martes, 7 de agosto de 2012

Criacionismo / judaico-cristão


Criador do universo e do homem

§279 "No princípio, Deus criou o céu e a terra" (Gn 1,1). Com essas solenes palavras inicia-se a Sagrada Escritura. O Símbolo da fé retoma estas palavras confessando Deus Pai Todo-Poderoso como "O Criador do céu e da terra", "de todas as coisas visíveis e invisíveis". Por isso, falaremos primeiro do Criador, em seguida de sua criação e, finalmente, da queda no pecado, do qual Jesus Cristo, o Filho de Deus, veio resgatar-nos.
§324 A permissão divina do mal físico e do mal moral é um mistério que Deus ilumina por seu Filho, Jesus Cristo, morto e ressuscitado para vencer o mal. A fé nos dá a certeza de que Deus não permitiria o mal se do próprio mal não tirasse o bem, por caminhos que só conheceremos plenamente na vida eterna.

D.14.14.1 Causa primeira.

§308 Eis uma verdade inseparável da fé em Deus Criador: Deus age em todo o agir de suas criaturas. E é a causa primeira que opera nas causas segundas e por meio delas: "Pois é Deus quem opera em vós o querer e o operar, segundo a sua vontade" (Fl 2,13). Longe de diminuir a 4ignidade da criatura, esta verdade a realça. Tirada do nada pelo poder, sabedoria, bondade de Deus, a criatura não pode nada se for cortada de sua origem, pois "a criatura sem o Criador se esvai"; muito menos pode atingir seu fim último sem a ajuda da graça.

D.14.14.2 Causa razão é fim da criação

§293 Eis uma verdade fundamental que a Escritura e a Tradição não cessam de ensinar e de celebrar: "O mundo foi criado para a glória de Deus". Deus criou todas as coisas, explica São Boaventura, "non propter gloriam augendam, sed propter gloriam manifestandam et propter gloriam suam communicandam - não para aumentar a [sua] glória, mas para manifestar a glória e para comunicar a sua glória". Pois Deus não tem outra razão para criar a não ser seu amor e sua bondade: "Aperta manu clave amoris creaturae prodierunt - Aberta a mão pela chave do amor, as criaturas surgiram". E o Concílio Vaticano I explica:
Este único e verdadeiro Deus, por sua bondade e por sua "virtude onipotente", não para aumentar sua felicidade nem para adquirir sua perfeição, mas para manifestar essa perfeição por meio dos bens que prodigaliza às criaturas, com vontade plenamente livre, criou simultaneamente no início do tempo ambas as criaturas do nada: a espiritual e a corporal.
§294 A glória de Deus consiste em que se realize esta manifesta o e esta comunicação de sua bondade em vista das quais o mundo foi criado. Fazer de nós "filhos adotivos por Jesus Cristo: conforme o beneplácito de sua vontade para louvor à glória da sua graça" (Ef 1,5-6): "Pois a glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem é a visão de Deus: se já a revelação de Deus por meio da criação proporcionou a vida a todos os seres que vivem na terra, quanto mais a manifestação do Pai pelo Verbo proporciona a vida àqueles que vêem a Deus". O fim último da criação é que Deus, "Criador do universo, tornar-se-á "tudo em todas as coisas' (1Cor 15,28), procurando, ao mesmo tempo, a sua glória e a nossa felicidade".
§319 Deus criou o mundo para manifestar e para comunicar sua glória. Que suas criaturas participem de sua verdade, de sua bondade e de sua beleza, é a glória para a qual Deus as criou.
§760 "O mundo foi criado em vista da Igreja", diziam os cristãos dos primeiros tempos. Deus criou o mundo em vista da comunhão com sua vida divina, comunhão esta que se realiza pela "convocação" dos homens em Cristo, e esta "convocação" é a Igreja. A Igreja é a finalidade de todas as coisas, e as próprias vicissitudes dolorosas, como a queda dos anjos e o pecado do homem, só foram permitidas por Deus como ocasião e meio para desdobrar toda a força de seu braço, toda a medida de amor que Ele queria dar ao mundo:
Assim como a vontade de Deus é um ato e se chama mundo, assim também sua intenção é a salvação dos homens e se chama Igreja.

D.14.14.3 Conserva e sustenta a criação

§301 Com a criação, Deus não abandona sua criatura a ela mesma. Não somente lhe dá o ser e a existência, mas também a sustenta a todo instante no ser, dá-lhe o dom de agir e a conduz a seu termo. Reconhecer esta dependência completa em relação ao Criador é uma fonte de sabedoria e liberdade, alegria e confiança:
Sim, tu amas tudo o que criaste, não te aborreces com nada do que fizeste; se alguma coisa tivesses odiado, não a terias feito. E como poderia subsistir alguma coisa se não a tivesses querido? Como conservaria a sua existência se não a tivesses chamado? Mas a todos perdoas, porque são teus: Senhor, amigo da vida! (Sb 11,24-26)

D.14.14.4 Cria com sabedoria e amor

§295 Cremos que Deus criou o mundo segundo sua sabedoria. O mundo não é o produto de uma necessidade qualquer, de um destino cego ou do acaso. Cremos que o mundo procede da vontade livre de Deus, que quis fazer as criaturas participarem de seu ser, de sua sabedoria e de sua bondade: "Pois tu criaste todas as coisas; por tua vontade é que elas existiam e foram criadas". (Ap 4,11). "Quão numerosas são as tuas obras, Senhor, e todas fizeste com sabedoria!" (Sl 104,24). "O Senhor é bom para todos, compassivo com todas as suas obras" (Sl 145,9).

D.14.14.5 Cria do nada

§296 Cremos que Deus não precisa de nada preexistente nem de nenhuma ajuda para criar. A criação também não é uma emanação necessária da substância divina. Deus cria livremente "do nada":
Que haveria de extraordinário se Deus tivesse tirado o mundo de uma matéria preexistente? Um artífice humano, quando se lhe dá um material, faz dele tudo o que quiser. Ao passo que o poder de Deus se mostra precisamente quando parte do nada para fazer tudo o que quer.
§297 A fé na criação a partir "do nada" é atestada na Escritura como uma verdade cheia de promessa e de esperança. Assim a mãe dos sete filhos os encoraja ao martírio:
Não sei como é que viestes a aparecer no meu seio, nem fui eu que vos dei o espírito e a vida, nem também fui eu que dispus organicamente os elementos de cada um de vós. Por conseguinte, foi o Criador do mundo que formou o homem em seu nascimento e deu origem a todas as coisas, quem vos retribuirá, na sua misericórdia, o espírito e a vida, uma vez que agora fazeis pouco caso de vós mesmos, por amor às leis dele... Eu te suplico, meu filho, contempla o céu e a terra e observa tudo o que neles existe. Reconhece que não foi de coisas existentes que Deus os fez, e que também o gênero humano surgiu da mesma forma (2Mc 7,22-23.28).
§298 Uma vez que Deus pôde criar do nada, pode, pelo Espírito Santo, dar a vida da alma a pecadores, criando neles um coração puro, e a vida do corpo aos falecidos, pela ressurreição, Ele, "que faz viver os mortos e chama à existência as coisas que não existem" (Rm 4,17). E uma vez que, pela sua Palavra, pôde fazer resplandecer a luz a partir das trevas, pode também dar a luz da fé àqueles que a desconhecem.

D.14.14.6 Cria o mundo ordenado e bom

§299 Já que Deus cria com sabedoria, a criação é ordenada: "Tu dispuseste tudo com medida número e peso" (Sb 11,20). Feita no e por meio do Verbo eterno, "imagem do Deus invisível" (Cl 1,15), a criação está destinada, dirigida ao homem, imagem de Deus, chamado a uma relação pessoal com Ele. Nossa inteligência, que participa da luz do Intelecto divino, pode entender o que Deus nos diz por sua criação, sem dúvida não sem grande esforço e num espírito de humildade e de respeito diante do Criador e de sua obra. Originada da bondade divina, a criação participa desta bondade: "E Deus viu que isto era bom... muito bom" (Gn 1,4.10.12.18.21.31). Pois a criação é querida por Deus como um dom dirigido ao homem, como uma herança que lhe é destinada e confiada. Repetidas vezes a Igreja teve de defender a bondade da criação, inclusive do mundo material.

D.14.14.7 Cria todas as coisas visíveis e invisíveis

§325 O Símbolo dos Apóstolos professa que Deus é "o Criador do céu e da terra", e o Símbolo niceno-constantinopolitano explicita: "... do universo visível e invisível"
§327 A profissão de fé do IV Concilio de Latrão afirma que Deus "criou conjuntamente, do nada, desde o início do tempo, ambas as criaturas, a espiritual e a corporal, isto é, os anjos e o mundo terrestre; em seguida, a criatura humana, que tem algo de ambas, por compor-se de espírito e de corpo"
§337 Foi Deus mesmo quem criou o mundo visível em toda a sua riqueza, diversidade e ordem. A Escritura apresenta a obra do Criador simbolicamente como uma seqüência de seis dias "de trabalho" divino que terminam com o "descanso" do sétimo dia. O texto sagrado ensina, a respeito da criação, verdades reveladas por Deus para nossa salvação que permitem "reconhecer a natureza profunda da criação, seu valor e sua finalidade, que é a glória de Deus".
§338 Não existe nada que não deva sua existência a Deus criador. O mundo começou quando foi tirado do nada pela Palavra de Deus; todos os seres existentes, toda a natureza, toda a história humana têm suas raízes neste acontecimento primordial: é a própria gênese pela qual o mundo foi constituído e o tempo começou.

D.14.14.8 Criou o homem à sua imagem

§355 "Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou" (Gn 1,27). O homem ocupa um lugar único na criação: ele é "a imagem de Deus" (I); em sua própria natureza une o mundo espiritual e o mundo material (II); é criado "homem e mulher" (III); Deus o estabeleceu em sua amizade (IV).
§356 De todas as criaturas visíveis, só o homem é "capaz de conhecer e amar seu Criador"; ele é "a única criatura na terra que Deus quis por si mesma"; só ele é chamado a compartilhar, pelo conhecimento e pelo amor, a vida de Deus. Foi para este fim que o homem foi criado, e aí reside a razão fundamental de sua dignidade:
Que motivo vos fez constituir o homem em dignidade tão grande? O amor inestimável pelo qual enxergastes em vós mesmo vossa criatura, e vos apaixonastes por ela; pois foi por amor que a criastes, foi por amor que lhe destes um ser capaz de degustar vosso Bem eterno.
§357 Por ser à imagem de Deus, o indivíduo humano tem a dignidade de pessoa: ele não é apenas alguma coisa, mas alguém. É capaz de conhecer-se, de possuir-se e de doar-se livremente e entrar em comunhão com outras pessoas, e é chamado, por graça, a uma aliança com seu Criador, a oferecer-lhe uma resposta de é e de amor que ninguém mais pode dar em seu lugar.
§358 Deus criou tudo para o homem, mas o homem foi criado, para servir e amar a Deus e oferecer-lhe toda a criação:
Quem é, pois, o ser que vai vir à existência cercado de tal consideração? E o homem, grande e admirável figura viva, mais precioso aos olhos de Deus do que a criação inteira: é o homem, é para ele que existem o céu e a terra e o mar e a totalidade da criação, e é à salvação dele que Deus atribuiu tanta importância que nem sequer poupou seu Filho único em seu favor. Pois Deus não cessou de tudo empreender para fazer o homem subir até ele e fazê-lo sentar-se à sua direita.
§359 "Na realidade o mistério do homem só se torna claro verdadeiramente no mistério do Verbo Encarnado."
São Paulo ensina-nos que dois homens estão na origem do gênero humano: Adão e Cristo... "O primeiro Adão", diz ele, "foi criado como um ser humano que recebeu a vida; o segundo é um ser espiritual que dá a vida." O primeiro foi criado pelo segundo, de quem recebeu a alma que o faz viver... O segundo Adão estabeleceu sua imagem no primeiro Adão quando o modelou. E assim se revestiu da natureza deste último e dele recebeu o nome, a fim de não deixar perder aquilo que havia feito à sua imagem. Primeiro Adão, segundo Adão: o primeiro começou, o segundo não acabará. Pois o segundo é verdadeiramente o primeiro, como ele mesma disse: "Eu sou o Primeiro e o último"
§360 Graças à Origem comum, o gênero humano forma uma unidade. Pois Deus "de um só fez toda a raça humana" (At 1 7,26):
Maravilhosa visão que nos faz contemplar o gênero humano na unidade de sua origem em Deus...; na unidade de sua natureza, composta igualmente em todos de um corpo material e de uma alma espiritual; na unidade de seu fim imediato e de sua missão no mundo; na unidade de seu hábitat: a terra, de cujos bens todos os homens, por direito natural, podem usar para sustentar e desenvolver a vida; na unidade de seu fim sobrenatural: Deus mesmo, ao qual todos devem tender; na unidade dos meios para atingir este fim;... na unidade do seu resgate, realizado em favor de todos por Cristo.
§361 "Esta lei de solidariedade humana e de caridade", sem excluir a rica variedade das pessoas, das culturas e dos povos, nos garante que todos os homens são verdadeiramente irmãos.
§1701 "Novo Adão, na mesma revelação do mistério do Pai e de seu amor, Cristo manifesta plenamente o homem ao próprio homem e lhe descobre a sua altíssima vocação." Em Cristo, "imagem do ( Deus invisível" (Cl 1,15), foi o homem criado à "imagem e semelhança" do Criador. Em Cristo, redentor e salvador, a imagem divina, deformada no homem pelo primeiro pecado, foi restaurada em sua beleza original e enobrecida pela graça de Deus.
§1702 A imagem divina está presente em cada pessoa. Resplandece na comunhão das pessoas, à semelhança da unidade das pessoas divinas entre si (cf. capítulo II).
§1703 Dotada de alma "espiritual e imortal", a pessoa humana é "a única criatura na terra que Deus quis por si mesma". Desde sua concepção, é destinada à bem-aventurança eterna.
§1704 A pessoa humana participa da luz e da força do Espírito divino. Pela razão, é capaz de compreender a ordem das coisas estabelecida pelo Criador. Por sua vontade, ela é capaz de ir, por si, ao encontro de seu verdadeiro bem. Encontra sua perfeição na "busca e no amor da verdade e do bem".
§1705 Em virtude de sua alma e de seus poderes espirituais de inteligência e vontade, o homem é dotado de liberdade, "sinal eminente da imagem de Deus"
§1706 Por sua razão, o homem conhece a voz de Deus, que o insta a "fazer o bem e a evitar o mal". Cada qual é obrigado a seguir esta lei que ressoa na consciência e se cumpre no amor a Deus e ao próximo. O exercício da vida moral atesta a dignidade da pessoa.
§1707 "Instigado pelo Maligno, desde o inicio da história o homem abusou da própria liberdade." Sucumbiu à tentação e praticou o mal. Conserva o desejo do bem, mas sua natureza traz a ferida do pecado original. Tornou-se inclinado ao mal e sujeito ao erro:O homem está dividido em si mesmo. Por esta razão, toda a vida humana, individual e coletiva, apresenta-se como uma luta dramática entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas.
§1708 Por sua paixão, Cristo livrou-nos de Satanás e do pecado. Ele nos mereceu a vida nova no Espírito Santo. Sua graça restaura o que o pecado deteriorou em nós.
§1709 Quem crê em Cristo torna-se filho de Deus. Esta adoção filial o transforma, propiciando-lhe seguir o exemplo de Cristo. Ela torna-o capaz de agir corretamente e de praticar o Em união com seu Salvador, o discípulo alcança a perfeição da caridade, a santidade. Amadurecida na graça, a vida moral desabrocha em vida eterna na glória do céu.

D.14.14.9 Entrega o governo do mundo ao homem

§1884 Deus não quis reter só para si o exercício de todos os poderes. Confia a cada criatura as funções que esta é capaz de exercer, segundo as capacidades da própria natureza. Este modo de governo deve ser imitado na vida social. O comportamento de Deus no governo do mundo, que demonstra tão grande consideração pela liberdade humana, deveria inspirar a sabedoria dos que governam as comunidades humanas. Estes devem comportar-se como ministros da providência divina.

D.14.14.10 Forma o homem

§362 A pessoa humana, criada à imagem de Deus, é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual. O relato bíblico exprime esta realidade com uma linguagem simbólica, ao afirmar que "O Senhor Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente" (Gn 2,7). Portanto, o homem em sua totalidade é querido por Deus.
§371 Criados conjuntamente, Deus quer o homem e a mulher um para o outro. A Palavra de Deus dá-nos a entender isto por meio de diversas passagens do texto sagrado. "Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer uma auxiliar que lhe corresponda" (Gn 2,18). Nenhum dos animais pode ser este "vis-à-vis" do varão. A mulher que Deus "modela" da costela tirada do varão e que leva a ele provoca da parte do homem um grito de admiração, uma exclamação de amor e de comunhão: "É osso de meus e carne de minha carne" (Gn 2,23). O homem descobre a mulher como um outro "eu" da mesma humanidade.
§704 "Quanto ao homem, Deus o modelou com as próprias mãos [isto é, o Filho e o Espírito Santo] (...) e imprimiu na carne modelada sua própria forma, de modo que até o que fosse visível tivesse a forma divina."

D.14.14.11 Governa com a providência tudo o que criou

§302 A criação tem sua bondade e sua perfeição próprias, mas não saiu completamente acabada das mãos do Criador. Ela é criada "em estado de caminhada" ("in statu viae") para uma perfeição última a ser ainda atingida, para a qual Deus a destinou. Chamamos de divina providência as disposições pelas quais Deus conduz sua criação para esta perfeição:
Deus conserva e governa com sua providência tudo o que criou; ela se estende "com vigor de um extremo ao outro e governa o universo com suavidade" (Sb 8,1). Pois "tudo está nu e descoberto aos seus olhos" (Hb 4,13), mesmo os atos dependentes da ação livre das criaturas.
§303 O testemunho da Escritura é unânime: a solicitude da divina providência é concreta e direta, toma cuidado de tudo, desde as mínimas coisas até os grandes acontecimentos do mundo e da história. Com vigor, os livros sagrados afirmam a soberania absoluta de Deus no curso dos acontecimentos: "O nosso Deus está no céu e faz tudo o que deseja" (S1 115,3); e de Cristo se diz: "O que abre e ninguém mais fecha, e, fechando, ninguém mais abre" (Ap 3,7). "Muitos são os projetos do coração humano, mas é o desígnio do Senhor que permanece firme" (Pr 19,21).
§304 Assim vemos o Espírito Santo, autor principal da Escritura, atribuir muitas vezes ações a Deus, sem mencionar causas segundas. Esta não é uma "maneira de falar" primitiva, mas uma forma profunda de lembrar o primado de Deus e o seu senhorio absoluto sobre a história e o mundo e de assim educar para a confiança nele. A oração dos Salmos é a grande escola desta confiança.
§305 Jesus pede uma entrega filial à providência do Pai Celeste, que cuida das mínimas necessidades de seus filhos: "Por isso, não andeis preocupados, dizendo: Que iremos comer? Ou, que iremos beber?... Vosso Pai celeste sabe que tendes necessidade de todas essas coisas. Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6,31-33).
§306 Deus é o Senhor soberano de seus desígnios. Mas, para a realização dos mesmos, serve-se também do concurso das criaturas. Isso não é um sinal de fraqueza, mas da grandeza e da bondade do Deus Todo-Poderoso. Pois Deus não somente dá às suas criaturas o existir, mas também a dignidade de agirem elas mesmas, de serem causas e princípios umas das outras e de assim cooperarem no cumprimento de seu desígnio.
§307 Aos homens, Deus concede até de poderem participar livremente de sua providência, confiando-lhes a responsabilidade de "submeter" a terra e de dominá-la. Deus concede assim aos homens serem causas inteligentes e livres para completar a obra da Criação, aperfeiçoar sua harmonia para o bem deles e de seus próximos. Cooperadores muitas vezes inconscientes da vontade divina, os homens podem entrar deliberadamente no plano divino, por suas ações, por suas orações, mas também por seus sofrimentos. Tornam-se então plenamente "cooperadores de Deus" (1Cor 3,9) e do seu Reino.
§308 Eis uma verdade inseparável da fé em Deus Criador: Deus age em todo o agir de suas criaturas. E é a causa primeira que opera nas causas segundas e por meio delas: "Pois é Deus quem opera em vós o querer e o operar, segundo a sua vontade" (Fl 2,13). Longe de diminuir a 4ignidade da criatura, esta verdade a realça. Tirada do nada pelo poder, sabedoria, bondade de Deus, a criatura não pode nada se for cortada de sua origem, pois "a criatura sem o Criador se esvai"; muito menos pode atingir seu fim último sem a ajuda da graça.
§309 Se Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do mundo ordenado e bom, cuida de todas as suas criaturas, por que então o mal existe? Para esta pergunta tão premente quão inevitável, tão dolorosa quanto misteriosa, não h uma resposta rápida. É o conjunto da fé cristã que constitui a resposta a esta pergunta: a bondade da criação, o drama do pecado, o amor paciente de Deus que se antecipa ao homem por suas Alianças, pela Encarnação redentora de seu Filho, pelo dom do Espírito, pelo congraçamento da Igreja, pela força dos sacramentos, pelo chamado a uma vida bem-aventurada à qual as criaturas livres são convidadas antecipadamente a assentir, mas da qual podem, por um terrível mistério, abrir mão também antecipadamente. Não há nenhum elemento da mensagem cristã que não seja, por uma parte, uma resposta à questão do mal.
§310 Mas por que Deus não criou um mundo tão perfeito que nele não possa existir mal algum? Segundo seu poder infinito, Deus sempre poderia criar algo melhor. Todavia, em sua sabedoria e bondade infinitas, Deus quis livremente criar um mundo "em estado de caminhada" para sua perfeição última. Este devir permite, no desígnio de Deus, juntamente com o aparecimento de determinados seres, também o desaparecimento de outros, juntamente com o mais perfeito, também o menos imperfeito, juntamente com as construções da natureza, também as destruições. Juntamente com o bem físico existe, portanto, o mal físico, enquanto a criação não houver atingido sua perfeição.
§311 Os anjos e os homens, criaturas inteligentes e livres, devem caminhar para seu destino último por opção livre e amor preferencial. Podem, no entanto, desviar-se. E, de fato, pecaram. Foi assim que o mal moral entrou no mundo, incomensuravelmente mais grave do que o mal físico. Deus não é de modo algum, nem direta nem indiretamente, a causa do mal moral. Todavia, permite-o, respeitando a liberdade de sua criatura e, misteriosamente, sabe auferir dele o bem:
Pois o Deus Todo-Poderoso..., por ser soberanamente bom, nunca deixaria qualquer mal existir em suas obras se não fosse bastante poderoso e bom para fazer resultar o bem do próprio ma1.
§312 Assim, com o passar do tempo, pode-se descobrir que Deus, em sua providência todo-poderosa, pode extrair um bem das conseqüências de um mal, mesmo moral, causado por suas criaturas: "Não fostes vós, diz José a seus irmãos, que me enviastes para cá, foi Deus; - o mal que tínheis a intenção de fazer-me, o desígnio de Deus o mudou em bem a fim de - salvar a vida de um povo numeroso" (Gn 45,8; 50,20). Do maior mal moral jamais cometido, a saber, a rejeição e homicídio do Filho de Deus, causado pelos pecados de todos os homens, Deus, pela superabundância de sua graça, tirou o maior dos bens: a glorificação de Cristo e a nossa Redenção. Com isso, porém, o mal não se converte em um bem.
§313 "Sabemos que, para os que amam a Deus, tudo concorre para o bem" (Rm 8,28). O testemunho dos santos não cessa de confirmar esta verdade.
Assim, Sta. Catarina de Sena diz "àqueles que se escandalizam e se revoltam com o que lhes acontece": "Tudo procede do amor tudo está ordenado à salvação do homem, Deus não faz nada que não seja para esta finalidade"
E Santo Tomás More, pouco antes de seu martírio, consola sua filha: "Não pode acontecer nada que Deus não tenha querido. Ora, tudo o que ele quer, por pior que possa parecer-nos, é o que há de melhor para nós"
E Lady Juliana de Norwich: "Aprendi, portanto, pela graça de Deus, que era preciso apegar-me com firmeza à fé e crer com não menor firmeza que todas as coisas irão bem.... "Tu mesmo verás que qualquer tipo de circunstância servirá para o bem" - Thou shalt see thyself that all MANNER of thing shall be well"
§314 Cremos firmemente que Deus é o Senhor do mundo e da história. Mas os caminhos de sua providência muitas vezes nos são desconhecidos. Só no final, quando acabar o nosso conhecimento parcial, quando virmos Deus "face a face" (1 Cor 13,12), teremos pleno conhecimento dos caminhos pelos quais, mesmo por meio dos dramas do mal e do pecado, Deus terá conduzido sua criação até o descanso desse Sábado definitivo, em vista do qual criou o céu e a terra.
§320 Deus, que criou o universo o mantém na existência por seu Verbo, "este Filho que sustenta o universo com o poder de sua palavra" (Hb 1,3) e pelo seu Espírito Criador que dá a vida.
§321 A Divina Providência são as disposições pelas quais Deus conduz com sabedoria e amor todas as criaturas até seu fim último.
§322 Cristo convida-nos à entrega filial à Providência de nosso Pai celeste, e o Apóstolo São Pedro lembra: "Lançai sobre ele toda a vossa preocupação porque é ele que cuida de vós".
§323 A Providência divina age também por meio da ação das criaturas. Aos seres humanos Deus concede cooperar livremente para seus desígnios.
§324 A permissão divina do mal físico e do mal moral é um mistério que Deus ilumina por seu Filho, Jesus Cristo, morto e ressuscitado para vencer o mal. A fé nos dá a certeza de que Deus não permitiria o mal se do próprio mal não tirasse o bem, por caminhos que só conheceremos plenamente na vida eterna.

D.14.14.12 Possibilidade de conhecer a existência do Criador

§286 Sem dúvida, a inteligência humana já pode encontrar uma resposta para a questão das origens. Com efeito, a existência de Deus Criador pode ser conhecida com certeza por meio de suas obras, graças à luz da razão humana, ainda que este conhecimento seja muitas vezes obscurecido e desfigurado pelo erro. É por isso que a fé vem confirmar e iluminar a razão na compreensão correta desta verdade: "Foi pela fé que compreendemos que os mundos foram formados por uma palavra de Deus. Por isso é que o mundo visível não tem sua origem em coisas manifestas" (Hb 11,3).

D.14.14.13 Questão sobre as origens do mundo

§285 Desde os inícios, a fé‚ cristã tem-se confrontado com respostas diferentes da sua no que diz respeito à questão das origens. Assim, encontram-se nas religiões e nas culturas antigas numerosos mitos acerca das origens. Certos filósofos afirmaram que tudo‚ é Deus, que o mundo é Deus, ou que o devir do mundo é o devir de Deus (panteísmo); outros afirmaram que o mundo é uma emanação necessária de Deus, emanação esta que deriva dessa fonte e volta a ela; outros ainda afirmaram a existência de dois princípios eternos, o Bem e o Mal, a Luz e as Trevas, em luta permanente entre si (dualismo, maniqueísmo); segundo algumas dessas concepções, o mundo (pelo menos o mundo material) seria mau, produto de uma queda, e portanto deve ser rejeitado ou superado (gnose); outros admitem que o mundo tenha sido feito por Deus, mas à maneira de um relojoeiro que, uma vez terminado o serviço, o teria abandonado a si mesmo (deísmo); outros, finalmente, não aceitam nenhuma origem transcendente do mundo, vendo neste o mero jogo de uma matéria que teria existido sempre (materialismo). Todas essas tentativas dão prova da permanência e da universalidade da questão das origens. Esta busca é própria do homem.

D.14.14.14 Revela progressivamente o mistério da criação

§287 A verdade da criação é tão importante para toda a vida humana que Deus, em sua ternura, quis revelar a seu Povo tudo o que é útil conhecer a este respeito. Para além do conhecimento natural que todo homem pode ter do Criador, Deus revelou progressivamente a Israel o mistério da criação. Ele, que escolheu os patriarcas, que fez Israel sair do Egito e que, ao escolher Israel, o criou e o formou, se revela como Aquele a quem pertencem todos os povos da terra, e a terra inteira, como o único que "fez o céu e a terra" (Sl 115,15; 124,8; 134,3).
§288 Assim, a revelação da criação é inseparável da revelação e da realização da Aliança de Deus, o Único, com o seu Povo. A criação é revelada como sendo o primeiro passo rumo a esta Aliança, como o testemunho primeiro e universal do amor Todo-Poderoso de Deus. Além disso, a verdade da criação se exprime com um vigor crescente na mensagem dos profetas, na oração dos salmos e da liturgia, na reflexão da sabedoria do Povo eleito.

D.14.14.15 Senhor da vida

§2280 Cada um é responsável por sua vida diante de Deus, que "lha deu e que dela é sempre o único e soberano Senhor. Devemos receber a vida com reconhecimento e preservá-la para honra dele e salvação de nossas almas. Somos os administradores e não os proprietários da vida que Deus nos confiou. Não podemos dispor dela.
§2318 "Deus tem em seu poder a alma de todo ser vivo e o espírito de todo homem carnal" (Jó 12,10).

D.14.14.16 Transcende a criação e está presente a ela

§300 Deus é infinitamente maior que todas as suas obras: "Sua majestade é mais alta do que os céus" (Sl 8,2), "é incalculável a sua grandeza" (S1 145,3). Mas, por ser o Criador soberano e livre, causa primeira de tudo o que existe, Ele está presente no mais íntimo das suas criaturas: "Nele vivemos, nos movemos e existimos" (At 17,28). Segundo as palavras Santo Agostinho, ele é "superior summo meo et interior intimo meo - maior do que o que há de maior em mim e íntimo do que o que há de mais íntimo em mim".


D.14.14.17 Único criador


§290 "No princípio, Deus criou o céu e a terra" (Gn 1,1). Três coisas são afirmadas nestas primeiras palavras da Escritura: o Deus eterno pôs um começo a tudo o que existe fora dele. Só ele é Criador (o verbo "criar" - em hebraico, ''bara'' sempre tem como sujeito Deus). Tudo o que existe (expresso pela fórmula "o céu e a terra") depende daquele que lhe dá o ser.
§317 Só Deus criou o universo, livremente, diretamente, sem nenhuma ajuda.


Criacionismo cristão


criacionismo cristão é crença religiosa de que Deus criou o universo e os seres vivos de forma sobrenatural conforme o relato da Bíblia, sobretudo dos primeiros capítulos do livro do Gênesis.[1][2] No entanto, o termo é mais comumente usado para se referir à rejeição, por motivos religiosos, de certos processos biológicos, particularmente a evolução.[3][4] Criacionistas, em geral, rejeitam a idade do universo e da Terra estipulada pela ciência moderna e defendem que o universo surgiu em apenas seis dias há menos de 10 mil anos e suacosmologia é originária do literalismo bíblico[5] [6][7] Existem, no entanto, um espectro contínuo de tipos de criacionismo, variando desde o criacionismo da Terra plana até a aceitação dos teorias científicas modernas sem conflito com a leitura da Bíblia[1] [8] Uma vertente do criacionismo cristão é o criacionismo científico, que tem entrado em conflito com a teoria da evolução nas escolas e tribunais.[1]
Atualmente, para muitos cristãos e judeus, os sete dias da criação do mundo, de que fala a Bíblia, não devem ser entendidos literalmente e representam apenas uma forma metafórica e alegórica de explicar a criação do Universo.[9][10] Mas, mesmo assim, algumas correntes cristãs, denominadas fundamentalistas, originárias em certas regiões dos Estados Unidos, ainda acreditam numa leitura literal da Bíblia. Alguns judeus ortodoxos defendem pontos de vistas semelhantes a de cristãos fundamentalistas e rejeitam a teoria da evolução por considerem-na incopatível com os livros da Torá, porém os judeus são consensualmente contrários ao criacionismo cristão. A principal razão disto é que considaram o criaciosnimo cristão baseado na bíblia do Rei James e não em textos hebraicos originais, que incorporam comentários adicionais ao texto bíblico. [11]

Tipos de criacionismo bíblico


Comparação das vertentes criacionistas
HumanidadeEspécies biológicasTerraIdade do Universo
Criacionismo da Terra JovemCriado diretamente por Jeová.Criado diretamente por Deus. Macroevolução não ocorrem.Menos de 10 mil anos. Reformulada por Dilúvio Global.Menos de 10 mil anos.
Criacionismo da Terra AntigaCriado diretamente por Deus.Criado diretamente por Deus. Macroevolução não ocorrem.Idade cientifica aceita. Reformulada por Dilúvio Global.Idade cientifica aceita.
Criacionismo ProgressivoCriado diretamente por Deus. Baseado na anatomia dos primatas.Criado diretamente por Deus +Evolução.Sem ancestral comum.Idade cientifica aceita. Sem dilúvio global.Idade cientifica aceita.
Design InteligenteDivergente: Evolução dos primatas e Criação direta.Intervenção divina em algum momento no passado.Divergente: Alguns acreditam que a existência da Terra é intervenção divina.Idade cientifica aceita.
Evolução TeístaEvoluiu dos primatas.Evoluiu de um ancestral comum.Idade cientifica aceita. Sem dilúvio global.Idade cientifica aceita.

Terra Jovem

Dentro do grupo de criacionistas cristãos, há os que apoiam a tese da criação da Terra considerando como literais os seis dias do Gênesis bíblico. Tais cristãos denominam-secriacionistas da Terra Jovem ou literalistas bíblicos.[12]

Terra Antiga

Outros aceitam a idade da Terra, ou até mesmo do Universo, defendida pelos evolucionistas, mas mantendo ainda posições conflitantes com a biologia destes. São apelidadoscriacionistas da Terra Antiga ou, muitas vezes, da Terra Velha. Já o evolucionismo criacionista, já citado, defende a tese de que a Bíblia ou outros livros considerados sagrados dão margem a uma mistura da evoluçãoorigem da vida e criação, dizendo que Deus deu origem à vida, mas permitiu que esta evoluísse.
A Bíblia faz menção de seis dias criativos e um sétimo dia não terminado. Os criacionistas que apoiam a tese da Terra Antiga, tentam realizar uma interpretação abstrata da palavra "dias", dizendo que dias podem significar milhares ou até mesmo bilhões de anos, tentando tornar compatível a tese da criação com a datação apresentada pelos que crêem na evolução, embora a Geologia apresente várias provas de que a datação dos criacionistas está incorreta.
Os criacionistas trabalham basicamente com a Bíblia para refutar os argumentos dos evolucionistas. A maior dificuldade dos não criacionistas é serem levados a sério, devido à tentativa de separarem demais ciência e religião, razão e fé. Enquanto a ciência consiste em realizar experimentos, testes, observações e outros métodos que permitam a comprovação de fatos, até determinar um resultado concreto, a religião é baseada na fé, nas tradições, nos registros bíblicos e, no caso dos católicos, do magistério. Experimentalmente não é possível testar nem provar a atual hipótese científica do evolucionismo.

Criacionismo Científico

Quanto à difusão do criacionismo clássico, segundo uma pesquisa do Instituto Gallup veiculada pela Folha de São Paulo,[13] noventa por cento dos norte-americanos acreditam em um Deus criador, sendo que quarenta e cinco por cento acham que a criação ocorreu exatamente como o livro do Gênesis descreve. A pesquisa mostra que, entre os membros da Academia Nacional de Ciências estadunidense, dez por cento expressam crença num deus, o que não significa necessariamente que sejam criacionistas. A maioria deles são evolucionistas teístas, como Francis Collins, que deixa claro seu repúdio tanto ao criacionismo quanto ao design inteligente em seu livro The Language of God: A Scientist Presents Evidence for Belief (publicado em julho de 2006). Várias religiosos possuem diferentes visões do criacionismo, como o cristãomuçulmanohindu etc.

Catolicismo

Os católicos, que herdaram a crença criacionista oriunda da tradição judáica, acreditam que a explicação da "feitura do universo" dada pela Bíblia pode ser compatível com uma verdadeira explicação científica, pois Deus não pode contradizer-se criando uma verdade natural em contraposição com outra sobrenatural.
Atualmente, muitos deles, defendendo a posição oficial da Igreja Católica, não são estritamente criacionistas, porque, apesar de acreditarem na criação divina, eles aceitam ao mesmo tempo as teorias da evolução e do Big-Bang. Neste caso, que pode ser chamado de criacionismo evolucionista ou evolucionismo criacionista, os católicos defendem que estas teorias científicas não negam a origem divina do mundo, tendo somente a função de descrever o método com que Deus tenha criado todas as coisas.[9] Aliás, a própria Igreja Católica, através do seu Magistério, não considera o criacionismo e o design inteligente como teorias científicas ou teológicas.[14]
Há ainda segundo outras doutrinas católicas, onde essa parte do Gênesis teria a função de somente ensinar à humanidade que temos que descansar.

Gênesis e a Ciência

Algumas denominações cristãs, após muitas discussões e vendo que definir uma doutrina sobre a criação, estaria trazendo mais discórdia do que esclarecimento.
Mesmo depois de adotarem outrora doutrinas especificas sobre o tal fato, resolveram deixar em aberto para que os fiéis tirem suas próprias conclusões se baseando sempre na Bíblia. Haja visto que com o avanço da ciência, novas teorias são debatidas e como a Bíblia não dá detalhes precisos sobre o ato da criação, não parece prudente ser dogmático nesta questão. [15][9]
Desta forma, se acredita que ciência e religião podem caminhar mais próximas. Levando em conta que ambas, já cometeram erros no passado sendo extremamente radicais nos seus pensamentos.[9]

Palavra chave:

Referências

  1. ↑ a b c Steven Engler. (junho 2007). "Tipos de Criacionismos Cristãos". Revista de Estudos da Religião: 83-107. http://www.pucsp.br/rever/rv2_2007/t_engler.pdfISSN 1677-1222.
  2.  Evolution Vs. CreationismEugenie Scott, Niles Eldredge, p. 114
  3.  NCSE : National Center for Science Education - Defending the Teaching of Evolution in Public Schools.Creationism (2008). Página visitada em 22/06/2009.
  4.  Maryanne Cline Horowitz. New Dictionary of the History of Ideas. [S.l.: s.n.], 2005. vol. 2.
  5.  Site criacionista se contrapõe à Wikipédiacrmariocovas.sp.gov.br. Página visitada em 28 de novembro 2010.
  6.  Ronald L. NumbersCreationism History: Topic Index. Counterbalance Meta-Library. Página visitada em 22/06/2009.
  7.  Campbell D (2006, 21 February). "Academics fight rise of creationism at universities"The Guardian. Visitado em 7 de abril de 2010.
  8.  HowStuffWorks - Tipos de Criacionismo: terra plana e geocêntricopessoas.hsw.uol.com.br. Página visitada em 28 November 2010.
  9. ↑ a b c d http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2007/july/documents/hf_ben-xvi_spe_20070724_clero-cadore_en.html (em inglês), (26/11/2010).
  10.  http://ag.org/top/beliefs/Position_Papers/pp_downloads/PP_The_Doctrine_of_Creation.pdf (em inglês), (26/11/2010).
  11.  G. N. Cantor,Marc Swetlitz. Jewish tradition and the challenge of Darwinism. [S.l.: s.n.].
  12.  http://www.answersingenesis.org/pt/articles/nab/what-happened-to-the-dinosaurs (26/11/2010).
  13.  Design Ontológico.
  14.  Vatican official calls atheist theories 'absurd' / Cardinal Levada: No conflict between evolution science and faith in God (em inglês) (3 de Março de 2009). Página visitada em 28 de Abril de 2010.
  15.  http://ag.org/top/beliefs/Position_Papers/pp_downloads/PP_The_Doctrine_of_Creation.pdf (em inglês), (26/11/2010).


Como sabemos e acredita que houve, mas só Deus e nada mais. Cabala Divindade percebido como Ayin ou o nada absoluto e Ayin Sof ou o Absoluto. Tudo isso fica para trás a compreensão humana e que Ele é apenas, um, um. Como resultado, a tradição oral, nosso mekubalim nos diz que Deus queria "ver Deus" e ser conhecido e que é quando o espelho da Existência foi chamado e à imagem de Deus se refletiu no.
Como poderíamos descrever este processo? Uma maneira é que mais para o Absoluto (Ayin) surgiu um vácuo, sem um ponto onde os dimesions Deidade afastou-se para permitir uma "Makom 'um lugar onde a vida poderia ter existência. Então, aqui, neste espaço as 10 declarações foram entregues chamaram a Divina Presença para se viver. Outros mekubalim ver este cenário como a projeção da Vontade Divina em forma de luz que emanava em 10 fases ou momentos.
Essas 10 etapas ou fumos é o que veio a ser conhecido como os 10 Atributos Divinos que juntos formam a manifestação da divindade, não formando a Divindade, mas a manifestação da Divindade, para nós, pode ser entendido. E para entender ou saber o Sefirot 10 são os instrumentos, veículos ou as formas pelas quais a existência humana é governada a partir de. Alguns místicos ver esta imagem à imagem do homem primitivo, Adam Kadmon, enquanto outros se relacionam cada um dos 10 atributos de uma forma esquemática que se tornaram conhecidas como a Árvore da Vida. Eles também têm percebido esse esquema como o Raiment Luz Bigudim בגדים של אור-Ou shel ocultação de Divindade e outros chamaram a glória de Elohim, Elohim haKavod '. 
ARBA Olamot - Os Mundos 4
Então, estamos com 4 manifestações da Existência. Eles são 'ar'ba olamot "Quatro Mundos, que é, como mencionado, os 4 artigos de vestuário do Manifestante da Divindade, o Ein Sof, o Divino Infinito. Olam em hebraico se traduz em 'Mundo', mas também se traduz em "o hidden' Helem. O conceito de "mundos" denota a emanação da força da vida criativa do Ein Sof , o Divino Infinito através tzimtzumimprogressiva , inumerável ( ocultação ou véus ou condensação ). ATI
Traduz Tzimzum como contração, neste caso, como a contração da Luz. É um termo usado no ensino da Cabala Lurianic (Isaac Luria) , o que explica o conceito de que Deus iniciou o processo de criação de " contratante " sua luz infinita para permitir que um " espaço conceitual " em que um número finito eo mundo aparentemente independentes podem existir Esta contração , a formação de um "espaço vazio" ( חלל הפנוי-Jalal hapanui-) em que poderia começar a construção , é conhecido como o Tzimtzum . Portanto, quando usamos 'HaMakom - The Place' o termo que nós fazemos é que estamos nos referindo a esse conceito de "espaço" no qual o universo físico e da livre determinação ou livre-arbítrio podem coexistir.  
A primeira manifestação é chamado de significado 'Aẓilut' em hebraico, 'Qual é a próxima', 'o que está próximo', ou o Mundo da Emanação. A seguir estão Beria, que é o Mundo da Criação, dos Espíritos, Anjos; Asiyya, ou o Mundo da Ação da Criação, dos seres, da natureza, e, finalmente, Yetzirah, ou Mundo da Formação da psique e da alma, os anjos.
De onde começamos a considerar estas 4 mundos? Isaías 43:7 nos dá a resposta, quando o profeta dizKol Hanikra vishmi velijvodi berativ yetsartiv af-asitiv . - Todo aquele que é chamado pelo meu nome Aẓilut-(emanação / Near), que foi feito , Berias (Criação) - para a minha glória, eu estava treinado , Yetzirah (Formação) - e eu -Asiyyah (Ação) , -  
Aẓilut é considerado como o mundo imutável, que não muda, que exerce o intercâmbio entre Ein Sof e os 3 mundos inferiores de Berias, Yetzirah e Asiyya. princípio de toda a existência começa com a Aẓilut mundo ( Emanação) . Para ser mais exato , começa com Keter (coroa) de Aẓilut , que está associado com o nome de Deus Ehyeh "Eu Sou" ). Este foi o nome pelo qual Deus revelou a Moisés em Êxodo3:14 ( Ehyeh Asher Ehyeh Eu sou quem eu sou ).
Ein Sof (ou Ein Sof ) (hebraico אין סוף ), na Cabala , é entendida como Deus antes de sua auto-manifestação na criação de qualquer mundo espiritual , provavelmente derivado da palavra de Ibn Gabirol o " Um sem fim " ( ela em ou tiklah ). Ein Sof pode ser traduzido como "semfim "," sem fim "," sem fim "ou infinito.
Aẓilut existia antes de Gênesis 1:1 , e como dissemos, começou com dez palavras de Deus Estes dez declarações são associadas com deznomes de Deus , que deixaram o " Fogo Negro " da existência de não-manifesto , o " Branco Fire " Aẓilutic. Como tal, Aẓilut está associado com o aparecimento do fogo e da cor branca , simbolizando a glória.
Aẓilut também conhecido como o "Mundo da Luz Divina , "e" Glória de Deus ", que passa através dos quatro mundos (tudo o que existe dentro Aẓilut ). Também chamado the World " da Unidade " e que é muito além de as dimensões de tempo e espaço que existem nos mundos inferiores. Então Aẓilut é estritamente um mundo de consciência , e representa uma fase de pura vontade . " Com o tempo eo espaço não fazer existem neste mundo , nunca há qualquer tipo de movimento , portanto Aẓilut é sempre em perfeito equilíbrio . Portanto, o mal não existe , a este nível.
 
Então, tudo o que foi chamado, criou, formou e fez o seu potencial é mantida para sempre. E está suspensa até que o Eternity Divindade desejado dissolver o estado inicial do nada de novo, ou começar o processo de criação que não vai acabar até o Fim dos Dias como Adão à imagem de Deus vai aparecer e emergir para o Divino.
Quando Bereshit-Gênesis abre a boca para iniciar o processo e diz: Bereshit bara Elohim ... " desenvolvimento da exposição leva o próximo passo para a produção dos 3 mundos inferiores, Berias, Yetzirah e reino imediatamente Asiyya-emergente do Tempo Eterno e do Espaço.
Quando você estiver usando o nome plural de Deus-Elohim indica a presença dos atributos divinos Aẓilut começar a trabalhar e expor o segundo mundo em sete dias ou fases de expressão criativa. O primeiro capítulo de Gênesis mostra a separação entre o universo eo mundo divino é preenchido com diferentes tipos de pessoas. A última criatura que se forma é Adão, que é "cidmutanu'-conforme a nossa semelhança.No último dia, do sétimo Criação, D'us descansou ter concluído o mundo cósmico de Beria, como é chamado na Cabala. Este mundo é visto como a contrapartida do Mundo da Emanação Divina acima, e é a segunda árvore. O segundo capítulo do Gênesis passa a descrever a próxima etapa do rally, se afastando de sua origem no infinito e no mundo radiante do Sefirot.
O mundo Aẓilut veio à existência através das dez declarações divinas. Cada instrução é associado a um nome de Deus, que são:
Keter-Coroa
Binah-Compreensão
Hochma-Sabedoria
Gevurah-Power
Hesed-Bondade
Tiferet Beleza
Hod Splendor-
Netza-Victoria
Yesod-Fundação
Malchut-Reino
Daath Conhecimento-Junto com Keter-Coroa-representar a mesma força em diferentes dimensões

A interacção de cada um dos Sefirot (Sefirah, cante. Enumeração =) é representado por uma rede de canais-Tzinorot-que estão ligados para indicar o fluxo de energia Divina. Estes são divididos em interaaciones subgrupos. Inicialmente identificado Keter, Binah e Hochma (ou alternativo com Daat em vez de Keter), sob uma dinâmica cognitiva. A segunda interação entre Chesed, Gevura Tiferet e em dinâmica emocional. A terceira interação entre Netza, Hod e Yesod, sob uma dinâmica instintiva e pragmática. Malchut é identificado como o apêndice de Victoria, Splendor e Fundação, ou se o destinatário da energia destes três.
Outra maneira de olhar para o Sefirot é através do Partzufim, ou caras, para usar uma metáfora de semelhança humana. Partzuf metáfora = semelhante ao rosto humano. Assim, Keter, Hochma, Binah e Malchut, tem 2 Partzufim que se inter-relacionam, enquanto Chesed, Gevura, Tiferet, Netza, Hod e Yesod forma seu próprio 

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