos. Falando amplamente, existem cinco grandes divisões nas Escrituras, e estas podem ser con-veniently fixada na memória por cinco palavras-chave, sendo Cristo a um tema (Lc 24:25-27).


PREPARAÇÃO


A OT


MANIFESTAÇÃO


Os Evangelhos


PROPAGAÇÃO


Jamieson-Fausset-Brown Comentário Bíblico

O Antigo Testamento


O primeiro livro de Moisés, chamado Gênesis. Comentário por Robert Jamieson


CAPÍTULO 1


Ge 1:1, 2. A criação do Céu e da Terra.


1. No período de início-a da antiguidade remota e desconhecida, escondida nas profundezas de eras eternas, e assim a frase é usada em Pr 8:22, 23.


Deus, o nome do Ser Supremo, o que significa em hebraico, "Strong", "Poderoso". É expressivo do poder onipotente, e por seu uso aqui no plural, é obscura ensinou na abertura da Bíblia, uma doutrina claramente revelado em outras partes, a saber, que se Deus é um, há uma pluralidade de pessoas na divindade Pai, Filho e Espírito Santo, que estavam engajados na obra criadora (Pr 8:27, João 1:3, 10; Ef 3:9; Hb 1:2; Jó 26:13).


criado não-formado a partir de quaisquer materiais pré-existentes, mas feita de nada.


o céu ea terra, do universo. Este versículo primeiro é uma introdução geral ao volume inspirado, declarando a grande e importante verdade que todas as coisas tiveram um início; que nada em toda a grande extensão de natureza existe desde a eternidade, originado por acaso, ou da habilidade de qualquer agente inferior; mas que o universo inteiro foi produzido pelo poder criador de Deus (At 17:24; Ro 11:36). Após este prefácio, a narrativa se limita à terra.


Comentário Conciso de Matthew Henry

1:1,2 O primeiro versículo da Bíblia dá-nos uma conta satisfatória e útil sobre a origem da terra e os céus. A fé dos cristãos humildes entende isso melhor do que a fantasia dos homens mais instruídos. Pelo que vemos dos céus e da terra, aprendemos o poder do grande Criador. E deixar a nossa marca eo lugar que os homens, lembrar-nos do nosso dever como cristãos, sempre para manter o céu em nosso olho, ea terra sob nossos pés. O Filho de Deus, um com o Pai, estava com ele quando ele fez o mundo, ou melhor, muitas vezes somos informados de que o mundo foi feito por ele, e nada foi feito sem ele. Oh, que pensamentos elevados deve haver em nossas mentes, de que grande Deus a quem adoramos, e que grande Mediador em cujo nome oramos! E aqui, no início do volume sagrado, lemos que o Espírito Divino, cujo trabalho sobre o coração do homem é muitas vezes mencionado em outras partes da Bíblia. Observe-se, que a princípio não havia nada desejável para ser visto, pois o mundo era sem forma e vazia; era confusão e vazio. Nos mesmos moldes da obra da graça na alma é uma criação nova, e em uma alma sem graça, aquele que não nascer de novo, há desordem, confusão e toda obra do mal: é vazio de tudo de bom, pois é sem Deus, é escuro, é a própria escuridão: esta é a nossa condição, por natureza, até Todo-Poderoso a graça opera uma mudança em nós.