domingo, 4 de septiembre de 2011

Genesis 1:2


Genesis 1:2 >>




Hebrew
Transliteration
Strong's
Português
וְהָאָ֗רֶץ
ve·ha·'a·retz
E a Terra
הָיְתָ֥ה
ha·ye·tah
era
תֹ֙הוּ֙
to·hu
Sem forma
וָבֹ֔הוּ
va·vo·hu,
e vazia
וְחֹ֖שֶׁךְ
ve·cho·shech
E (havia) trevas
עַל־
al-
sobre
פְּנֵ֣י
pe·nei
a face (superfície)
תְהֹ֑ום
te·ho·vm;
do abismo
וְר֣וּחַ
ve·ru·ach
E o espírito
אֱלֹהִ֔ים
e·lo·him,
de Deus
מְרַחֶ֖פֶת
me·ra·che·fet
Pairando (movendo-se)
עַל־
al-
sobre
פְּנֵ֥י
pe·nei
a face (superfície)
הַמָּֽיִם׃
ham·ma·yim.
das águas
Latin: Biblia Sacra Vulgata
terra autem erat inanis et vacua et tenebrae super faciem abyssi et spiritus Dei ferebatur super aquas

terra1 autem2 erat3 inanis4 et5 vacua6 et7 tenebrae8 super9 faciem10 abyssi11 et12 spiritus13 Dei14 ferebatur15 super16 aquas17
1.- 'terra,ae' : "tierra". (sustantivo). 1ª Declinación [Vocativo Singular Femenino , Ablativo Singular Femenino , Nominativo Singular Femenino ] 2.- 'autem' : "pero, en cambio". (conjunción). , 3.- 'sum,es,esse,fui' : "ser, estar, haber". (verbo). Sum [3ª persona Singular Imperfecto Indicativo Activa ] 4.- a) 'inâniô,îs,îre,inânîvî/inâniî,inânîtum' : "vaciar". (verbo). 1ª Declinación [Dativo Plural Femenino Pretérito perfecto Participio Pasiva , Ablativo Plural Femenino Pretérito perfecto Participio Pasiva ] 2ª Declinación Dativo Plural Masculino Pretérito perfecto Participio Pasiva , Dativo Plural Neutro Pretérito perfecto Participio Pasiva , Ablativo Plural Masculino Pretérito perfecto Participio Pasiva , Ablativo Plural Neutro Pretérito perfecto Participio Pasiva ] b) 'inânis,inâne' : "vacío". (adjetivo). 3ª Decl. Adjetivos [Genitivo Singular Masculino , Genitivo Singular Neutro , Genitivo Singular Femenino , Vocativo Singular Femenino ] 5.- 'et' : "y". (conjunción). , 6.- 'vacuus,a,um' : "vacío". (adjetivo). 1ª Declinación [Vocativo Singular Femenino , Nominativo Singular Masculino , Ablativo Singular Femenino , Ablativo Singular Masculino , Nominativo Singular Femenino , Vocativo Singular Masculino ] 2ª Declinación Nominativo Plural Neutro , Acusativo Plural Neutro , Vocativo Plural Neutro ] 7.- 'et' : "y". (conjunción). , 8.- No se encontró. 9.- 'super' : "encima". (adverbio). , 10.- 'faciês,êî' : "cara". (sustantivo). 5ª Declinación [Acusativo Singular Femenino ]11.- No se encontró. 12.- 'et' : "y". (conjunción). , 13.- a) 'spiritus,i' : "aliento". (sustantivo). 2ª Declinación [Nominativo Singular Masculino ] b) 'spiritus,us' : "soplo, respiración, espíritu ". (sustantivo). 4ª Declinación [Vocativo Singular Femenino , Nominativo Plural Femenino , Acusativo Plural Femenino , Nominativo Singular Femenino , Genitivo Singular Femenino , Vocativo Plural Femenino ] 14.- 'deus,î' : "dios, divinidad". (sustantivo). 2ª Declinación [Nominativo Plural Masculino , Nominativo Plural Masculino , Genitivo Singular Masculino , Vocativo Plural Masculino ]15.- No se encontró. 16.- 'super' : "encima". (adverbio). , 17.- 'aqua,ae' : "agua". (sustantivo). 1ª Declinación [Acusativo Plural Femenino ]
Genesis I,2 Greek OT: Septuaginta com Diacriticos
ἡ1 δὲ2 γῆ3 ἦν4 ἀόρατος5 καὶ6 ἀκατασκεύαστος7 καὶ8 σκότος9 ἐπάνω10 τῆς11 ἀβύσσου12 καὶ13 πνεῦμα14 θεοῦ15 ἐπεφέρετο16 ἐπάνω17 τοῦ18 ὕδατος19
1.- 'ὁ,ἡ,τό' : "el, la, lo". (artículo). Artículo [Nominativo Singular Femenino ] 2.- a) 'δέ' : "pero, por otro lado, sino". (partícula). ] b) 'δεῖ' : "[+acus e inf.] es necesario, se debe". (verbo). Temática [2ª persona Singular Presente Imperativo Activa ] 3.- 'γῆ,ης' : "tierra". (sustantivo). 1ª Dec. en *-η [Vocativo Singular Femenino Participio Media , Nominativo Singular Femenino , Nominativo Singular Femenino Participio Media , Vocativo Singular Femenino ] 4.- a) 'εἰμί' : "ser, estar, haber". (verbo). vbo. *εἰμι [3ª persona Singular Imperfecto Indicativo Activa , 1ª persona Singular Imperfecto Indicativo Activa ] b) 'ἤν' : "ἐὰν ". (conjunción). ]5.- No se encontró. 6.- 'καί' : "y". (conjunción). 7.- No se encontró. 8.- 'καί' : "y". (conjunción). 9.- No se encontró. 10.- 'ἐπάνω' : "arriba". (adverbio). 11.- 'ὁ,ἡ,τό' : "el, la, lo". (artículo). Artículo [Genitivo Singular Femenino ]12.- No se encontró. 13.- 'καί' : "y". (conjunción). 14.- No se encontró. 15.- 'θεός,οῦ' : "dios". (sustantivo). 2ª Dec. en *-ος [Genitivo Singular Masculino Participio Media , Genitivo Singular Masculino ]16.- No se encontró. 17.- 'ἐπάνω' : "arriba". (adverbio). 18.- 'ὁ,ἡ,τό' : "el, la, lo". (artículo). Artículo [Genitivo Singular Neutro , Genitivo Singular Masculino ]19.- No se encontró.



terra1

terra †
noun sg fem nom




autem2

autem
conj indeclform

erat3

erat
verb 3rd sg imperf ind act

 inanis4

inanis
adj sg neut gen




et5

et
conj indeclform

vacua6

vacua
adj sg fem abl




et7

tenebrae8

tenebrae †
noun pl fem nom




super9

super
prep indeclform




faciem10

faciem
noun sg fem acc

abyssi11

abyssi †
noun sg fem gen




 et12

spiritus13

spiritus †
noun sg masc nom








 Dei14

dei †
noun sg masc gen






 ferebatur15

ferebatur
verb 3rd sg imperf ind pass



 super16

super
prep indeclform






 aquas17

aquas
noun pl fem acc



ἡ
article sg fem nom proclitic indeclform
δέ
partic indeclform
γῆ
noun sg fem nom attic epic ionic contr



ἐάν

if haply

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ἦν
conj contr indeclform




εἰμί

to be

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ἦν
verb 3rd sg imperf ind act
ἦν
verb 3rd pl imperf ind act epic doric aeolic
ἦν
verb 1st sg imperf ind act




ἤν

if;

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ἦν
exclam indeclform




ἤν2

see! see there! lo!

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ἦν
exclam indeclform




ἠμί

I say

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ἦν
verb 1st sg imperf ind act attic
ἀόρατος
adj sg masc nom
ἀόρατος
adj sg fem nom
καί
conj indeclform
ἀκατασκεύαστος
adj sg masc nom
ἀκατασκεύαστος
adj sg fem nom
καί
conj indeclform



σκότος
noun sg masc nom
σκότος
noun sg neut acc
σκότος
noun sg neut nom
σκότος
noun sg neut voc



ἐπάνω
adv indeclform
ἐπάνω
verb 1st sg aor subj act ionic unasp_preverb



τῆς
article sg fem gen attic epic ionic indeclform



ἀβύσσου
adj sg neut gen
ἀβύσσου
adj sg masc gen
ἀβύσσου
adj sg fem gen
καί
conj indeclform



πνεῦμα
noun sg neut voc
πνεῦμα
noun sg neut nom
πνεῦμα
noun sg neut acc



θεοῦ
noun sg masc gen  (θεός)
θεοῦ
verb 2nd sg pres imperat mp attic epic ionic contr (θεάω)
θεοῦ
verb 2nd sg imperf ind mp attic epic ionic poetic contr unaugmented



ἐπεφέρετο
verb 3rd sg imperf ind mp



ἐπάνω
adv indeclform  (ἐπάνω)



ἐπάνω
verb 1st sg aor subj act ionic unasp_preverb(ἐπανίημι)



τοῦ
article sg neut gen indeclform (ὁ)
τοῦ
article sg masc gen indeclform
τοῦ
irreg sg gen attic indeclform(τίς)
τοῦ
pron sg gen attic enclitic indeclform



ὕδατος
noun sg neut gen indeclform

 Tradução:
Gên 1:2 A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.



Resumo dos 2 primeiros versículos do livro de Gênesis



Gênesis 1:1-2  Notas do Capítulo:



  1.1 Criou : Hebreus bará. No AT, este verbo tem por sujeito unicamente a Deus e se refere sempre a uma ação divina que produz um resultado novo e imprevisível (Is 48.6-7; Jr 31.22). Emprega-se para designar a criação do mundo e da humanidade (Gn 1.27; 5.1; Dt 4.32; Is 45.12), a formação do povo do Israel (Is 43.1,15), a restauração de Jerusalém (Is 65.18), a renovação interior do pecador arrependido e perdoado (Sl 51.10) e a criação, ao final dos tempos, de um céu novo e uma terra nova (Is 65.17; 66.22).



  1.1 Os antigos Hebreus não possuíam um término equivalente ao gr. cosmos. O universo em sua totalidade era designado com a expressão o céu e a terra (cf. Gn 14.22; Sl 124.8; MT 28.18). No uso desta expressão se reflete o costume semítico de abranger uma totalidade mencionando dois elementos extremos ou opostos (cf. Gn 2.9).



  1.2 As trevas... sobre a face do abismo : Outra possível tradução: Tudo era um mar profundo talher de escuridão. Segundo uma idéia muito difundida entre os povos do antigo Oriente, antes da criação só havia um caos de trevas que o cobriam tudo como águas ameaçadoras (cf. Sl 104.6-9). portanto, uma das primeiras ações do Criador consistiu em separar as águas de acima e as de abaixo, pondo como linha divisória a expansão ou abóbada celeste (V. 7). De acordo com os V. 5-9, deste caos primitivo se formaram os mares, tanto os que estão sobre a superfície da terra como os que estão debaixo dela. Veja-se Sl 18.15 N.; Cf. também Sl 24.2.



  1.2 A palavra hebréia traduzida por espírito pode significar também vento , sopro ou fôlego. Além disso, a expressão de Deus se utiliza às vezes no AT como complemento para expressar o superlativo (cf. Gn 10.9, onde grande caçador é lit. caçador de Deus ). Por isso, alguns intérpretes consideram que a parte final deste versículo significa um forte vento ia e vinha sobre as águas. Veja-se Gn 13.10 nota B.










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Origem da Língua Portuguesa



A língua portuguesa é uma língua neolatina, formada da mistura de muito latim vulgar e mais a influência árabe e das tribos que viviam na região. Apesar de ter sua origem altamente conectada a outra língua (o galego), o português é uma língua própria e independente. Apesar da influência dos tempos tê-la alterado, adicionando vocábulos franceses, ingleses, espanhóis e únicos, ela ainda tem sua identidade única, apesar de não ter a força que tinha no seu ápice, quando era quase tão difundida como agora é o inglês. No oeste da Península Ibérica, na Europa Ocidental, encontram-se Portugal e Espanha. Ambos eram domínio do Império Romano a mais de 2000 anos, e estes conquistadores falavam latim, uma língua que eles impuseram aos conquistados. Mas não o latim culto usado pelas pessoas cultas de Roma e escrito pelos poetas e magistrados, mas o popular latim vulgar, falado pela população em geral. Isto aconteceu porque a população local entrou em contato com soldados e outras pessoas incultas, não magistrados. Logicamente não podemos simplesmente desprezar totalmente a influência lingüística dos conquistados. Estes dialetos falados na península e em outros lugares foram regionalizando a língua. Também devemos considerar a influência árabe, que inseriu muitas línguas nestes romanços até a Reconquista. Este processo formou vários dialetos, denominados cada um deles genericamente de romanço (do latim romanice, "falar à maneira dos romanos"). Quando o Império Romano caiu no século V este processo se intensificou e vários dialetos foram se formando. No caso específico da península, foram línguas como o catalão, o castelhano e o galego-português (falado na faixa ocidental da península). E foi este último que gerou o português e o galego (mais tarde uma língua falada apenas na região de Galiza, na Espanha). O galego-português existiu apenas durante os séculos XII, XIII e XIV, na época da Reconquista. Após isso foi nascendo cada vez mais diferença entre o galego e o português. Este último era falado no sul da faixa ocidental da província, na região de Lisboa. Esta língua consolidou-se com o tempo e a expansão do Império Português. Do século XII ao século XVI falava-se uma forma arcaica de português, ainda com a influência do galego (o português arcaico propriamente apenas desde o século XIV). Foi com essa linguagem que escreveram os trovadores naquela época, enriquecendo a paupérrima (5.000 vocábulos no século XII) língua portuguesa. Esta fase da Língua Portuguesa acaba coma nomeação de Fernão Lopes como cronista mor da Torre do Tombo em 1434. Mas apenas a partir do século XVI, com a intensa produção literária renascentista de Portugal, especialmente a de Camões, o português uniformiza-se e adquiri as características atuais da língua. Em 1536 Fernão de Oliveira publicou a primeira Gramática da Linguagem Portuguesa, consolidando-a definitivamente.



ORIGEM DA LÍNGUA LATINA



Latim:  Origem das línguas românticas, língua culta durante praticamente toda a idade média européia, e cientifica e filosófica até o século XVII, o latim constitui um dos marcos fundamentais de identidade da cultura ocidental.

      Na origem, o latim era a língua das tribos do Lácio, região central da Península italiana, mas com a extensão de Roma estendeu-se por vastas regiões em que, ao desaparecer o Império Romano, evoluiu e deu lugar as línguas românticas.

      Origem - O Latim, junto com o osco e o umbro, entre outras línguas, pertencia ao ramo itálico das línguas indo - européias. Em relação a estas parece ter maior parentesco com o germânico e, em particular, o céltico, o que levou alguns lingüistas a distinguirem um ramo galo - itálico centro da família indo - européia.

Traço característico da história do latim é sua estreita ligação com Roma. À diferença do que ocorreu na Grécia, os dialetos regionais foram sempre desprezados, e logo no latim se distinguiu a língua da cidade, o sermo urbanus, da fala própria das zonas rurais do Lácio. Numa época arcaica a língua adotou numerosos empréstimos do etrusco, mas o grego foi ainda mais influente. Os romanos adotaram uma das variantes do alfabeto grego, possivelmente por intermédio dos estrucos. A influência da língua grega manifestou-se em todas as fases e em todos os níveis, tanto na gramática como no léxico e tanto na língua popular como na literária.



LATIM VULGAR E LATIM CLÁSSICO



      O latim nos foi legado através de documentos escritos e representativos de oito ou nove séculos de literatura, e existem ainda inscrições históricas.

Teríamos então uma bifurcação do latim:

· O latim clássico - falado pelas classes cultas preocupadas com o seu aperfeiçoamento e desenvolvimento.

· O latim vulgar - falar incerto e rústico do povo.

A diferenciação entre eles está no seu aspecto formal o latim clássico se apresenta como uma língua artificial, rígida e morta, e o vulgar como dinâmica, com arcadísmo e neologismos e de “empréstimos” através de seus contatos com outras civilizações.



      A língua latina propriamente dita, de sua origem até o seu desaparecimento pode ser considerada “língua viva”, durante oito ou nove séculos. A evolução apresenta cinco períodos:

a) Período Arcaico - de sua origem até 250 A C. Destacou-se fragmentos da lei das XII Tábuas.

b) Período de Desenvolvimento - de 250 A C ao primeiro século A C. Esteve sob influência da literatura grega. Obras de Catão, Terêncio (o cartaginês), Ennio, Planto e Lucílio.

c) Período Clássico - do século I A C até I D C. É o chamado “período de ouro”, representado pelos prosadores: Cícero, César, Tito Lívio, Terêncio, Cornélio e também poetas: Horácio, Ovídio, Virgílio, Fedro, Catúlio.

d) Período de Transição - segunda metade do século I D C até o reinado dos antoninos. (138 D C). Poetas: Marcial, Lucano, Pérsio, Juvenal, Valério Flaco e pensadores como: Plínio, o velho Plínio, Plínio, o moço, os dois Sênecas ( o filósofo orador), Tácito, Justino, Quintiliano.

e) Período da Decadência - iniciado no reinado dos Antoninos (138 D C) prolongada até a época da queda do Império Romano (476). Escritores: Santo Agostinho, São Jerônimo, Paulo Osório e Símaco. Inicia-se a dialetação do latim, que pode ser confirmado com a obra do cartaginês Santo Agostinho.

Não se pode afirmar que a língua latina estabilizou pela decadência, mas continuou sem processo evolutivo.



Além do latim clássico e do vulgar, podemos citar:



· Baixo Latim - língua literária do período da decadência utilizada pelos escritores cristãos, empregando inúmeros barbarismos. Nunca foi uma língua viva.



· Latim Bárbaro - empregado pelos tabeliões da Idade Média, anunciando a formação das línguas românticas.


O Latim Vulgar






a) Inscrições - Representadas por vários textos gravados em monumentos, túmulos, placas comemorativas; nelas havia erros cometidos pelos operários.

b) Diálogos - Usados em teatros romanos

c) O “Aprendiz Probo” - Obra gramatical (século III) com cerca de 227 palavras pronunciadas erradamente pelo povo:



Forma erudita
Forma popular
Auris
orida
Speculum
speclum



d) Testemunhos Gramáticos - Representado pelas críticas das gramáticas contra o falar popular. Destacou-se na crítica: Festo, Varrão e Quintiliano.

e) Mulomedicina Chironis - Obra destinada ao estudo da veterinária escrita por volta do século V. A obra foi escrita em latim vulgar.

f) Peregrinato ad Loca Sancta - Relato da viagem realizada por religiosos a Terra Santa, por volta de 381 e 388.



CARACTERES DO LATIM VULGAR



Para que se estude a língua que se originou as línguas românticas, deve-se levar em consideração diferenciações do latim clássico com o latim vulgar através:



a) Simplificar a língua.

b) Torná-la analítica e flexível através de preposições.

Os caracteres do latim vulgar podem ser estudados em quatro campos distintos:



1) No vocabulário

a)       Significado diferente de algumas palavras do latim clássico:



Palavra
Latim vulgar
Latim clássico
Paganim
pagão
civil, camponês
Viaticum
viagem
dinheiro de
Viagem





b) Demonstração de preferência pelas formas periféricas e pelas palavras compostas.

Latim Clássico
Latim Vulgar
Dulcior
magis ou plus dulce
Amabo
amare habeo



c) Emprego de palavras diferentes para significar a mesma coisa ou idéia do latim clássico:

Latim Clássico
Latim Vulgar
Campus
ager
Focus
ignis





O Latim e os Dialetos



         O latim era a língua falada no Lácio (Latium), região central da Itália,  onde  fica a cidade   de Roma. Mas não era a única língua falada na península  itálica,  onde também se falava    o osco, o umbro, o etrusco e também o grego. No entanto, o latim prevaleceu sobre as demais, ajudada pelas grandes conquistas militares dos romanos.



         O latim, enquanto idioma, existia desde os tempos pré-históricos, porém foi a partir do século III a.C. que passou a adquirir uma forma literária, construindo-se aos poucos uma gramática com regras explícitas, cuja consolidação se deu por volta do século I a.C., que é considerado o período clássico do latim.



         Quando nos referimos ao latim clássico, estamos nos referindo ao latim da época de Cícero, César, Sêneca, ou seja, ao da época do apogeu do império romano. No entanto, ao lado desta língua erudita, castiça, falada e escrita pelas pessoas letradas, havia o latim popular, que assumia formas mais livres e sem a precisão das regras gramaticais, falada pelas pessoas do povo e, principalmente, pelos soldados romanos, que participavam das guerras de conquistas.



         Foi desta língua popular, no confronto com outros idiomas falados nas diversas localidades por onde passou o rolo compressor das legiões romanas, que se originaram as línguas românicas, dentre elas, o português, o espanhol, o  francês, o italiano.



         Paralelamente a isto, a partir do século III d.C., com a expansão do cristianismo pelo império romano, temos o período cristão da língua latina, representado pelos escritores eclesiásticos a partir de então, sobretudo Santo Agostinho, São Jerônimo, Tertuliano, Santo Ambrósio, dentre outros. Este  latim com influências eclesiásticas foi o que mais predominou no ensino do latim em nosso meio, de modo especial com a matiz italiana da pronúncia, ensinada  nas escolas brasileiras até o início dos anos '60.



        Em resumo, portanto, podemos distinguir o latim erudito em latim clássico e latim eclesiástico. Quanto aos dialetos, podemos dizer que não há dialetos latinos, uma vez que as variações populares da língua se transformaram em outros idiomas autônomos.



Os latinos: a terra e o povo.



         Os latinos foram assim chamados por habitarem uma região da Itália antiga chamada de Lácio (em latim, Latium), onde fica ainda hoje a cidade de Roma. Eram seus vizinhos territoriais os etruscos e os sabinos. Da união destes três povos (latinos, etruscos e sabinos) originaram-se os romanos, o povo que conquistou o mundo antigo pela arte da guerra e, com a expansão de sua língua e de sua cultura, deu origem também às diversas línguas hoje faladas na Europa central e numerosos países da América. São as línguas neolatinas (italiano, francês, romeno, espanhol, português), que resultaram deste caldeirão cultural imposto ao mundo ocidental pelos romanos, ao longo de 500 anos.



         Da inteligência e do talento político dos romanos, nasceu um fruto que foi colhido por toda a humanidade: o direito. O direito romano é uma das grandes fontes do direito contemporâneo em todos os países, e não apenas naqueles onde se faz sentir o efeito direto de sua cultura.



         Após conquistarem todo o mundo antigo, os romanos submeteram todos os inimigos. Especializados na arte da guerra e não tendo mais contra quem guerrear, deixaram-se trair pelas leviandades e pelos vícios que acompanham a opulência, vindo a ser derrotados pelos hunos, no final do século V d.C., pondo fim a uma etapa da história da humanidade.



O Latim de ontem e de hoje.



    Após a reforma do ensino brasileiro determinada pela Lei n. 4.024/61, o estudo do latim deixou de ser obrigatório nas escolas. Daí em diante, foram poucas as pessoas que tiveram oportunidade de estudar a língua e a tradição dos romanos. São trinta e tantos anos de abandono do idioma que deu origem à língua portuguesa. Estamos assistindo agora à passagem da segunda geração de brasileiros que não mais tiveram contato com as raízes do português. O resultado que todos vêem é o declínio assustador da qualidade do ensino da língua pátria em todos os níveis escolares. Temos uma numerosa parcela de professores do ensino básico e mesmo do universitário que falam e escrevem incorretamente, por causa do desconhecimento de regras e princípios básicos da língua latina.

O alfabeto latino: regras básicas de escrita e pronúncia


1. Grafia:



         O alfabeto latino é o mesmo da língua portuguesa, excetuando-se aquelas letras de origem anglo-germânica (k, y, w). As vogais e consoantes têm a mesma classificação e são grafadas da mesma maneira, tanto nas maiúsculas como nas minúsculas.



2. Pronúncia:



         A pronúncia do latim tem sofrido, nos  muitos países em que  é  estudado,  adaptações  às características  fônicas  da  respectiva  língua  nacional.    Essa  pronúncia,  que  se  cristalizou  no decorrer dos séculos em cada país, é chamada hoje de pronúncia tradicional.  No Brasil, tem tido ampla difusão não só a pronúncia portuguesa, mas também, através da Igreja, a pronúncia de influência romana hodierna.

         Estudos  lingüísticos  que  têm  sido  realizados,  desde  o  século  XIX,  pelos  comparativistas levaram  a  reconstituir aquela pronúncia que teria sido a da elite  culta de Roma  no  período clássico  de  sua  literatura  (nos  dias  de  Cícero, Horácio,  Vergílio);  essa  pronúncia  é  conhecida hoje como restaurada ou reconstituída.



Traços comuns à pronúncia restaurada e à tradicional portuguesa



a) o u semiconsoante de qu e gu soa w de qual; ex.: quis [kwis], quinque [kwinkwe], distinguere [distingwere].



b)  x soa ks de léxico; ex.: lux [luks], dixi [diksi], nexus [neksus].



c)  z soa dz de dzeta; ex.: zelus, zephyrus.



Particularidades da pronúncia reconstituída



a)  As vogais breves têm timbre aberto: lĕuis [léwis], mŏdus [módus]; as longas, timbre

fechado: amōrem [amôrem], dēbēre [dêbêre].

b)  Ae e oe, ditongos, soam respectivamente ay de pai (ex.: aequālis [aykwalis], seruae

[serway]) e oy de coisa (ex.: poena  [poyna]).

c)  C, Q e K soam k de cabo (ex.: Cicĕro [Kikero], accipĕre [akkipere], caelum [kaylum], quem [kwem], Kalendae [kalenday]; G soa g de guerra (ex.: gĕnus  [genus], gentes [gentes]).

d)  S soa sempre surdo, como s de fossa; ex.: rŏsa, formōsus, spirĭtus.

e)  V soa w  (ex.: uinum [winum], uiuĕre [wiwere]).

f)  T tem o som de tatu; ex.: iustitĭa  [yustitia], natiōnem [nationem].

g)  H é sinal de ligeira aspiração; ex.: hŏmō, hōra.



Particularidades da pronúncia tradicional portuguesa



a) E e O têm sempre timbre aberto, mesmo quando longos; ex.: brĕuis, mŏdus; tōtus, uōx.

b) Ae e oe, ditongos, soam respectivamente e de pé (ex.: caelum, seruae) e e de lê (ex.: poena.

c) Ti soa si de palácio (ex.: oratiō).

d) H é mudo (ex.: homō).





N.B.  A Igreja Católica mantém aproximadamente a pronúncia corrente entre os séculos V e VI de nossa era, mas com algumas modificações devidas à influência do italiano  (ae, oe = ê, c  e  g antes de e ou i = ch ou tch ou dj; gn = nh )



Os sons correspondentes às letras do alfabeto em latim têm a mesma característica da pronúncia em português, com algumas pequenas diferenças, que apresentamos a seguir:



2.1. As vogais devem ser pronunciadas com o som original da letra, mesmo quando não são tônicas. Por exemplo: em português, a palavra "belo" pronuncia-se ''bélu''; já em latim, a palavra ''bello'' pronuncia-se ''bélo''. Em português, a palavra ''triste'' pronuncia-se ''trísti''; já em latim, a palavra ''Christe'' pronuncia-se ''kríste''. A palavra ''objeto'' em português pronuncia-se ''objetu''; em latim, a palavra ''objecto'' pronuncia-se ''obiékto''. Isto é, as vogais são sempre pronunciadas com os seus sons originais. Note-se a existência dos grupos vocálicos 'oe' e 'ae', que são pronunciados como 'e' aberto. Por exemplo, 'coelum' pronuncia-se 'célum'; 'laetitia' pronuncia-se 'letícia'.



        Convém observar que no português que se fala em Portugal, diferentemente do que se fala no Brasil, as palavras ainda conservam a consoante que tinham na sua forma original do latim, por exemplo, 'objecto', 'facto', 'acto', 'subjectivo', acontecendo o mesmo também em espanhol. Isto significa que as mutações ocorridas na língua portuguesa no território brasileiro findaram por criar uma variação linguística ainda mais distanciada da fonte latina comum a todos nós.



2.2. Algumas consoantes assumem sons diferentes, conforme o caso:



2.2.1. A letra ''t'' antes de ''i'' tem som de ''s'', quando a sílaba não é tônica. Ex.: ''gratia'' pronuncia-se ''grássia''; ''locutio'' pronuncia-se ''locússio''; ''fortiori'' pronuncia-se ''forsióri''.



2.2.2. A letra ''j'' tem sempre som de ''i''. Ex.: ''jus'' pronuncia-se ''iús''; ''Jesus'' pronuncia-se ''iésus''; ''jacta'' pronuncia-se ''iácta''.



2.2.3. O grupo consonantal ''ch'' tem som de ''k''. Ex.: ''machina'' pronuncia-se ''mákina''; ''charitas'' pronuncia-se ''káritas'';



 ''chorda'' pronuncia-se ''kórda''.



2.2.4. O grupo consonantal ''gn'' tem som de ''nh''. Ex.: ''ignis'' pronuncia-se ''ínhis''; ''cognosco'' pronuncia-se ''conhósco''; ''regnum'' pronuncia-se ''rénhum''.



2.2.5. O grupo consonantal ''ph'' tem som de ''f'', igual ao português arcaico.





3. Algumas características da fraseologia latina:



3.1. Não há artigos definidos e indefinidos.



3.2. Em geral, não há palavras oxítonas.



3.3. É usual ficarem palavras ocultas (subentendidas).



3.4. O verbo geralmente fica no final da oração.



3.5. A regência dos verbos nem sempre corresponde ao português.





4. O uso das consoantes 'j' e 'v' na língua latina:



       Os romanos da época de Cícero (século I a.C.) não conheciam os sons correspondentes às consoantes 'j' e 'v', utilizando as letras 'i' e 'u', respectivamente. Só a partir do século XVI, nos dicionários e livros escolares começaram a aparecer estas consoantes na grafia das palavras, todavia a pronúncia continuou sendo correspondente à das vogais 'i' e 'u'. Isto quer dizer que estas consoantes não pertencem ao latim clássico, mas foram já uma influência reversiva das línguas latinas sobre a língua mãe.



       Esta alteração, porém, justamente por ser considerada uma influência das línguas européias sobre o latim original, é rejeitada por alguns estudiosos mais puristas.



        A disseminação da escrita do latim com as letras 'j ' e 'v' se deu, sobretudo, pela atuação da Igreja Católica, tendo em vista que o latim é ainda hoje a sua língua oficial, e o estudo do latim nas escolas sempre foi orientada pelo latim eclesiástico.

Curiosidades na Lingua Latina




Pequeno glossário de palavras latinas que deram origem a termos utilizados na informática.



@-> Símbolo latino que representa o regente de acusativo AD, com um pouco de esforço você conseguirá ver que a arroba realmente forma um A e um D juntos.



Deletar-> Vem da palavra latina Deletus que significa remover.



Diretório->Vem da palavra Diretorium que quer dizer orientação.



File-> Vem da palavra Filum que quer dizer novelo



Fórum-> Vem de Forum que no latim quer dizer Reunião política.



Artificial-> Vem das palavras Artis + Facere, que quer dizer fazer arte



Menu->Vem da palavra minutus que quer dizer resumo.



Site->Vem da palavra Situs que em latim refere-se à posição da qual derivou.



Tutorial-> Vem da palavra Tutus que significa proteger.



Provedor-> Vem das palavras Pro + Videre que quer dizer Enxergar Antes.



Utilitários-> Vem de Utilis que em português quer dizer qualquer coisa útil.



Virtual-> Vem da palavra Virtus que quer dizer valor.



EXPRESSÕES DE DATA E HORA

Para expressar datas e horas, usam-se os numerais ordinais.

Exemplos:

  • Quot hora est? (Que horas são?)
  • Nona hora est. (São nove horas.)
  • Quot hora? (A que horas?)
  • Hora quarta (ou) Hora sexta (Às quatro horas – às seis horas)
  • Anno millesimo nongentesimo nonagesimo nono (em 1999).
  • Anno bis millesimo (no ano 2000)
  • Anno bis millesimo primo (no ano 2001)
  • Anno bis millesimo secundo) no ano 2002)
  • Quinto quoque anno (de cinco em cinco anos) – Usa-se a palavra 'quoque' = também pare exprimir regularidade.
  • Decimo quoque mense (de dez em dez meses)
  • Septimo quoque die (de sete em sete dias).



  1. EXPRESSÕES RELACIONADAS COM PERÍODOS DO DIA

  • Mane erat – Era de manhã.
  • Summo mane (ou Primo mane) – De manhã bem cedo.
  • Hodie mane (ou hodieno mane) – Hoje de manhã.
  • Cras mane (ou crastino mane) – Amanhã de manhã.
  • Hesterno mane – Ontem de manhã.
  • Postero mane – Na manhã seguinte.
  • A mane ad vesperum – De manhã à tarde.
  • Vesperi – De tarde.

               Heri vesperi – Ontem de tarde