jueves, 18 de agosto de 2011

Curso de Filologia Bíblica (Hebraico, Grego e Latim Bíblicos)


Cursos com inscrições abertas




Filologia Bíblica (Hebraico, Grego e Latim Bíblicos)
O curso de filologia é um curso específico para quem gosta de ler os textos originais do Antigo e Novo Testamentos. O Objetivo é fazer as conexões linguísticas entre as línguas sagradas cujos textos nos oferecem um contexto histórico-ideológico e social da cultura judaico-cristã por meio de uma abordagem da linguística histórica e do método de tradução clássico, analítico, semântico e interpretativo.

Público Alvo: Estudantes, Pesquisadores e graduados em letras
Período do curso: de 31/01/2011 a 01/12/2012
Coordenador do curso: Prof. Ms. Adilson L. P. Oliveira
E-mail para contato: adilson_491971@hotmail.com

Tipo de inscrição: on-line

As inscrições  serão encerradas no dia 31/12/2011. Inscreva-se!




http://ead.unicap.br/~teleduc/pagina_inicial/mostra_curso.php?&cod_curso=239&tipo_curso=I&extremos=

sábado, 6 de agosto de 2011

ANGELOLOGIA: A DOUTRINA DOS ANJOS


1. Introdução - Ao nosso redor há um mundo espiritual poderoso, populoso e de recursos superiores ao nosso mundo visível. Bons e Maus espíritos passam em nosso meio, de um lugar para o outro, com grande rapidez e movimentos imperceptíveis. Alguns desses espíritos se interessam pelo nosso bem estar, outros, porém, estão empenhados em fazer-nos o mal. Muitas pessoas questionam se existem realmente tais espíritos ou seres, quem são, onde se encontram e o que fazem.
A palavra de Deus é a única fonte de informação que merece confiança, e que possui respostas para estas perguntas. Ela deixa claro que há outra classe de seres superiores ao homem. Esses seres habitam nos céus e formam os exércitos celestiais, a inumerável companhia dos servos invisíveis de Deus. Esses são os anjos de Deus, os quais estão sujeitos ao governo divino, e o importante papel que têm desempenhado na história da humanidade torna-os merecedores de referência especial. Existem também aqueles, pertencentes a mesma classe de seres, que anteriormente foram servos de Deus mas que agora se encontram em atitude de rebelião contra seu governo.
A doutrina dos anjos segue logicamente a doutrina de Deus, pois os anjos são fundamentalmente os ministros da providência de Deus. Essa doutrina permite-nos conhecer a origem, existência, natureza, queda, classificação, obra e destino dos anjos.
2. A origem dos anjos - A época de sua criação não é indicada com precisão em parte alguma, mas é provável que tenha se dado juntamente com a criação dos céus (Gn 1:1 ). Pode ser que tenham sido criados por Deus imediatamente após a criação dos céus e antes da criação da terra, pois de acordo com Jó 38:4-7, rejubilavam todos os filhos de Deus quando Ele lançava os fundamentos da terra. Que os anjos não existem desde a eternidade é mostrado pelos versículos que falam de sua criação ( Ne 9:6 , Sl 148:2,5; Cl 1:16 ). Embora não seja citado número definido na Bíblia, acredita-se que a quantidade de anjos é muito grande ( Dn 7:10; Mt 26:53; Hb 12:22 ).
3. A natureza dos anjos
3.1- São seres espirituais e incorpóreos. - Os anjos são descritos espíritos, porque diferentes dos homens, eles não estão limitados às condições naturais e físicas. Aparecem e desaparecem, e movimenta-se com uma rapidez imperceptível sem usar meios naturais. Apesar de serem espíritos, têm o poder de assumir a forma de corpos humanos a fim de tornar visível sua presença aos sentidos do homem (Gn 19:1-3).
Que os anjos são incorpóreos está claro em Ef 6.12, onde Paulo diz que "a nossa luta não é contra a carne nem sangue, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes". Outras referências: Sl 104:4; Hb 1:7,14; At 19:12; Lc 7:21; 8:2; 11:26; Mt 8:16; 12.45. Não têm carne nem ossos e são invisíveis ( Cl 1:16).
3.2- São um exército e não uma raça. As Escrituras ensinam que o casamento não é da ordem ou do plano de Deus para os anjos (Mt 22:30; Lc 20:34 -36 ), portanto não se caracteriza uma raça. No Velho Testamento por cinco vezes os anjos são chamados de "filhos de Deus" ( Gn 6:2,4; Jó 1:6; 2:1; 38:7 ) mas nunca lemos a respeito dos "filhos dos anjos". Os anjos sempre são descritos como varões, porém na realidade não tem sexo, não propagam sua espécie ( Lc 20:34-35 ).
Várias passagens das Escrituras indicam que há um número muito grande de anjos (Dn 7:10; Mt 26:53; Sl 68:17; Lc 2:13; Hb 12:22 ), e são repetidamente mencionados como exércitos do céus ou de Deus. No Getsêmani, Jesus disse a um discípulo que queria defendê-los dos que vieram prendê-lo: "Acaso pensas que não posso rogar ao meu pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos"? ( Mt 26:53 ). Portanto, seu criador e mestre é descrito como "Senhor dos Exércitos".
É evidente que eles são criaturas e portanto limitados e finitos. Apesar de terem mais livre relação com o espaço e o tempo do que os homens, não podem estar em dois ou mais lugares simultaneamente.
3.3- São seres racionais morais e imortais. Aos anjos são atribuídas características pessoais; são inteligentes dotados de vontade e atividade. O fato de que são seres inteligentes parece inferir-se imediatamente do fato de que são espíritos (2 Sm 14:20; Mt 24:36 , Ef 3:10; 1 Pe 1:12; 2 Pe 2:11). Embora não sejam oniscientes, são superiores aos homens em conhecimento (Mt 24:36) e por ter natureza moral estão sob obrigação moral; são recompensados pela obediência e punidos pela desobediência.
A Bíblia fala dos anjos que permanecerem leais como "santos anjos" ( Mt 25:31; Mc 8:38; Lc 9:26; At 10:22; Ap 14:10) e retrata os que caíram como mentirosos e pecadores (Jo 8:44; 1 Jo 3:8-10).
A imortalidade dos anjos está ligada ao sentido de que os anjos bons não estão sujeitos a morte (Lc 20:35-36), além de serem dotados de poder formando o exército de Deus, uma hoste de heróis poderosos, sempre prontos para fazer o que o Senhor mandar ( Sl 103:20; Cl 1:16; Ef. 1:21; 3:10; Hb 1:14) enquanto que os anjos maus formam o exército de Satanás empenhados em destruir a obra do Senhor (Lc 11:21; 2 Ts 2:9; 1 Pe 5:8 ).
Ilustrações do poder de um anjo são encontradas na libertação dos apóstolos da prisão ( At 5:19; 12:7) e no rolar da pedra de mais de 4 toneladas que fechou o túmulo de Cristo (Mt 28:2 )
4. A classificação dos anjos
4.1- Anjos bons e anjos maus - Há pouca informação sobre o estado original dos anjos. Porém no dia de sua obra criadora Deus viu tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Pressupõe-se que todos os anjos tiveram um boa condição original (Jo 8:44; 2 Pe 2:4; Jd 6). Os anjos bons são chamados "anjos eleitos" (1 Tm 5:21) e evidentemente receberam graça suficiente para habilitá-los a manter sua posição de perseverança, pela qual foram confirmados em sua condição e agora são incapazes de pecar . São chamados também de "santos anjos ou anjos de luz" (2Co 11:14). Sempre contemplam a face Deus (Lc 9:26), e tem vida imortal ( Lc 20:36 ). Sua atividade mais elevada é a adoração a Deus ( Ne 9:6; Fp 2:9-11; Hb 1:6; Jó 38:7; Is 6:3; Sl 103:20; 148:2 Ap 5:11).

4.2- Quatro tipos de anjos bons:
1. Anjos: Tanto no grego quanto no hebraico a palavra "anjo" significa "mensageiro". São exércitos como seres alados (Dn 9:21; Ap 14:6) para nos favorecer. Desde a entrada do pecado no mundo, eles são enviados para dar assistência aos herdeiros da salvação (Hb 1:14). Eles se regozijam com a conversão de um pecador (Lc 15:10), exercem vigilância protetora sobre os crentes (Sl 34:7; 91:11), protegem os pequeninos (Mt 18:10), estão presentes na igreja (1 Tm 5:21) recebem aprendizagem das multiformes riquezas da graça de Deus (Ef 3:10; 1 Pe 1:12) e encaminham os crentes ao seio de Abraão (Lc 16:22,23). A idéia de que alguns deles servem de anjos da guarda de crentes individuais não tem apoio nas Escrituras. A declaração de Mt 18:10 é geral demais, embora pareça indicar que há um grupo de anjos particularmente encarregado de cuidar das criancinhas. At 12:15 tampouco o prova, pois esta passagem mostra apenas que, naquele período primitivo havia alguns, mesmo entre discípulos, que acreditavam em anjos guardiões.
Embora os anjos não constituam um organismo, evidentemente são organizados de algum modo. Isto ocorre do fato de que ao lado do nome geral "anjo", a Bíblia emprega certos nomes específicos para indicar classe de anjos. O termo grego "angelos" (anjos = mensageiros ) também e freqüentemente aplicado a homens (Mt 11:10; Mc 1:2; Lc 7:24; 9:52; Gl 4:14). Não há nas Escrituras um nome geral, especificamente distintivo, para todos os seres espirituais. Eles são chamados filhos de Deus, (Jó 1:6; 2:1) espíritos (Hb 1:14), santos (Sl 89:5,7; Zc 14:5; Dn 8:13 ), vigilantes (Dn 4:13,17). Contudo, há nomes específicos que indicam diferentes classes de anjos.
2. Querubins: São responsáveis pela guarda da entrada do paraíso (Gn 3:24), observam o propiciatório (Ex 25:18,20; Sl 80:1; 99:1; Is 37:16; Hb 9:5) e constituem a carruagem de que Deus se serve para descer à terra (2 Sm 22:11; Sl 18:10). Como demonstração do seu poder de majestade, em Ez 1º e Ap 4º são representados simbolicamente como seres vivos em várias formas. Mais do que outras criaturas, eles foram destinados a revelar o poder, a majestade e a glória de Deus, e a defender a santidade de Deus no jardim do Éden, no tabernáculo, no templo e na descida de Deus à terra.
3. Serafins: Mencionados somente em Is 6:2,6, constituem uma classe de anjos muito próxima dos querubins. São representados simbolicamente em forma humana com seis asas cobrindo o rosto, os pés e duas prontas para execução das ordens do Senhor. Permanecem servidores em torno do trono do Deus poderoso, cantam louvores a Ele e são considerados os nobres entre os anjos.
4. Arcanjos: O termo arcanjo só ocorre duas vezes nas escrituras (1 Ts 4:16; Jd 9), mas há outras referências para ao menos um arcanjo, Miguel. Ele é o único a ser chamado de arcanjo e aparece comandando seus próprios anjos (Ap 12.7) e como príncipe do povo de Israel (Dn 10:13,21; 12.1).
A maneira pela qual Gabriel é mencionado também indica que ele é de uma classe muito elevada. Ele está diante da presença de Deus (Lc 1:19) e a ele são confiadas as mensagens de mais elevada importância com relações ao reino de Deus (Dn 8:16; 9:21).
Principados, potestades, tronos e domínios: A Bíblia menciona certas classes de anjos que ocupam lugares de autoridades no mundo angélico, como principados e potestades (Ef 3:10; Cl 2:10), tronos (Cl 1:16), domínios (Ef 1:21; Cl 1:16 ) e poderes (Ef 1:21 , 1 Pe 3:22). Estes nomes não indicam espécies de anjos, mas diferenças de classe ou de dignidade entre eles. Embora em Ef 1:21 a referência parece incluir tanto anjos bons quanto os maus, nas outras passagens essa terminologia se refere definitivamente apenas aos anjos maus (Rm 8:38; Ef 6:12; Cl 2:15).
Anjos Maus
Os anjos foram criados perfeitos e sem pecado, e como o homem dotado de livre escolha. Sob a direção de Satanás, muitos pecaram e foram lançados fora do céu (2 Pe 2:4; Jd 6). O pecado, no qual eles e seu chefe caíram foi o orgulho. Alguns tem pensado que a ocasião de rebelião dos anjos foi a revelação da futura encarnação do Filho de Deus e a obrigação deles o adorarem.
Segundo as Escrituras, os anjos maus passam o tempo no inferno (2 Pe 2:4) e no mundo, especialmente nos ares que nos rodeiam. (Jo 12:31; 14:30; 2 Co 4:4; Ap 12:4,7-9). Enganando os homens por meio do pecado, exercem grande poder sobre eles (2 Co 4:3,4; Ef 2:2; 6:11,12); este poder está aniquilado para aqueles que são fieis a Cristo, pela redenção que ele consumou (Ap 5:9; 7:13,14).
Os anjos não são contemplados no plano da redenção (1 Pe 1:12), mas no inferno foi preparado o eterno castigo dos anjos maus (Mt 25:41).
Os anjos maus são empregados na execução dos propósitos de Satanás, que são opostos aos propósitos de Deus, e estão envolvidos nos obstáculos e danos contra a vida espiritual e o bem estar do povo de Deus.
5. A queda dos anjos
5.1- O fato da sua queda - Tudo nos leva a crer que os anjos foram criados em estado de perfeição. No capitulo 1º de Gênesis, lemos sete vezes que o que Deus havia feito era bom. No ultimo versículo deste capitulo lemos "Viu Deus tudo o quanto fizera, e eis que era muito bom". Isso certamente inclui a perfeição dos anjos em santidade quando originalmente criados. Algumas pessoas acham que Ez 28:15 se refere a Satanás. Se for assim, ele é definitivamente mostrado como tendo sido criado perfeito. Mas diversas passagens mostram alguns dos anjos como maus (Sl 78:49; Mt 25:41; Ap 9:11; Ap 12:7-9). Isto se deve ao fato de terem deixado seu próprio principado e habitação apropriada (Jd 6) e pecado (2 Pe 2:4). Não há duvida que Satanás tenha sido o chefe da apostasia. Is 14:12 e Ez 28:15-17 parece lamentar a sua queda.
5.2- A época de sua queda - Nas Escrituras não há referência de quando ocorreu a queda dos anjos, mas deixa claro que se deu antes da queda do homem, já que Satanás entrou no jardim na forma de serpente e induziu Eva a pecar (Gn 3).
5.3- A causa de sua queda. - De acordo com as Escrituras o universo e a criatura eram originalmente perfeitos. A criatura tinha originalmente a capacidade de pecar ou não. Ela foi colocada na posição de poder fazer qualquer uma das duas coisas sem ser obrigada a optar por uma delas. Em outras palavras, sua vontade era autônoma.
Portanto, conclui-se que a queda dos anjos se deu devido a sua revolta deliberada e auto determinada contra Deus. Grande prosperidade e beleza parecem ser apontadas como possíveis causas. Em Ez 28:11-19, o rei de Tiro parece simbolizar Satanás e diz-se que ele caiu devido a essas coisas.
Ambição desmedida e o desejo de ser mais que Deus parecem ser outra causa. O rei da Babilônia é acusado de ter essa ambição, ele também parece simbolizar Satanás (Is 14.13-14).
Em qualquer um dos casos o egoísmo, descontentamento com aquilo que tinha e o desejo de ter tudo o que os outros tinham, foi a causa da queda de Satanás e de outros anjos que o seguiram.
5.4- O resultado de sua queda - Todos eles perderam a sua santidade original e se tornaram corruptos em natureza e conduta (Mt 10:1; Ef 6:11-12; Ap 12:9);
Alguns deles foram lançados no inferno e estão acorrentados até o dia do julgamento (2 Pe 2:4);
Alguns deles permanecem em liberdade e trabalham em definida oposição à obra dos anjos bons (Ap 12:7-9; Dn 10:12,13,20,21; Jd 9);
Pode também ter havido um efeito sobre a criação original. A terra foi amaldiçoada ao pecado de Adão (Gn 3:17-19) e a criação está gemendo por causa da queda (Rm 8:19-22). Não é improvável, portanto, que o pecado dos anjos tenha tido algo a ver com a ruína da criação original no capítulo 1º de Gênesis;
Eles serão, no futuro, atirados para a terra (Ap 12:8-9), e após seu julgamento (1 Co 6:3), no lago de fogo e enxofre (Mt 25:41; 2 Pe 2:4; Jd 6).
6. Os demônios - As Escrituras não descrevem a origem dos demônios. Essa questão parece ser parte do mistério que rodeia a origem do mal. Porém, as Escrituras dão claro testemunho da sua existência real e de sua posição (Mt 12:26-28). Nos Evangelhos aparecem os espíritos maus desprovidos de corpos, que entram nas pessoas, das quais se diz que têm demônios. Os efeitos desta possessão se evidenciam por loucura, epilepsia e outras enfermidades, associadas principalmente com o sistema mental e nervoso (Mt 9:33; 12:22; Mc 5:4,5). O indivíduo sob a influência de um demônio não é senhor de si mesmo; o espírito fala através de seus lábios ou emudece à sua vontade; leva-o aonde quer e geralmente o usa como instrumento, revestindo-o às vezes de uma força sobrenatural.
Quando examinam as Escrituras, algumas pessoas ficam em dúvida se os demônios devem ser classificados juntamente com os anjos ou não; mas não há dúvida de que na Bíblia, há ensino positivo concernente a cada um dos dois grupos.
Ainda que alguns falem em "diabos", como se houvesse muitos de sua espécie, tal expressão é incorreta. Há muitos "demônios", mas existe um único "diabo". Diabo é a transliteração do vocábulo grego "diabolos", nome que significa "acusador" e é aplicado nas Escrituras exclusivamente a Satanás. "Demônio" é a transliteração de "daimon" ou "daimonion".
6.1- A natureza dos demônios - São seres inteligentes (Mt 8:29,31; 1 Tm 4:1-3; 1 Jo 4:1 e Tg 2:19), possuem características de ações pessoais o que demonstra que possuem personalidade (Mc 1:24; Mc 5:6,7; Mc 8:16; Lc 8:18-31);
São seres espirituais (Lc 9:38,39,42; Hb 1:13,14; Hb 2:16; Mt 8:16; Lc 10:17,20);
São reputados idênticos aos espíritos imundos, no Novo Testamento;
São seres numerosos (Mc 5:9) de tal modo que tornam Satanás praticamente ubíquo por meio desses seus representantes;
São seres vis e perversos - baixos em conduta (Lc 9:39; Mc 1:27; 1 Tm 4:1; Mt 4:3);
São servis e obsequiosos (Mt 12:24-27). São seres de baixa ordem moral, degenerados em sua condição, ignóbeis em suas ações, e sujeitos a Satanás.
6.2- As atividades dos demônios - Apossam-se dos corpos dos seres humanos e dos irracionais (Mc 5:8, 11-13);
Afligem aos homens mental e fisicamente (Mt 12:22; Mc 5:4,5);
Produzem impureza moral (Mc 5:2; Ef 2:2);
7. Satanás
7.1- Sua origem - Alguns afirmam que Satanás não existe, mas observando-se o mal que existe no mundo, é lógico que se pergunte: "Quem continua a fazer a obra de Satanás durante a sua ausência, se é que ele não existe?"
Satanás aparece nas Escrituras como reconhecido chefe dos anjos decaídos. Ele era originalmente um dos poderosos príncipes do mundo angélico, e veio a ser o líder dos que se revoltaram contra Deus e caíram. De acordo com as Escrituras, Satanás era originalmente Lúcifer ("o que leva a luz"), o mais glorioso dos anjos. Mas ele orgulhosamente aspirou a ser "como o Altíssimo" e caiu "na condenação (Ez 28:12,19; Is 14:12-15). O nome "Satanás" revela-o como "o adversário", não do homem em primeiro lugar, mas de Deus. Ele investe contra Adão como a coroa da produção de Deus, forja a destruição, razão pela qual é chamado Apolion (destruidor), Ap 9:11, e ataca Jesus, quando Este empreende a obra de restauração. Depois da entrada do pecado no mundo ele se tornou "diabolos" (acusador), acusando continuamente o povo de Deus, Ap 12:10. Ele é apresentado nas Escrituras como o originador do pecado (Gn 3:1,4; Jo 8:44; 2 Co 11:3; 1 Jo 3:8; Ap 12:9; 20:2,10) e aparece como reconhecido chefe dos que caíram (Mt 25:41; 9:34; Ef 2:2). Ele continua sendo o líder das hostes angélicas que arrastou consigo em sua queda, e as emprega numa desesperada resistência a Cristo ao seu reino. É também chamado "príncipe deste mundo" (Jo 12:31; 14:30; 16:11) e até mesmo "deus deste século" (2 Co 4:4). Não significa que ele detém o controle do mundo, pois Deus é quem o detém, e Ele deu toda autoridade a Cristo, mas o sentido é que Satanás tem sob controle este mundo mau, o mundo naquilo em que está separado de Deus (Ef 2:2).
Ele é mais que humano, mas não é divino; tem poder, mas não é onipotente; exerce influência em grande escala, mas restrita (Mt 12:29; Ap 20:2), e está destinado a ser lançado no abismo (Ap 20:10).
7.2- Seu caráter:
Presunçoso (Mt 4:4,5);
Orgulhoso (1 Tm 3:6; Ez 28:17);
Poderoso (Ef 2:2);
Maligno (Jó 2:4);
Astuto (Gn 3:1; 2 Co 11:3);
Enganador (Ef 6:11);
Feroz e cruel (1 Pe 5:8).
7.3- Suas atividades:
1. A natureza das atividades:
Perturbar a obra de Deus (1 Ts 2:18);
Opor-se ao Evangelho (Mt 13:19; 2 Co 4:4);
Dominar, cegar, enganar e laçar os ímpios (Lc 22:3; 2 Co 4:4; Ap 20:7,8; 1 Tm 3:7);
Afligir e tentar os santos de Deus (1 Ts 3:5).
2. O motivo de suas atividades: Ele odeia até a natureza humana com a qual se revestiu o Filho de Deus. Intenta destruir a igreja porque ele sabe que uma vez perdendo o sal da terra o seu sabor, o homem torna-se vítima em suas mãos inescrupulosas.
3. Suas atividades são restritas: Ao mesmo tempo em que reconhecemos que Satanás é forte, devemos ter cuidado de não exagerar o seu poder. Para aqueles que crêem em Cristo, ele já é um inimigo derrotado (Jo 12:31), e é forte somente para aqueles que cedem à tentação. Apesar de rugir furiosamente ele é covarde (Tg 4:7). Não pode tentar (Mt 4:1), afligir (1 Ts 3:5), matar (Jó 2:6), nem tocar no crente sem a permissão de Deus.
7.4- Sua atuação - Não limita suas operações aos ímpios e depravados. Muitas vezes age nos círculos mais elevados como "um anjo de luz" (2 Co 11:14). Deveras, até assiste às reuniões religiosas, o que é indicado pela sua presença no ajuntamento dos anjos (Jó 1:6), e pelo uso dos termos "doutrina de demônios" (1 Tm 4:1) e "a sinagoga de Satanás" (Ap 2:9). Freqüentemente seus agentes se fazem passar como "ministros de justiça" (2 Co 11:15).
7.5- Sua derrota: Deus decretou sua derrota (Gn 3:14,15). No princípio foi expulso do céu; durante a grande tribulação será lançado da esfera celeste à terra (Ap 12:7-9); durante o milênio será aprisionado no abismo (Ap 20:1-3), e depois de mil anos será lançado no lago de fogo (Ap 20:10). Dessa maneira a Palavra de Deus nos assegura a derrota final do mal.

A TRINDADE

  
   Marcos 1.11 "E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: TU ÉS O MEU FILHO AMADO, em quem me comprazo".

As três divinas pessoas da Trindade estão presentes no batismo de Jesus. Deus é revelado nas Escrituras como um só Deus, existente como Pai, Filho e Espírito Santo (cf. Mt 3.16,17; 28.19; Mc 1.9-11; 2 Co 13.14; Ef 4.4-6; 1 Pe 1.2; Jd 20,21). Esta é a doutrina da Trindade,expressando a verdade de que dentro da essência una de Deus, subsistem três Pessoas distintas, compartilhando uma só natureza divina comum. Assim, segundo as Escrituras, Deus é singular (uma unidade) num sentido, e plural (trina), noutro.
(1) As Escrituras declaram que Deus é um só uma união perfeita de uma só natureza, substância e essência (Dt 6.4; Mc 12.29; Gl 3.20). Das pessoas da deidade, nenhuma é Deus sem as outras, e cada uma, juntamente com as outras, é Deus. (2) O Deus único existe numa pluralidade de três pessoas identificáveis, distintas; mas não separadas. As três não são três deuses, nem três partes ou expressões de Deus, mas são três pessoas tão perfeitamente unidas que constituem o único Deus verdadeiro e eterno. O Filho e também o Espírito Santo possuem atributos que somente Deus possui (ver Jo 20.28; 1.1,14; 5.18; 14.16; 16.8,13; Gn 1.2; Is 61.1; At 5.3,4; 1 Co 2.10,11; Rm 8.2,26,27; 2 Ts 2.13; Hb 9.14). Nem o Pai, nem o Filho, nem o Espírito Santo, foram feitos ou criados em tempo algum, mas cada um é igual ao outro em essência, atributos, poder e glória. (3) O Deus único, existente em três pessoas, torna possível desde toda a eternidade o amor recíproco, a comunhão, o exercício dos atributos divinos, a mútua comunhão no conhecimento e o inter-relacionamento dentro da deidade (cf. Jo 10.15; 11.27; 17.24; 1 Co 2.10)
1.13 TENTADO POR SATANÁS. Ver Mt 4.1.
1.14 O EVANGELHO. Ver Mc 14.9 .
1.15 O REINO DE DEUS. A proclamação e a concretização do reino de Deus foi o propósito da obra de Cristo. Foi o tema de sua mensagem na terra (Mt 4.17). Quanto à forma de manifestação do reino, existem: (1) O reino de Deus em Israel. No AT, o reino visava preparar o caminho da salvação da humanidade. Devido à rejeição de Jesus, o Messias de Israel, o reino foi tirado desta nação (ver Mt 21.43 nota); (2) O reino de Deus em Cristo. O reino esteve presente na pessoa e na obra de Jesus, o Rei (Lc 11.20); (3) O reino de Deus na igreja. Trata-se da manifestação atual do reino de Deus nos corações e nas vidas de todos aqueles que se arrependem e crêem no evangelho (Jo 3.3,5; Rm 14.17; Cl 1.13). Sua presença manifesta-se com grande poder contra o império de Satanás. Não se trata de um reino político, material, mas de uma poderosa e eficaz presença e operação de Deus entre o seu povo (ver 1.27, 9.1); (4) O reino de Deus na consumação da História. Trata-se do Reino Messiânico, predito pelos profetas (Sl 89.36,37; Is 11.1-9; Dn 7.13,14). Cristo reinará na terra durante mil anos (Ap 20.4-6). A igreja reinará juntamente com Ele, sobre as nações (2 Tm 2.12; 1 Co 6.2,3; Ap 2.26,27; ver Ap 20.4 nota); (5) O reino de Deus na eternidade. O reino messiânico durará mil anos, dando lugar ao reino eterno de Deus, que será estabelecido na nova terra (Ap 21.1-4). O centro da nova terra é a Cidade Santa, a Nova Jerusalém (Ap 21.9-11). Os habitantes são os redimidos do AT (Ap 21.12) e do NT (Ap 21.14). Sua maior bênção é "verão o seu rosto" (Ap 22.4; ver Ap 21.1)



Quem é Deus?
OS ATRIBUTOS DE DEUS
Sl 139.7,8 “Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face”? Se subir ao
céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também”.
A Bíblia não procura comprovar que Deus existe. Em vez disso, ela declara a sua existência e apresenta numerosos atributos seus. Muitos desses atributos são exclusivos dEle, como Deus; outros existem em parte no ser humano, pelo fato de ter sido criado à imagem de Deus.
ATRIBUTOS EXCLUSIVOS DE DEUS.
(1) Deus é onipresente — Ele está presente em todos os lugares a um só tempo. O salmista afirma que, não importa para onde formos, Deus está ali (Sl 139.7-12; cf. Jr 23.23,24; At 17.27,28); Deus observa tudo quanto fazemos.
(2) Deus é onisciente — Ele sabe todas as coisas (Sl 139.1-6; 147.5). Ele conhece, não somente nosso procedimento, mas também nossos próprios pensamentos (1Sm 16.7; 1 Rs 8.39; Sl 44.21; Jr 17.9,10). Quando a Bíblia fala da presciência de Deus (Is 42.9; At 2.23; 1Pe 1.2), significa que Ele conhece com
precisão a condição de todas as coisas e de todos os acontecimentos exeqüíveis, reais, possíveis, futuros, passados ou predestinados (1Sm 23.10-13; Jr 38.17-20). A presciência de Deus não subentende determinismo filosófico. Deus é plenamente soberano para tomar decisões e alterar seus propósitos no tempo e na história, segundo sua própria vontade e sabedoria. Noutras palavras, Deus não é limitado à sua própria presciência (ver Nm 14.11-20; 2Rs 20.1-7).
(3) Deus é onipotente — Ele é o Todo-poderoso e detém a autoridade total sobre todas as coisas e sobre todas as criaturas (Sl 147.13-18; Jr 32.17; Mt 19.26; Lc 1.37). Isso não quer dizer, jamais, que Deus empregue todo o seu poder e autoridade em todos os momentos. Por exemplo, Deus tem poder para exterminar totalmente o pecado, mas optou por não fazer assim até o final da história humana (ver 1Jo 5.19 nota). Em muitos casos, Deus limita o seu poder, quando o emprega através do seu povo (2Co 12.7-10); em casos assim, o seu poder depende do nosso grau de entrega e de submissão a Ele (ver Ef 3.20).
(4) Deus é transcendente — Ele é diferente e independente da sua criação (ver Êx 24.9-18; Is 6.1-3; 40.12-26; 55.8,9). Seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada (1Rs 8.27; Is 66.1,2; At 17.24,25). Ele subsiste de modo absolutamente perfeito e puro, muito além daquilo que Ele criou. Ele mesmo é incriado e existe à parte da criação (ver 1Tm 6.16 nota).
A transcendência de Deus não significa, porém, que Ele não possa estar entre o seu povo como seu Deus (Lv 26.11,12; Ez 37.27; 43.7; 2Co 6.16).
(5) Deus é eterno — Ele é de eternidade à eternidade (Sl 90.1,2; 102.12; Is 57.12). Nunca houve nem haverá um tempo, nem no passado nem no futuro, em que Deus não existisse ou que não existirá; Ele não está limitado pelo tempo humano (cf. Sl 90.4; 2Pe 3.8), e é, portanto, melhor descrito como “EU SOU” (cf. Êx 3.14; Jo 8.58).
(6) Deus é imutável — Ele é inalterável nos seus atributos, nas suas perfeições e nos seus propósitos para a raça humana (Nm 23.19; Sl 102.26-28; Is 41.4; Ml 3.6; Hb 1.11,12; Tg 1.17). Isso não significa, porém, que Deus nunca altere seus propósitos temporários ante o proceder humano. Ele pode, por exemplo, alterar suas decisões de castigo por causa do arrependimento sincero dos pecadores (cf. Jn 3.6-10). Além disso, Ele é livre para atender as necessidades do ser humano e às orações do seu povo. Em vários casos a Bíblia fala de Deus mudando uma decisão como resultado das orações perseverantes dos justos (e.g., Nm 14.1-20; 2Rs 20.2-6; Is 38.2-6; Lc 18.1-8).
(7) Deus é perfeito e santo — Ele é absolutamente isento de pecado e perfeitamente justo (Lv 11.44,45; Sl 85.13; 145.17; Mt 5.48). Adão e Eva foram criados sem pecado (cf. Gn 1.31), mas com a possibilidade de pecarem. Deus, no entanto, não pode pecar (Nm 23.19; 2Tm 2.13; Tt 1.2; Hb 6.18). Sua santidade inclui, também, sua dedicação à realização dos seus propósitos e planos.
(8) Deus é trino e uno — Ele é um só Deus (Dt 6.4; Is 45.21; 1Co 8.5,6; Ef 4.6; 1Tm 2.5), manifesto em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo (e.g., Mt 28.19; 2Co 13.14; 1Pe 1.2). Cada pessoa é plenamente divina, igual às duas outras; mas não são três deuses, e sim um só Deus (ver Mt 3.17 nota; Mc 1.11 nota).
ATRIBUTOS MORAIS DE DEUS. Muitas características do Deus único e verdadeiro, especialmente seus atributos morais, têm certa similitude com as qualidades humanas; sendo, porém, evidente que todos os seus atributos existem em grau infinitamente superior aos humanos. Por exemplo, embora Deus e o ser humano possuam a capacidade de amar, nenhum ser humano é capaz de amar com o mesmo grau de intensidade como Deus ama. Além disso, devemos ressaltar que a capacidade humana de ter essas características vem do fato de sermos criados à imagem de Deus (Gn 1.26,27); noutras palavras, temos a sua semelhança, mas Ele não tem a nossa; Ele não é como nós.
(1) Deus é bom (Sl 25.8; 106.1; Mc 10.18). Tudo quanto Deus criou originalmente era bom, era uma extensão da sua própria natureza (Gn 1.4,10,12,18,21,25,31). Ele continua sendo bom para sua criação, ao sustentá-la, para o bem de todas as suas criaturas (Sl 104.10-28; 145.9); Ele cuida até dos ímpios (Mt 5.45; At 14.17). Deus é bom, principalmente para os seus, que o invocam em verdade (Sl 145.18-20).
(2) Deus é amor (1Jo 4.8). Seu amor é altruísta, pois abraça o mundo inteiro, composto de humanidade pecadora (Jo 3.16; Rm 5.8). A manifestação principal desse seu amor foi a de enviar seu único Filho, Jesus, para morrer em lugar dos pecadores (1Jo 4.9,10). Além disso, Deus tem amor paternal especial àqueles
que estão reconciliados com Ele por meio de Jesus (ver Jo 16.27 ).
(3) Deus é misericordioso e clemente (Êx 34.6; Dt 4.31; 2Cr 30.9; 'Sl 103.8; 145.8; Jl 2.13); Ele não extermina o ser humano conforme merecemos devido aos nossos pecados (Sl 103.10), mas nos outorga o seu perdão como dom gratuito a ser recebido pela fé em Jesus Cristo.
(4) Deus é compassivo (2Rs 13.23; Sl 86.15; 111.4). Ser compassivo significa sentir tristeza pelo sofrimento doutra pessoa, com desejo de ajudar. Deus, por sua compaixão pela humanidade, proveu-lhe perdão e salvação (cf. Sl 78.38). Semelhantemente, Jesus, o Filho de Deus, demonstrou compaixão pelas multidões ao pregar o evangelho aos pobres, proclamar libertação aos cativos, dar vista aos cegos e pôr em liberdade os oprimidos (Lc 4.18; cf. Mt 9.36; 14.14; 15.32; 20.34; Mc 1.41; ver Mc 6.34).
(5) Deus é paciente e lento em irar-se (Êx 34.6; Nm 14.18; Rm 2.4; 1Tm 1.16). Deus expressou esta característica pela primeira vez no jardim do Éden após o pecado de Adão e Eva, quando deixou de destruir a raça humana conforme era seu direito (cf. Gn 2.16,17). Deus também foi paciente nos dias de Noé, enquanto a arca estava sendo construída (1Pe 3.20). E Deus continua demonstrando paciência com a raça humana pecadora; Ele não julga na devida ocasião, pois destruiria os pecadores, mas na sua paciência concede a todos a oportunidade de se arrependerem e serem salvos (2Pe 3.9).
(6) Deus é a verdade (Dt 32.4; Sl 31.5; Is 65.16; Jo 3.33). Jesus chamou-se a si mesmo “a verdade” (Jo 14.6), e o Espírito é chamado o “Espírito da verdade” (Jo 14.17; cf. 1Jo 5.6). Porque Deus é absolutamente fidedigno e verdadeiro em tudo quanto diz e faz, a sua Palavra também é chamada a verdade (2Sm 7.28; Sl 119.43; Is 45.19; Jo 17.17). Em harmonia com este fato, a Bíblia deixa claro que Deus não tolera a mentira nem falsidade alguma (Nm 23.19; Tt 1.2; Hb 6.18).
(7) Deus é fiel (Êx 34.6; Dt 7.9; Is 49.7; Lm 3.23; Hb 10.23). Deus fará aquilo que Ele tem revelado na sua Palavra; Ele cumprirá tanto as suas promessas, quanto as suas advertências (Nm 14.32-35; 2 Sm 7.28; Jó 34.12; At 13.23,32,33; ver 2Tm 2.13 nota). A fidelidade de Deus é de consolo inexprimível para o crente, e grande medo de condenação para todos aqueles que não se arrependerem nem crerem no Senhor Jesus (Hb 6.4-8; 10.26-31).
(8) Finalmente, Deus é justo (Dt 32.4; 1Jo 1.9). Ser justo significa que Deus mantém a ordem moral do universo, é reto e sem pecado na sua maneira de tratar a humanidade (Ne 9.33; Dn 9.14). A decisão de Deus de castigar com a morte os pecadores (Rm 5.12), procede da sua justiça (Rm 6.23; cf. Gn 2.16,17); sua ira contra o pecado decorre do seu amor à justiça (Rm 3.5,6; ver Jz 10.7). Ele revela a sua ira contra todas as formas da iniqüidade (Rm 1.18), principalmente a idolatria (1Rs 14.9,15,22), a incredulidade (Sl 78.21,22; Jn 3.36) e o tratamento injusto com o próximo (Is 10.1-4;Am 2.6,7). Jesus Cristo, que é chamado o “Justo” (At 7.52; 22.14; cf. At 3.14), também ama a justiça e abomina o mal (ver Mc 3.5; Rm 1.18 nota; Hb 1.9 ). Note que a justiça de Deus não se opõe ao seu amor. Pelo contrário, foi para satisfazer a sua justiça que Ele enviou Jesus a este mundo, como sua dádiva de amor (Jo 3.16; 1Jo 4.9,10) e como seu sacrifício pelo pecado em lugar do ser humano (Is 53.5,6; Rm 4.25; 1Pe 3.18), a fim de nos reconciliar consigo mesmo (ver 2Co 5.18-21, notas). A revelação final que Deus fez de si mesmo está em Jesus Cristo (cf. Jo 1.18; Hb 1.1-4); noutras palavras, se quisermos entender completamente a pessoa de Deus, devemos olhar para Cristo, porque nEle habita toda a plenitude da divindade (Cl 2.9).

Jesus Cristo
Quem é Jesus Cristo?
I. A PRÉ-EXISTÊNCIA DE JESUS
A. Assim como Deus é eterno, Jesus também o é:
Jo 1.1; Cl 1.17; Mq 5.2; Jo 17.3; Jo 8.58.
B. Antes da fundação do mundo, Jesus planejou junto com o seu Pai, a salvação da humanidade.
Deus na sua onisciência viu, desde a eternidade, que o homem a ser criado, cairia em pecado, sujeito à perdição eterna. Ele então preparou um caminho de salvação, por meio do sacrifício de seu próprio Filho. Jesus participou e concordou e desde então já estava disposto a dar a sua vida por nós. Por isto a Bíblia se expressa: "O Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo", Ap 13.8. A vida eterna é assim prometida "antes dos tempos dos séculos", Tt 1.2, quando Deus nos elegeu para em Jesus sermos santos e irrepreensíveis, Ef 1.4.
C. Jesus participou da criação do mundo.
" Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez", Jo1.3. "Todas as coisas subsistem por ele", Cl 1.17.
II. A ENCARNAÇÃO DE JESUS
"Jesus, Deus bendito eternamente", Rm 9.5, fez-se homem. Esse mistério chama-se "encarnação". A Bíblia diz: "Grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne", 1 Tm 3.16. A doutrina da encarnação de Jesus excede tudo que o entendimento humano possa compreender, porém deste milagre depende a substância do evangelho da salvação e a doutrina da redenção.
A. Jesus se encarnou por meio duma virgem, através de concepção sobrenatural.
Quando Deus, no dia da queda, prometeu um Redentor, revelou também de que maneira ele viria ao mundo. Ele disse à serpente: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferireis o calcanhar", Gn 3.15. O profeta Isaías profetizou: "Uma virgem conceberá e dará à luz um filho e será o seu nome Emanuel", Is 7.14. Quando, na plenitude dos tempos, Gl 4.4, o arcanjo Gabriel comunicou a Maria que ela seria o instrumento da encarnação de Jesus, disse-lhe: "em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus", Lc 1.31. Maria respondeu: "Como se fará isto, visto que não conheço varão?", Lc 1.34. E Gabriel lhe revelou como este milagre aconteceria. Ele disse: "Descerá sobre ti o Espírito Santo e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra, pelo que também o Santo que de ti há de nascer será chamado Filho de Deus", Lc 1.35. Com a palavra: "Eis aqui a serva do Senhor, cumpra-se em mim segundo a sua palavra", Lc 1.38, Maria aceitou, e o milagre aconteceu! Ela estava grávida!
É impossível explicar este milagre em termos biológicos. O médico Lucas registrou este milagre no seu evangelho com fé e convicção, sem deixar uma sombra de dúvida. "Pela fé entendemos" Hb 11.13.
B. Jesus veio a este mundo por meio dum nascimento natural.
Ele nasceu exatamente 9 meses após Maria haver concebido de modo sobrenatural, "quando se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz", Lc 2.6. Jesus nasceu, conforme a profecia, em Belém, Mq 5.2, e para isto Deus providenciou que o alistamento decretado pelo imperador Augusto obrigasse José e Maria a locomoverem-se de Nazaré na Galiléia até Belém, exatamente na época de Maria dar à luz. Jesus nasceu como os demais homens nasceram. Houve, porém, uma manifestação sobrenatural: Uma multidão de anjos cantaram, diante de um grupo de pastores de ovelhas, louvores ao Messias que havia nascido, Lc 2.8-14.
C. O verdadeiro Deus havia vindo ao mundo como um verdadeiro homem.
Foi por meio deste milagre que "verbo se fez carne", Jo 1.14, e "Deus introduziu no mundo o primogênito", Hb 1.6, e Jesus veio em semelhança de carne, Rm 8.3, e "participou da carne e do sangue", Hb 2.14, "em tudo semelhante aos irmãos", Hb 2.17. Foi assim que ele desceu do céu, Jo 6.33, 38, 38, 41, 42, 51, 58, e Deus lhe preparou um corpo, Hb 10.5. A encarnação deu a Jesus condições de ser o Mediador entre Deus e homens, 1 Tm 2.5, e ser misericordioso e fiel sumo sacerdote, para expiar o pecado do povo, Hb 2.17. Sendo homem, podia fazer reconciliação pelos homens. Sendo Deus a sua reconciliação fica com um inédito valor.
III. JESUS - O VERDADEIRO DEUS
Não é somente desde a eternidade, que Jesus é Deus, Jo1.1-3. Ainda depois que ele "aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo", Fp 2.7, ele continua sendo Deus verdadeiro, revelando "a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade", Jo 1.14. As sagradas escrituras, que incontestavelmente provam a sua deidade, foram escritas para que todos creiam que "Jesus é o Cristo, e o Filho de Deus", Jo 20.36; 1 Jo 5.10. Vamos mencionar algumas evidências que provam que Jesus é Deus verdadeiro.
A. Jesus é chamado "Deus"
Deus, Pai, o chamou "Deus"! "Do Filho diz: Ó Deus, o teu trono subsiste", Hb 1.8. Duas vezes ele o chamou: "Meu Filho amado" Mt 3.17; Mc 9.7. Todo aquele, pois que nega que Jesus é o Filho de Deus, faz o próprio Deus mentiroso, "porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu", 1 Jo 5.10.
O anjo, enviado por Deus, chamou a Jesus "Filho de Deus", Lc 1.35. "Chamá-lo-ão pelo nome Emanuel, que traduzido é Deus
conosco", Mt 1.23. Quando Jesus havia nascido, os anjos cantaram louvores a "Cristo-Senhor", Lc 2.11.
O próprio Jesus se chamou "Deus". Quando os seus inimigos lhe perguntaram: "És tu o Cristo, Filho de Deus bendito?", ele respondeu: Eu o sou. Mc 14.61, 62. Ele chamou Deus de meu Pai, Mt 10.32; Jo 2.16; 10.37; 15.24 etc. Ele se chamou também "o Filho unigênito que está no seio do Pai", Jo 1.18 e disse; "Quem me vê, vê o Pai", Jo 14.9; 12.45. Para a mulher samaritana ele disse que era Messias, Jo 4.25, 26, notícia que se espalhou em toda a cidade, Jo 4.29. Ele se chamou: Alfa e Ômega, o Princípio e o Fim, o primeiro e o derradeiro, Ap 22.13, e "Eu sou", Jo 8.24, 28, 58; 13.59 (Comp. Êx 3.14).
Aquele que nega a deidade de Jesus rejeita o próprio testemunho de Jesus e mostra assim que é inspirado pelo espírito de Anticristo, 1 Jo 2.22, 23. Se Jesus fosse, como os teólogos modernistas afirmam um produto da união entre Maria e José ou com qualquer outro homem, o mundo não teria nenhum Salvador, e Jesus seria um homem desacreditável, porque ele afirmou ser o Filho de Deus. Mas glória a Jesus! Ele é Deus bendito eternamente, Rm 9.5.




O ESPÍRITO SANTO
Quem é o Espírito Santo?

A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO
At 5.3,4 “Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.”
É essencial que as pessoas reconheçam a importância do Espírito Santo no plano divino da redenção. Sem a presença do Espírito Santo neste mundo, não haveria a criação, o universo, nem a raça humana (Gn 1.2; Jó 26.13; 33.4; Sl 104.30). Sem o Espírito Santo, não teríamos a Bíblia (2Pe 1.21), nem o NT (Jo 14.26, 1Co 2.10) e nenhum poder para proclamar o evangelho (1.8). Sem o Espírito Santo, não haveria fé, nem novo nascimento, nem santidade e nenhum cristão neste mundo. Este estudo examina alguns dos ensinamentos básicos a respeito do Espírito Santo.
A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO. Através da Bíblia, o Espírito Santo é revelado como Pessoa, com sua própria individualidade (2Co 3.17,18; Hb 9.14; 1Pe 1.2). Ele é uma Pessoa divina como o Pai e o Filho (5.3,4). O Espírito Santo não é mera influência ou poder. Ele tem atributos pessoais, a saber: Ele pensa (Rm 8.27), sente (Rm 15.30), determina (1Co 12.11) e tem a faculdade de amar e de deleitar-se na comunhão. Foi enviado pelo Pai para levar os crentes à íntima presença e comunhão com Jesus (Jo 14.16-18,26; ). À luz destas verdades, devemos tratá-lo como pessoa, que é, e considerá-lo Deus vivo e infinito em nosso coração, digno da nossa adoração, amor e dedicação (ver Mc 1.11,).
A OBRA DO ESPÍRITO SANTO. (1) A revelação do Espírito Santo no AT. Para uma exposição da operação do Espírito Santo no AT. (2) A revelação do Espírito Santo no NT. (a) O Espírito Santo é o agente da salvação. Nisto Ele convence-nos do pecado (Jo 16.7,8), revela-nos a verdade a respeito de Jesus (Jo 14.16,26), realiza o novo nascimento (Jo 3.3-6), e faz-nos membros do corpo de Cristo (1Co 12.13). Na conversão, nós, crendo em Cristo, recebemos o Espírito Santo (Jo 3.3-6; 20.22) e nos tornamos co-participantes da natureza divina (2Pe 1.4). (b) O Espírito Santo é o agente da nossa santificação. Na conversão, o Espírito passa a habitar no crente, que começa a viver sob sua influência santificadora (Rm 8.9; 1Co 6.19). Note algumas das coisas que o Espírito Santo faz, ao habitar em nós. Ele nos santifica i.e., purifica, dirige e leva-nos a uma vida santa, libertando-nos da escravidão ao pecado (Rm 8.2-4; Gl 5.16,17; 2Ts 2.13). Ele testifica que somos filhos de Deus (Rm 8.16), ajuda-nos na adoração a Deus (At 10.45,46; Rm 8.26,27) e na nossa vida de oração, e intercede por nós quando clamamos a Deus (Rm 8.26,27). Ele produz em nós as qualidades do caráter de Cristo, que O glorificam (Gl 5.22,23; 1Pe 1.2). Ele é o nosso mestre divino, que nos guia em toda a verdade (Jo 16.13; 14.26; 1Co 2.10-16) e também nos revela Jesus e nos guia em estreita comunhão e união com Ele (Jo 14.16-18; 16.14). Continuamente,
Ele nos comunica o amor de Deus (Rm 5.5) e nos alegra, consola e ajuda (Jo 14.16; 1Ts 1.6). (c) O Espírito Santo é o agente divino para o serviço do Senhor, revestindo os crentes de poder para realizar a obra do Senhor e dar testemunho dEle. Esta obra do Espírito Santo relaciona-se com o batismo ou com a plenitude do Espírito. Quando somos batizados no Espírito, recebemos poder para testemunhar de Cristo e trabalhar de modo eficaz na igreja e diante do mundo (1.8). Recebemos a mesma unção divina que desceu sobre Cristo (Jo 1.32,33) e sobre os discípulos (2.4; ver 1.5), e que nos capacita a proclamar a Palavra de Deus (1.8; 4.31) e a operar milagres (2.43; 3.2-8; 5.15; 6.8; 10.38). O plano de Deus é que todos os cristãos atuais recebam o batismo no Espírito Santo (At 2.39). Para realizar o trabalho do Senhor, o Espírito Santo outorga dons espirituais aos fiéis da igreja para edificação e fortalecimento do corpo de Cristo (1Co 12—14). Estes dons são uma manifestação do Espírito através dos santos, visando ao bem de todos (1Co 12.7-11).
(d) O Espírito Santo é o agente divino que batiza ou implanta os crentes no corpo único de Cristo, que é sua igreja (1Co 12.13) e que permanece nela (1Co 3.16), edificando-a (Ef 2.22), e nela inspirando a adoração a Deus (Fp 3.3), dirigindo a sua missão (13.2,4), escolhendo seus obreiros (20.28) e concedendo-lhe dons (1Co 12.4-11), escolhendo seus pregadores (2.4; 1Co 2.4), resguardando o evangelho contra os erros (2Tm 1.14) e efetuando a sua retidão (Jo 16.8; 1Co 3.16; 1Pe 1.2).
(3) As diversas operações do Espírito são complementares entre si, e não contraditórias. Ao mesmo tempo, essas atividades do Espírito Santo formam um todo, não havendo plena separação entre elas. Alguém não pode ter (a) a nova vida total em Cristo, (b) um santo viver, (c) o poder para testemunhar do Senhor ou (d) a comunhão no seu corpo, sem exercitar estas quatro coisas. Por exemplo: uma pessoa não pode conservar o batismo no Espírito Santo se não vive uma vida de retidão, produzida pelo mesmo Espírito, que também quer conduzir esta mesma pessoa no conhecimento das verdades bíblicas e sua obediência às mesmas.

Teologia Mec - info

Cursos de Teologia / Ensino Religioso


Curso de Teologia, bacharelado
  • Parecer CNE/CES nº 51/2010 aprovado em 9 de março de 2010 - Reexame do Parecer CNE/CES nº 118/2009, que trata de orientações para instrução dos processos referentes ao credenciamento de novas Instituições de Educação Superior e de credenciamento institucional que apresentem cursos de Teologia, bacharelado.


Ensino Religioso



Palavras-chave: Cursos de Teologia, Ensino Religioso, cne

lunes, 1 de agosto de 2011

A ressurreição do latim

Por Thaís Fonseca

Em três universidades paulistas, o interesse pela língua de César, Cícero e Sêneca tem aumentado a cada ano

Há cerca de nove anos, uma lei promulgada pelo MEC desobrigou as universidade de ensinarem latim. Houve quem acreditasse que esta língua desapareceria por completo das escolas. No entanto, ocorreu o contrário: considerada uma “língua morta”, o latim vive uma verdadeira ressurreição -ao menos na USP (Universidade de São Paulo), na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e na Unesp (Universidade Estadual Paulista)..
A lei em questão, de 1997, substituiu os chamados “currículos mínimos federais” por “parâmetros curriculares”, ou seja, orientações gerais para a composição dos cursos. Foi então que o latim deixou de ser obrigatório no curso de Letras. Algumas faculdades tiraram a língua da grade curricular. Outras, como a USP, Unicamp e Unesp, mantiveram-na e, agora, se surpreendem com o aumento do número de alunos e o interesse das pessoas.
O número de alunos matriculados, fornecido pelas três universidades, mostra esse crescimento. Na Unicamp, por exemplo, as matrículas do primeiro semestre em Latim I, que em 2000 eram 123, em 2005 chegavam a 210. Na USP, na mesma disciplina e período, eram 340 e passaram a 804. Já na Unesp, no campus de Araraquara, o aumento pode ser verificado na disciplina optativa Introdução à Literatura Latina. No primeiro semestre de 2004, eram 22 alunos matriculados. Em 2006, o número subiu para 48. Em todos os casos, são principalmente universitários que têm se interessado pelos cursos.
O fenômeno foi tema de uma dissertação de mestrado de Charlene Miotti, na Unicamp, intitulada “O Ensino do Latim nas Universidades Públicas do Estado de São Paulo e o Método Inglês Reading Latin: Um Estudo de Caso”. Formada em Letras e mestre e doutoranda em línguas clássicas, Charlene considera que um dos principais atrativos é a mudança do método de ensino, há dez anos, que deixou de ser excessivamente concentrado na gramática e passou a priorizar a cultura e a literatura latinas. “Os alunos percebem que o mundo antigo é intrigante e sedutor”, afirma. Ela aponta também o aumento do interesse no curso de introdução à língua latina da Unicamp, aberto à população. A turma é hoje de 14 alunos, mas as inscrições feitas chegaram a 26, número considerado recorde. “O latim tem encontrado um momento bastante favorável”, diz.
A mudança do método de ensino pode não ser a única explicação. Nos últimos cinco anos, por exemplo, livros e filmes que tiveram destaque na mídia podem ter contribuído pela renovação do interesse. É o caso de “A Paixão de Cristo”, uma das maiores bilheterias de 2004, falado em latim e aramaico. Há também o livro “O Código da Vinci”, best seller que se transformou em filme, e colocou em evidência frases e expressões na língua latina.
Nas universidades, os professores divergem sobre as razões do interesse, enquanto se mostram entusiasmados com a maior procura pelas disciplinas relacionadas ao latim.
Para o professor Marcos Martinho dos Santos, da USP, a volta do latim é algo que ocorre dentro da universidade e não tem relação com os produtos culturais divulgados pela mídia. Ele, que está na área de língua e literatura há 16 anos, acredita que as razões para esse fato estejam relacionadas principalmente a questões técnicas. Martinho explica que a maior parte dos professores de línguas clássicas da geração passada eram somente docentes, mas hoje, além disso, são também bons pesquisadores e desenvolveram uma nova metodologia de pesquisa e ensino. “Os alunos percebem que estão lá para se tornarem profissionais, mas que, se também quiserem se tornar professores e desenvolver pesquisa, terão orientação adequada”, diz.
Em relação ao aumento de alunos de fora da universidade, Martinho diz que são pessoas interessadas em assuntos específicos, como a literatura. “Há a teoria do gênero, por exemplo, que é importante para quem estuda literatura, e tudo começa por Atenas, Roma ou Grécia.” Há ainda, entre os exemplos mencionados pelo professor, o interesse pelo gênero judicial, relacionado aos discursos das causas públicas que, por sua vez, estão ligados à literatura latina e à grega. Segundo ele, em alguns países da Europa, está ocorrendo o contrário do que se vê no Brasil. “Em Portugal, os professores de algumas universidades nos dizem que não há procura pela língua latina, e que às vezes até faltam professores. Quando contamos que aqui o número de alunos nessa disciplina tem aumentado, eles ficam admirados.”
Já o professor João Batista Toledo Prado, da Unesp, diz que não acredita que o interesse pelo latim ocorra apenas por aspectos inerentes à universidade. “Por um lado há o ‘milenarismo’, por outro há o movimento político e econômico chamado globalização. Ambos promovem resgate de coisas do passado”, diz. Nesse sentido, ele menciona “O Código da Vinci”: “É fruto dessa tentativa de rever o passado sob uma ótica nova”. Toledo Prado cita também filmes de temática clássica, como “Tróia” e “Alexandre”, e aponta ainda o aumento de publicações relacionadas ao mundo antigo. “O mercado para esse assunto se aqueceu, e as editoras constataram isso.”
O professor Paulo Sérgio de Vasconcelos, de língua e literatura latina da Unicamp, também se anima com o interesse de várias editoras na tradução de livros clássicos, inclusive em edições bilíngues. “O panorama, sob esse ponto de vista, é muito melhor que o de décadas atrás”, afirma. E, apesar de lembrar que também existem muitas traduções ruins sendo feitas, diz que há espaço para as traduções sérias do ponto de vista filológico. “Hoje não há desculpa para não publicar porque as boas traduções encontram seu editor.”
Ele considera difícil de explicar o aumento do número de alunos de latim, mas atribui o fenômeno à mudança do método de ensino. Diz que a geração anterior de professores ajudou a formar pesquisadores empenhados, apaixonados por seu objeto de estudo e que acompanham o que se produz no mundo todo nessa área. “Tudo isso tem efeito de estimular os alunos e acabar com estereótipos, como o de que a língua é sempre associada à Igreja Católica e de que o ensino é massacrante e ineficaz”, afirma.
Quanto ao filme “O Código da Vinci”, que Vasconcelos não tinha assistido, ele diz que ouviu seus alunos contarem sobre os diálogos em latim pronunciados à italiana, isto é, usando a pronúncia tradicional da Igreja. “Filmes como ‘O Código da Vinci’ e ‘A Paixão de Cristo’ atiçam a curiosidade das pessoas sobre a língua latina. Mas acabam reforçando no leigo a idéia de que o latim é coisa de padre, ao passo que se trata de uma língua qualquer, que teve, porém, a sorte de ser o veículo de comunicação de um império que está nos fundamentos da cultura ocidental e que produziu textos literários geniais.”
Vasconcelos se mostra otimista a respeito do ensino da língua latina. “Há uma espécie de efeito de multiplicação: os jovens que agora se entusiasmam pelo estudo do latim transmitirão esse sentimento aos que os cercam, e a curiosidade pela área só vai aumentar.” Para ele, não é à tôa que o fenômeno esteja ocorrendo nesta época de pragmatismo e competição feroz: “Os jovens têm descoberto que seu estudo pode ser fascinante, agradável e gratificante. Como acontece com os melhores frutos do espírito humano, esse interesse jamais morrerá.”
.
Thaís Fonseca
É jornalista.
http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/2765,1.shl

Documentos do Concílio Vaticano II

Documentos do Concilio Vaticano II


O Catecismo da Igreja Católica Documentos do Concilio Vaticano II
Livros Sagrada Escritura
Concílio Vaticano II
Constituições



Declarações

Decretos


http://www.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/index_po.htm

Latim e Concílio Vaticano II

o Concílio Vaticano II incentivou o uso do latim como língua litúrgica.


Diz o Concílio (Sacrossanctum Concilium, n.36) : "Salvo o direito particular, seja conservado o uso da língua latina nos ritos latinos."



Embora exista atualmente em muitos lugares a concessão para se celebrar em língua local, o latim segue sendo a língua oficial da Santa Igreja e mantém o seu significado de unidade e solenidade:



"O uso da língua latina vigente em grande parte da Igreja é um caro sinal da unidade e um eficaz remédio contra toda corruptela da pura doutrina." (Papa Pio XII, na Encíclica Mediator Dei, n.53, de 1947)



Por isso o Santo Padre Bento XVI escreveu (Sacramentum Caritatis, n.62):



"A nível geral, peço que os futuros sacerdotes sejam preparados, desde o tempo do seminário, para compreender e celebrar a Santa Missa em latim, bem como para usar textos latinos e entoar o canto gregoriano; nem se transcure a

possibilidade de formar os próprios fiéis para saberem, em latim, as orações mais comuns e cantarem, em gregoriano, determinadas partes da liturgia."



E a Instrução Redemptionis Sacramentum (n. 112) determina:



"Excetuadas as Celebrações da Missa que, de acordo com as horas e os momentos, a autoridade eclesiástica estabelece que se façam na língua do povo, sempre e em qualquer lugar é lícito aos sacerdotes celebrar o santo Sacrifício em latim."



O Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI (no livro "O sal da Terra", de 1996), reconhece que a "nossa cultura mudou tão radicalmente nos últimos trinta anosque uma liturgia celebrada exclusivamente em latim envolveria um elemento deestranheza que, para muitos, não seria aceitável."



Por outro lado, "o Cardeal (Francis Arinze, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos) também sugeriu que as paróquias maiores tenham uma Missa em latim pelo menos uma vez por semana e que as paróquias rurais e menores a tivessem pelo menos uma vez ao mês." (ACI Imprensa, 16 de Novembro de 2006)
 
Muitos hoje afirmam que o Concílio Vaticano II tem dito "isso" e "aquilo", mas nunca abriram um documento do Concílio para ver o que ele realmente diz.

Como podemos perceber nas citações acima, apesar da concessão que o Concílio fez para haver algum lugar para o vernáculo na Santa Missa, o Concílio VALORIZOU o latim. Jamais o aboliu.

Repetir o Mito de que "o Concílio Vaticano II aboliu o latim" é o típico exemplo do que o Papa Bento XVI tem chamado de "hermenêutica da ruptura", que consiste em interpretar o Concílio em descontinuidade com os pronunciamentos anteriores do Sagrado Magistério da Igreja.

Com efeito, o Papa Bento XVI, mais concretamente desde o seu discurso de 22 de Dezembro de 2005 aos Cardeais, Arcebispos e Prelados da Cúria Romana, tem defendido a chamada "hermenêutica da continuidade", isto é, a compressão do Concílio Vaticano II em comunhão com os pronunciamentos anteriores do Sagrago Magistério.

O Concílio Vaticano II é um concílio autêntico, mas é o 21o Concílio da História da Santa Igreja. Antes dele, há 20 outros Concílios!

E além disso, o texto do Concílio Vaticano II é claro em afirmar expressamente o valor do latim, como citamos acima.

Feitos estes pressupostos, vamos aprofundar a questão do latim na Liturgia.

Precisamos, em primeiro lugar, lembrar que na Santa Missa somos BENEFICIÁRIOS, não DESTINÁRIOS.

Dom Antonio Keller, quando perguntado na entrevista sobre a questão do latim, assim se expressou:


"O latim tem seu lugar na vida litúrgica da Igreja como garantia da integridade da fé, manifestada nas celebrações litúrgicas. Não é a toa que todos os livros litúrgicos tem como ponto de referência as edições chamadas de "typica"."





Pe. Paulo Ricardo, quando perguntado sobre o mesmo assunto na entrevista, respondeu:

"A Liturgia só tem sentido quando ela é recebida do passado. Nós precisamos compreender que um rito litúrgico é algo recebido da tradição, recebido dos nossos pais. E é essa a importância do latim e do canto gregoriano. Ao se fazer orações em latim na Liturgia e ao se cantar cantos que foram cantados por gerações e gerações de cristãos antes de nós, nós tomando a consciência de que estamos vivendo algo que não foi inventado por nós, mas que nos une a uma multidão de santos e santas que viveram antes de nós, e que santificarem com aqueles textos e com aqueles cantos; se eles chegaram a se salvar e estar junto de Deus, também nós podemos fazer. (...) Aliás, o próprio Papa Paulo VI e o Concílio Vaticano II sua constituição Sacrossanctum Concilium pediam isso: que os fiéis soubessem recitar e cantar orações em latim e usando o canto gregoriano."


Para comentar mais profundamente a respeito da posição do Papa a respeito do assunto, gostaria de citar algumas sábias palavras que Rafael Vitola Brodbeck, diretor do blog Salvem a Liturgia, escreveu em um artigo que foi publicado em 2009, chamado "alguns motivos para o latim na Missa".

Não se quer acabar com o vernáculo. Apenas o Papa quer incentivar a que se façam mais Missas na língua oficial da Igreja. No que está coberto de razão.


Alguns vêem isso com maus olhos, como se fosse algo terrível o cultivo das mais caras tradições da Igreja. É justamente a falta de tradição que dificulta a formação dos católicos.



Durante centenas de anos, celebrou-se a Missa em latim, e o povo não deixou a Igreja por isso. Há fortes razões teológicas, pastorais e litúrgicas para que se celebre em latim (sem deixar de celebrar em português; não é uma oposição, podendo-se celebrar em ambos os idiomas).



Conheço pessoas bem simples, de pouca instrução, que assistem a Missa em latim (seja no rito tridentino, seja no rito novo). E com muito proveito espiritual! Participar da Missa é unir-se a Cristo, ao seu sacrifício, não necessariamente entender cada palavra proferida ou responder a cada oração. Mas a Missa em latim não catequizará o povo – é o que dizem alguns...



Ocorre que Missa não é catequese. Missa em latim. Catequese em português. Nunca se deu catequese em latim (salvo para os que o entendem). Somos catequizados pelos meios de catequese: livros, aulas, a homilia na Missa, tudo isso em português. O único modo pelo qual podemos entender a Missa como catequese é considerando-a em suas cerimônias como algo que nos ensina, passo a passo, os mistérios da fé. Se é assim, há mais um argumento a favor do latim: o uso de uma outra língua, distinta da comum, demonstra que estamos diante de algo sagrado. E isso é catequese. A melhor de todas: a que mostra que a Missa não é show, é sacrifício,e diante do sacrifício não importa que entendamos as palavras, mas o que elas,em seu conjunto, significam.



O latim, por ser língua morta, está protegido das constantes mudanças de significado dos idiomas vivos e, por isso, preserva de modo muito mais eficaz ocorreto entendimento da doutrina. As línguas modernas assumem significados cadavez mais diversos para seus vocábulos. Hoje, uma palavra tem um sentido, amanhã a mesma terá outro. Como o latim é uma língua morta, isso não ocorre. As palavras terão sempre o mesmo sentido, e assim a doutrina é corretamente transmitida, diminuindo a possibilidade de maus entendidos.



"O uso da Língua Latina é um claro e nobre indício de unidade e um eficazantídoto contra todas as corruptelas da pura doutrina." (Sua Santidade, o Papa Pio XII. Encíclica Mediator Dei)

Além disso, o uso de um idioma diferente do que estamos acostumados mostra que a liturgia é algo sacro. O latim demonstraria que estamos em outro clima, em outra atmosfera. Mostraria a solenidade do momento. E isso é importante para bemcompreendermos a liturgia. Imagina, estás falando em português o todo tempo. De repente, chegas na igreja, e começa o culto: "In nomine Patris et Filio et Spiritus Sanctus". Já estás em outro local. É o céu na terra. Até a língua muda!


O latim, portanto, fala muito à alma. Na Missa não precisamos entender as palavras, precisamos entender é o que está acontecendo.



De outra sorte, pergunto: é preciso que o povo entenda as PALAVRAS da Missa? Não! O que é preciso é entender a PRÓPRIA Missa! Todos entendemos todas as palavras da Missa? Claro que não. Há muitas passagens de altíssima teologia, que quase ninguém entende.



Mas isso não nos impede de colher frutos da Missa. Se o entendimento daspalavras da Missa fosse necessário para cresceres espiritualmente e para apreenderes os frutos da liturgia, então só doutores em teologia iriam à Missa, só eles se beneficiariam.



Muitos analfabetos, que nem sequer sabiam seu idioma direito, iam à Missa em latim e se santificavam na Idade Média, e até poucos anos. Por acaso, eles se afastaram da Igreja por não entenderem latim? Pelo contrário, se santificaram!



Importa entender que a Missa é o Sacrifício da Cruz e nos unirmos a esse ato sublime. Não importa entender o que as palavras da Missa dizem. Ajuda? Sim, pode ajudar, mas importar não importa. E quem quiser acompanhar as palavras pode decorar a Missa em latim, como decora o português, e ainda acompanhar pelos missais e folhetinhos.



O latim, ademais, nos mostra a pertença a uma Igreja maior, universal, que fala a mesma língua. Se tivermos Missa em latim em todas as igrejas (ao lado da Missa em vernáculo), então sempre que estivermos em qualquer lugar do mundo, poderemos ir numa Missa que entenderemos, pois estaremos acostumados.



O motivo de muitos não gostarem do latim é por não terem entendido o que é a Missa, ainda. A Missa é PARA DEUS, não para os homens. Não somos nós que temos de entender as palavras, mas Deus.



Não valorizar a tradição representada pelo latim, por outro lado, é não entender nada da fé católica. Uma Missa em latim evoca a universalidade da Igreja, e mostra que a Igreja tem dois mil anos. Nossa fé não nasceu ontem. Estar em umaMissa em latim mostra-nos que estamos juntos naquilo que os santos viveram.



"O Latim exprime de maneira palmar e sensível a unidade e a universalidade da Igreja." (Sua Santidade, o Papa João Paulo I, Discurso ao Clero Romano)



E quem não gostar do latim ou não entender sua importância, não compreender seu significado no rito?



Ora, os menos esclarecidos estão saindo da Igreja por falta de formação. Por não entenderem o simbolismo litúrgico. E por causa disso, então, vamos acabar com o simbolismo, só porque eles não entendem? Então, se muitos não entendem as letras, vamos fazer o que? Acabar com o alfabeto? Pelo contrário, vamos alfabetizá-los! Aos que não entendem a doutrina, vamos explicá-la.



Aos que não entendem os símbolos, vamos ensinar a lê-los. Em vez de acabar com o latim, vamos mostrar a importância!



Enfim, o maior uso do latim desperta nas pessoas mais reverência, mais entendimento do que realmente seja a Santa Missa, mais respeito e amor pela Eucaristia.



Cabe lembrar que quando falamos "Missa em latim" não estamos nos referindo necessariamente à chamada "Missa tridentina", o rito tradicional, forma extraordinária do rito romano, que utiliza o Missal de São Pio V. Não. Também a "Missa nova", o rito moderno, forma ordinária do rito romano, segundo o Missal de Paulo VI, a mesma que utilizamos na maioria de nossas igrejas, pode ser feita em latim. Na verdade, o normal é que tivéssemos uma Missa em latim no rito moderno ao menos semanalmente em todas as paróquias.


* * *


Sábias as palavras de Rafael Vitola Brodbeck!



Acrescendo ainda que muitos tem buscado o latim por, além dos significados de universalidade católica, solenidade e beleza litúrgica, procurar a pureza do Rito Romano, devido aos trechos da atual tradução brasileira em vigor que poderão ser revisados.



Evidentemente, esses trechos NÃO tiram a validade ou a licitude da Santa Missa.



Mas estas imprecisões poderão ser revisadas à seu tempo, e uma delas (na Consagração) Roma já determinou que esteja corrigida na próxima versão brasileira do Missal (documento da Sagrada Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Prot. N. 467/05/L, 17 de outubro de 2006); este documento se encontra mais abaixo, na íntegra.



Exemplos desses trechos da tradução ainda em vigor:



- Na Consagração, foi traduzido o Sangue derramado "pro vobis et pro MULTIS" ("por vós e por MUITOS") para "por vós e por TODOS";



- Nas respostas dos fiéis em partes dialogadas, "Et cum spíritu tuo" ("E com teu espírito") por "Ele está no meio de nós";



- Após o Ofertório, "Orate, fraters: ut ***meum ac vestrum sacrifícum*** (***o meu e o vosso sacrifício***) acceptábile fiat apud Deum Patrem omnipoténtem", para "Orai, irmãos, para que o ***nosso*** sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso" (no latim, distingue-se então o sacríficio do sacerdote - que é "Persona Christi", "Pessoa de Cristo" - do sacrifício dos fiéis; ver Catecismo da Igreja Católica. n. n. 1322-1498;1536-1600; 1667-1673).



- Na Oração Eucarística I (o "Cânon Romano"), na frase que alude Nosso Senhor na instituição do Santíssimo Sacramento, ele traduz "Santas e Veneráveis Mãos" (literal do latim: "Sanctas Ac Venerabilis Manus Suas") para simplesmente por "Mãos”.



Como mostramos nas postagens anteriores, muitos liturgistas adeptos da teologia modernista, ou influenciados por ela, e que com as suas novas interpretações litúrgicas pretendem negar ou ofuscar os Mistérios da Presença Real e Substancial de Nosso Senhor na Hóstia Consagrada, da Santa Missa como Renovação do Sacrifício de Nosso Senhor e do Sacerdócio Ministerial.



Tais modernistas, para compreender bem o valor dos símbolos para o ser humano, e para que suas novas concepções litúrgicas sejam aos poucos assimiladas, fazem questão de desprezar os sinais externos da Liturgia que apontam para sua verdadeira essência e para a adoração de Nosso Senhor na Hóstia Consagrada:



- o dobrar os joelhos para adorar



- as paramentações completas do sacerdote que celebra



- o altar esplendoroso, ornamentado com castiçais e arranjos de flores



- o uso frequente do incenso- o valor do latim como língua sagrada



- a Santa Missa celebrada "Versus Deum" ("Voltado para Deus", com sacerdote e povo voltados para a mesma direção, como o Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, recomenda que se faça no seu livro "Introdução ao Espírito da Liturgia")



- o uso do latim como Língua Sagrada na celebração da Santa Missa (E AQUI NOS INTERESSA MAIS NESTA POSTAGEM!)



Ignorar o valor desses sinais sagrados é ignorar a própria alma humana, a influência do meio externo e a importância dos elementos simbólicos. A Liturgia católica é extremamente humana: compatível com todas as necessidades do ser humano.



Ora, se alguém parte do princípio Santa Missa NÃO é a Renovação do Santo Sacrifício de Nosso Senhor, mas somente uma "ceia entre os irmãos", porque haver tanto zelo pela Missa, a ponto de valorizarmos uma Língua Sagrada especialmente para celebrá-la?



E aqui, compreendemos o falso princípio do qual partem muitos, o que os leva, fatalmente, a desvalorizar o latim.



Mas a pergunta que naturalmente fazemos é: como dar passos concretos no sentido de aproximar o latim dos fiéis?



Para sugerir alguns caminhos, voltemos as respostas de Dom Antonio Keller e Pe. Paulo Ricardo, nas citadas entrevistas.



Quando perguntado "é possível resgatar um uso mais regular do idioma latino mesmo na forma ordinária do rito romano, no chamado "rito moderno” esse que usamos em nossas paróquias? Como dar os passos para isso?", Dom Antonio Keller respondeu:



"Penso que sim, dêsde que se fuja da pura visão folclórica, ou de um saudosismo, a meu ver tão prejudicial como são os abusos cometidos na liturgia. O latim expressa a universalidade da Igreja, sua catolicidade, que é mais do que uma simples questão geográfica: a Igreja é a Una, Santa, Católica e Apostólica Igreja de Cristo, aberta a todas as geografias, a todas as culturas, a todas as épocas. Ora, isso exige, da parte de quem integra a Igreja, uma visão universal, aberta, não "paroquial". O latim abre esta perspectiva de universalidade. O grande problema será sempre não uma simples questão de pronunciar bem, corretamente o latim, mas de abrir-se à catolicidade da igreja, sentir-se cidadão universal dela, pronto a aceitar em seu seio todas as realidades espirituais e humanas dignas. O uso do latim faz-nos compreender como nós, católicos, onde quer que estejamos, temos a mesma fé e celebramos os mesmos sacramentos.Praticamente, penso que, antes de se começar a celebrar em latim, nas Paróquias, seria preciso deixar bem claro, para o povo, a razão disso... Senão, tudo não passa de uma simples questão de estética linguística, de uma busca de um "purismo" litúrgico que cria a mentalidade se fazer parte de uma casta especial na igreja (os que entendem latim...), que seriam aqueles que participam da Santa Missa em latim...: o restante dos comuns católicos continuariam na ignorância e na mediocridade litúrgicas..."



E Pe. Paulo Ricardo, sobre o mesmo assunto:



"É evidente que tudo isso pode e deve ser feito dentro um processo, de um movimento gradual. Eu costumo sempre dizer que eu odeio tanto revoluções que as rejeito até quando elas são a meu favor. Uma revolução que de repente coloque tudo em latim e em gregoriano seria tão detestável quando a revolução da qual nós estamos querendo nos livrar. O povo de Deus não se move por decreto. O povo de Deus deve ser respeitado e educado lenta e gradualmente, trazido para a plenitude da fé católica e da beleza da Liturgia Católica, porque do contrario seria violentar o povo."



Como podemos perceber, Dom Antonio Keller e Pe. Paulo Ricardo sugerem caminho equilibrados, sem radicalismos, mais fiéis a aquilo que o Papa espera da Igreja como um Corpo.



Abaixo, segue citado documento citado a respeito da expressão "por muitos" ou "por todos", na íntegra....



* * *



CONGR. CULTO DIVINO SOBRE A TRADUÇÃO DA EXPRESSÃO "PRO MULTIS" Por Cardeal Francis Cardeal Arinze



Carta da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dosSacramentos sobre a tradução da expressão "pro multis"



Congregatio de Cultu Divino et Disciplina SacramentorumProt. N. 467/05/L



Roma, 17 de outubro de 2006



Sua Eminência/Excelência,



Em julho de 2005, esta Congregação para o Culto Divino e a Disciplinados Sacramentos, por acordo com a Congregação para a Doutrina da Fé,escreveu a todos os Presidentes das Conferências Episcopais para requisitar sua opinião ponderada acerca da tradução, para os diversos vernáculos, da expressão pro multis na fórmula para a consagração doPreciosissimo Sangue durante a celebração da Santa Missa (ref.Prot.N. 467/05/L de 9 de julho de 2005).



As respostas recebidas das Conferências Episcopais foram estudadas pelas duas Congregações e um relato foi feito para o Santo Padre. Soba direção dele, esta Congregação agora escreve a Sua Eminência/Excelência nos seguintes termos:



1. Um texto correspondente às palavras pro multis, transmitido pela Igreja, constitui a fórmula em uso pelo Rito Romano em Latim desde osprimeiros séculos. Nos últimos 30 anos aproximadamente, alguns textos em vernáculo aprovados contiveram a tradução interpretativa "portodos", "per tutti", ou equivalentes.



2. Não há absolutamente qualquer dúvida sobre a validade das Missas celebradas com o uso de uma fórmula devidamente aprovada contendo a fórmula equivalente a "por todos", conforme a Congregação para a Doutrina da Fé já declarou (cf. Sacra Congregatiopro Doctrina Fidei, Declaratio de sensu tribuendo ad probationi versionum formularumsacramentalium, 25 Ianuarii 1974, AAS 66 [1974], 661). Com efeito, a fórmula "por todos" indubitavelmente corresponderia a umainterpretação correta da intenção do Senhor expressada no texto. É um dogma de fé que Cristo morreu na Cruz por todos os homens e mulheres(cf. João 11:52; 2 Coríntios 5,14-15; Tito 2,11; 1 João 2,2).



3. Há, contudo, muitos argumentos em favor de uma tradução mais precisa da fórmula tradicional pro multis :



a. Os Evangelhos Sinóticos(Mateus 26,28; Marcos 14,24) fazem referência específica a "muitos" pelos quais o Senhor oferece o Sacrifício, e essa formulação foi enfatizada poralguns estudiosos bíblicos em conexão com as palavras do profeta Isaías (53, 11-12). Teria sido perfeitamente possível aos textosevangélicos terem dito "por todos" (por exemplo, cf. Lucas 12,41);todavia, a fórmula apresentada na narrativa da instituição é "por muitos", e as palavras foram fielmente traduzidas assim na maioriadas versões modernas da Bíblia.



b. O Rito Romano em Latim sempre disse pro multis e nunca pro omnibusna consagração do cálice.



c. As anáforas dos diversos Ritos Orientais, sejam em grego, siríaco,armênio, línguas eslavas, etc.,contêm o equivalente verbal do latim pro multis em suas respectivas línguas.



d. "Por muitos" é uma tradução fiel de pro multis, ao passo que "portodos" é, ao invés, uma explicação do tipo que pertence propriamenteà catequese.



e. A expressão "por muitos", embora permaneça aberta à inclusão decada pessoa humana, reflete também o fato de que essa salvação não é efetuada de um modo automático, sem o concurso da vontade ou a participação de cada um; pelo contrário, o fiel é convidado a aceitarna fé o dom oferecido e a receber a vida sobrenatural que é dada àqueles que participam neste mistério, pondo também isso em práticana vida, para ser contado no número daqueles "muitos" aos quais o texto faz referência.



f. De acordo com a Instrução Liturgiam Authenticam, deve haver o esforço para uma maior fidelidade aos textos latinos contidos nas edições típicas.As Conferências dos Bispos daqueles países onde a fórmula "por todos"ou sua equivalente está atualmente em vigor são, portanto,requisitadas a realizar a catequese necessária aos fiéis sobre essaquestão nos próximos um ou dois anos, para prepará-los para aintrodução de uma tradução vernacular precisa da fórmula pro multis (ou seja, "por muitos", "per molti", etc.) na próxima tradução do Missal Romano que os Bispos e a Santa Sé aprovarem para uso em seu país.



Com a expressão de minha alta estima e respeito, permaneço,



Sua Eminência/Excelência,



Devotamente Seu em Cristo, Francis Cardeal Arinze, Prefeito



* * *

Nas aparições da Santíssima Virgem em Fátima (Portugal, 1917), oficialmente reconhecidas pela Santa Igreja, quando o Anjo apareceu para as crianças, antes da Virgem aparecer, ele trazia consigo uma Hóstia Consagrada. Prostrando-se por terra, ensinou a elas a seguinte oração:



"Meu Deus: eu creio, adoro, espero-vos e amo-vos. Peço-vos perdão por aqueles que não crêem, não adoram, não esperam e não vos amam."



Que a Grande Mãe de Deus, Mãe da Eucaristia, pela Sua Poderosa Intercessão, nos conceda a graça de crer, adorar, amar e zelar pelo Santíssimo Corpo do Deus-Amor Sacramentado e pelo Santo Sacrifício da Missa...